7 fatos (quase) inacreditáveis sobre Pablo Escobar - Fatos Desconhecidos

7 fatos (quase) inacreditáveis sobre Pablo Escobar

História | 13 de julho de 2017 por Ana Luiza Andrade

Pablo Escobar: o Senhor do tráfico. O verdadeiro “Poderoso Chefão” da vida real, era chamado também de Don Pablo. Mas principalmente, El Patrón (chefe, patrão) . Um dos homens mais procurados do mundo na década de 80, mas também o mais bem sucedido traficante de drogas de todos os tempos. Era o líder do cartel de Medellín. Construiu um império de luxo para si, produzindo e distribuindo cocaína pelo mundo afora.

Alguns ainda se lembram de sua figura como uma pessoa caridosa e benfeitora. Para outros, ele é lembrado apenas como um perigoso e sanguinário senhor do tráfico colombiano, que aterrizou a América do Sul por mais de duas décadas, e mediu forças com o governo de seu país, levando a cabo mais de 4.000 indivíduos.

Mas qual a sua história? Como ele chegou até lá? Esses 7 fatos (quase) incríveis irão revelar um pouco mais sobre o homem por trás da lenda:

1 – Pobreza na infância

Ele nasceu na cidade de Rionegro, na Colômbia. No dia 1 de Dezembro de 1949. Era o terceiro de sete filhos. Seus pais tinham profissões humildes, a mãe era professora em uma escola primária e o pai, era fazendeiro.

Escobar começou cedo na vida do crime. Ainda adolescente vendeu objetos roubados de tumbas violadas. Mais tarde, vendeu diplomas falsos na Universidade Autônoma Latinoamericana de Medellín, onde cursou Ciências Políticas, mas precisou abandonar o curso por não conseguir arcar com as mensalidades da faculdade.

Cometeu outros crimes menores como roubo de carro, venda de bilhetes falsos de loteria e contrabando de cigarro. Sua frustração com a miséria e a vida simples levaram Pablo a se tornar um homem ambicioso. Quando ele tinha 22 anos prometeu a sua mãe que um dia ele seria “grande”.

2 – Trabalho de guarda-costas

Durante sua juventude, Pablo se divida entre a vida do crime e um trabalho comum de guarda-costas.

Na vida criminosa ele se tornou um extorsionário (que comete extorsão) e um traficante de maconha. Nesse período ele também confessou que sequestrou um executivo de Medellin e conseguiu ganhar facilmente $ 100.000,00 mil dólares colombianos.

Pouco tempo depois disso ele conquistou uma certa notoriedade em Medellín e começou a trabalhar com o famoso contrabandista colombiano, Alvaro Prieto.

3 – Milionário aos 26 anos

Com menos de 30 anos, Pablo já tinha faturado com o cartel de drogas mais de $100 milhões de dólares colombianos (cerca de US$ 3 milhões). Ele era inteligente, perspicaz e usou seu charme e influência para chegar até o topo do cartel. Conseguiu tornar-se o dono, o chefe, el patrón. E cumpriu a promessa que tinha feito a sua mãe, a de ser “grande”, entrando para a lista dos homens mais ricos do mundo com apenas 26 anos.

Realizou todos os seus sonhos. E encontrou o amor em Maria Victoria Henao Vellejoin. Pablo tinha 27 anos e Maria apenas 15 na época.

4 – O Hobin Wood

Ele era temido no meio do tráfico. Mas Pablo também queria ser amado. Para isso, injetou dinheiro nas comunidades mais pobres da Colômbia. Construiu hospitais, igrejas, parques e escolas. Mais de 70 campinhos de futebol, casas para os desabrigados e até um zoológico.

Por onde passava, Pablo era festejado pelas pessoas mais simples como o benfeitor dos pobres e abandonados pelo Estado. Para eles, o dono do cartel era também o homem que tinha saído do mesmo lugar que eles viviam, tinha se tornado rico, mas não tinha esquecido “dos seus” e da sua origem. A sua fama se espalhou por esses bairros mais carentes e o apelido de Robin Wood foi dado a ele como símbolo da sua caridade.

