10 armas que ajudaram a ganhar a 2ª Guerra Mundial - Fatos Desconhecidos

10 armas que ajudaram a ganhar a 2ª Guerra Mundial

Curiosidades | História | 16 de fevereiro de 2017 por Julia Marreto

Os avanços tecnológicos alcançados durante a Segunda Guerra Mundial foram extremamente diferentes de qualquer guerra que tenha vindo antes dela. A guerra de trincheiras, tão importante durante a Primeira Guerra Mundial, deu lugar a novos métodos de combate, incluindo barragens de artilharia em larga escala, combate aéreo avançado e oceanos cheios de frotas maciças lutando pela supremacia naval. Há muitas razões pelas quais os Aliados prevaleceram sobre o Eixo.

É importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem. Sendo assim, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos essa listinha com 10 armas que ajudaram a ganhar a 2ª Guerra Mundial. Confira:

10 – Bazuca

Citado pelo presidente Dwight Eisenhower (34º presidente dos EUA), a bazuca foi uma das chaves para a vitória aliada. Foi uma ferramenta vital para as tropas que iam contra fortificações e tanques em toda Alemanha e Pacífico.

Apesar de sua capacidade de perfurar um buraco na armadura inimiga, a bazuca foi mais eficaz quando, estrategicamente, eram disparadas em pontos fracos dos tanques, ao invés de serem usadas para ataque direto.

Uma bazuca padrão podia alcançar 90 metros, além de ser fácil de produzir em massa. Durante o período de guerra, haviam quase meio milhão de bazucas produzidas para combate.

9 – M101 Howitzer (Obus M101)

A ênfase do militarismo estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial, significava que era necessário um howitzer confiável e leve para o campo, tanto nos teatros da Europa quanto do Pacífico.

O Howitzer M101 ganhou destaque não por causa do que era capaz de fazer sozinho, mas o que uma linha dessas peças de artilharia era capaz de fazer quando concentravam seu poder de fogo.

Forneciam suporte às tropas terrestres, à pé e em veículos, com um alcance de quase 7km. O M101 provou ser uma arma vital para ataques de longa distância.

8 – Faca KA-BAR

Quando os estadunidenses entraram na Segunda Guerra Mundial, os militares ainda usavam armas que haviam sido usadas na Primeira Guerra Mundial, incluindo facas de trincheira.

Então, os militares logo perceberam que essas facas de trincheira não eram adequadas ao novo estilo de batalha. Em 1942, a Union Cutlery Company propôs um novo projeto de faca de combate para os Marines dos Estados Unidos, que foi aceito e logo se tornou padrão para todos os batalhões.

Com melhor aderência para o combate e uma lâmina de – mais ou menos – 17cm, resistente, a faca – nomeada KA-BAR- acabou se tornando padrão para cada ramo militar. Também serviu como ferramenta “universal” para abertura de caixas de munição e corte de obstáculos.

7 – M1 Thompson

Originalmente concebido para a guerra de trincheiras, durante a Primeira Guerra Mundial, o M1 Thompson – também conhecido como Tommy Gun ou Chicago Typewriter – se tornou infame durante as décadas de 1920 e 1930, por ser uma arma de escolha para a polícia e gangsters durante a Prohibition – Lei Seca nos EUA.

No entanto, essa submetralhadora ganhou respeito nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. Com capacidade de 30 rodadas e uma taxa de disparo de 700 rpm, a Thompson provou ser eficaz, leve e de fácil uso pelas tropas.

Mais de 1,5 milhão de Thompsons foram distribuídas durante a guerra, mas não eram apenas armas de tropas americanas, também foram enviadas para as tropas britânicas e francesas, como parte do Lend-Lease Act – programa em que os EUA forneceram empréstimos ao Reino Unido, União Soviética, China, França Livre e outras nações aliadas, entre 1941 e 1945.

6 – M1 Garand

Descrito como “o maior instrumento de batalha já concebido”, pelo General George S. Patton – George Smith Patton, Jr. foi o general do 3º Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecido como Old Blood and Guts, era amado e odiado pelos seus soldados.

O M1 Garand foi o primeiro rifle de auto-carregamento a se tornar padrão nos EUA. Usado em todos os ramos do exército durante a Segunda Guerra Mundial, esse rifle semi-automático deu aos americanos a habilidade de disparar oito rodadas sem ter que lidar com um desajeitado parafuso de ação.

Isso ajudou as tropas americanas a melhorarem seu objetivo e eficiência durante o combate, o que revelaria uma vantagem inestimável sobre as potências do Eixo. Após a Segunda Guerra Mundial, o M1 serviu aos EUA na Guerra do Golfo, Guerra da Coréia e Vietnã, e nos final dos anos 70.

5 – M2 Browning

Com capacidade de perfurar um casco de navio e derrubar aviões, a metralhadora M2 Browning, calibre .50 BMG, foi arma básica durante a guerra.

Quase 2 milhões de M2 foram produzidas para as tropas, e com razão: estavam entre as armas mais versáteis disponíveis, armando soldados em terra, no ar e água.

Tinham capacidade de 550 disparos por minuto e alcance de – mais ou menos – 6km. Seu potencial destrutivo e confiabilidade da Browning a tornaram presença constante nas forças armadas em todo o mundo por décadas – de fato, está em uso até hoje.

4 – VT Fuze

Ou Radio Proximity Fuze. Era usado para detectar um alvo em movimento e disparar assim que detectasse uma embarcação próxima. A explosão resultante sitiaria a embarcação inimiga em pedaços sem ter que estar diretamente no alvo. Isso reduziu drasticamente o desperdício e esgotante esforço de contato e fusos cronometrados.

3 – Granada de Fragmentos

MK2 Fragmentation Grenade, foi a edição padrão de granada de mão americana – conhecida coloquialmente como Pineapple Grenade (Granada Abacaxi, trad. livre) – estava em toda parte durante a Segunda Guerra Mundial. Não era apenas simples de usar, mas tinha potência de estilhaçar qualquer coisa ao explodir.

Era letal dentro de um raio de 9 metros de explosão, mas poderia ferir qualquer azarado que estivesse em um raio de 45 metros. Tinha um tempo de retardo de 4-4,8 segundos, tempo suficiente para jogarem imediatamente ou segurar por um ou dois segundos, reduzindo as chances do inimigo jogá-la de volta.

2 – M4 Sherman

Era um tanque tão poderoso quanto muitos dos tanques inimigos, mas a habilidade dos EUA de produzi-lo em massa resultou na fabricação de quase 50 mil, entre 1942 e 1946.

Os militares enfatizam sua velocidade e eficiência ao projetar os tanques, que os críticos apontam como resultado de sua indestrutibilidade.

Com revólver, armas de mão de apoio, e capacidade para tripulação de 5 homens, o M4 permitiu às tropas aliadas avançarem em território inimigo.

Outras modificações foram adicionadas durante a guerra, o modelo mais famoso – Donald Duck -, usado pelos britânicos, permitia o tanque flutuar para a costa durante os desembarques da Normandia.

1 – B-17 Fluyin Fortress (B-17 Fortaleza Voadora)

Quando a Boing começou a fabricar sua chamada Fortaleza Voadora, a B-17, em grande escala, apresentava 9 metralhadoras e tinha capacidade de carregar 4 mil kg de explosivos. Sua capacidade de destruição só crescia à medida que a guerra se prolongava.

Os modelos B-17 posteriores foram equipados com mais de 10 metralhadores calibre .50 e quase 4 toneladas de bombas. O Boing B-17 Flying Frotress deu aos Aliados uma distinta vantagem no céu.

Durante a guerra, os B-17 foram auxiliados por torres de armas em seus quadros, fornecendo suporte de fogo para que pudessem soltar suas cargas úteis de bombas nos cenários da Europa e Pacífico.

Cerca de 640 mil toneladas de bombas foram jogadas na Alemanha Nazista por B-17s durante a guerra. Embora os aviões fossem grandes e fortemente blindados, tinham velocidade máxima de 450km/h, algo que era enganosamente rápido para algo do tamanho, na época.

{Bônus}

Bomba Atômica

Qualquer conversa sobre armas, no que se refere à Segunda Guerra Mundial, começa e terminam com as bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945. As duas bombas mataram cerca de 200 mil pessoas – muitas imediatamente, mas milhares depois, devido à exposição à radiação.

O trabalho sobre as bombas começou em 1939, nos EUA, sob o nome de The Manhattan Project. O programa era tão secreto que o presidente Harry Truman nem que seque sabia de sua existência até que assumiu o poder em 1945, depois da repentina morte do presidente Roosevelt.

Apesar dos terríveis efeitos das bombas, os Estados Unidos justificaram seu uso argumentando que, por mais brutal que fossem, elas trariam um fim rápido ao conflito e realmente salvariam mais vidas à longo prazo.

Embora outros países tenham produzido e testados seus próprios arsenais nucleares nas décadas que se seguiram, os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki foram a última vez que uma arma nuclear fora usada em combate.

Então pessoal, vocês já conheciam todas essas armas? Suas utilizações e potências? Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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