A lenda de Escobar precede o homem: em alguns lugares ele é cultuado com imagens de santo, para quem as pessoas rezam e pedem por auxílio material e espiritual.

5 – Vida Política

Pablo percebeu que tinha conquistado grande parte da população com sua influência. Os pobres pelo dinheiro e os ricos pelo temor. Ele tinha tudo, mas ainda queria mais, sua ambição nunca ficava satisfeita.

Conta-se que quando Pablo era apenas uma criança costumava dizer que um dia seria presidente de seu país. Ele chegou perto, embrenhou-se na política da Colômbia. Conseguiu ser eleito suplente de um congressista na Câmara. Concorreu como candidato pelo partido “Movimento da Renovação Liberal”, mas devido a forte oposição política da campanha de Luis Carlos Galan, e as denúncias de assassinato e outros crimes que manchavam suas mãos, o senhor do tráfico teve que recuar e abandonar esse sonho.

Foi a primeira grande derrota de sua vida.

6 – Paixão pelo Futebol

Um fã incontestável do futebol. Apesar de ter ficado conhecido no meio esportivo por ser um patrocinador do Atlético Nacional, seu filho Juan, afirma que ele era um torcedor incansável do Independiente de Medellín.

Foi dono de três clubes colombianos: Atlético Nacional, Independiente de Medellín e Envigado. Apesar da sua paixão pela pelota, Pablo sofreu acusações de usar os clubes de futebol para lavar dinheiro sujo do cartel de drogas. O título do Atlético Nacional em 1989 pela Libertadores, até hoje é contestado. O que se fala é que Pablo ameaçou e subornou, os árbitros, para que o time fosse favorecido durante o campeonato.

Em 2014, Eurico Miranda, presidente do clube brasileiro Vasco da Gama, concedeu uma entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo” contando que no ano de 1990, durante as quartas de final da Libertadores, “havia caras com metralhadoras no vestiário, tinha cartel de Medellín no meio”.

O árbitro uruguaio Daniel Cardellino também fez denuncias à época para a Conmebol (Confederação Sul-americana de Futebol). Ele afirmou que tinha recebido ameaças de morte, assim como uma tentativa de suborno no valor de 20 mil dólares. O Nacional que havia ganhado o jogo contra o Vasco (por 2 a 0) teve esse jogo anulado.

7 – Prisão de luxo

A “Catedral”. Assim ficou conhecida a casa que Pablo Escobar mandou construir para funcionar como uma prisão de luxo para si mesmo. Pablo, o homem que não se rendia, realizou um acordo com o Governo Colombiano para que ele se entregasse, desde que pudesse projetar e construir sua própria “cela”

A Catedral possuía um campo de futebol, um spa, um cassino, e inclusive um complexo à parte para sua família. Esse não era um criminoso comum e ele não pagaria sua pena de maneira ordinária. Ele estava autorizado a receber visitas quando quisesse. As autoridades colombianos não poderiam se aproximar da Catedral. Inclusive era Pablo, o responsável por escolher quem seriam os guardas que trabalhariam para vigia-lo.

Da casa, ele continuou operando o cartel de drogas por telefone. Quando a polícia descobriu e tentou levá-lo para uma prisão comum, Pablo Escobar escapou como um foragido do cinema, por uma saída secreta que ele mesmo tinha mandado construir, junto com outros 9 capangas.

O senhor do tráfico só seria encontrado e morto pela polícia um ano depois da fuga, em 2 de dezembro de 1993, aos 44 anos de idade, em Medellín. Hoje no lugar da Catedral funciona uma comunidade beneditina.

Desde sua morte já se passaram 24 anos. E até hoje nenhum outro criminoso latino foi tão bem documentado, e sua história recontada, incessantemente. São inúmeras séries, filmes, documentários, livros que pretendem compreender a complexa e misteriosa lenda que foi Pablo Escobar: o homem mais odiado e amado da Colômbia.

E aí? Já conhecia todos esses fatos sobre o “El Patrón”? Não esqueça de deixar o seu comentário logo abaixo. Você pode dizer qual foi a curiosidade que mais te impressionou ou algum outro fato que não foi relatado.

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