9 previsões futurísticas super malucas - Fatos Desconhecidos

9 previsões futurísticas super malucas

Ciência e Tecnologia | História | 11 de janeiro de 2017 por Julia Marreto

Se você acha que o futuro ainda está por vir, é porque ainda não deu uma conferida nessa matéria. Pelo menos o futuro como o imaginamos ou o esperamos já está à nossa frente. Claro que existem inúmeras variáveis de como as coisas podem começar a acontecer, tanto em relação à efeitos sociais quanto tecnológicos.

Há anos atrás era praticamente impossível pensar que você poderia deixar a comida na panela e quando chegasse em casa o jantar estaria pronto. Pois então, em muitas casas inteligentes, isso já é uma realidade. Você deixa tudo pronto e quando estiver quase saindo do trabalho, faz uma solicitação pelo celular e o resto se resolve sozinho.

Algumas invenções já estão muito próximas, a cada dia uma se torna realidade. Você já parou para pensar como seria um quarto do futuro? Ou o simples ato de fazer compras no supermercado? Pois é, algumas dessas coisas nós já podemos prever como serão.

Mas tudo o que conhecemos hoje, e o que ainda virá, deve-se ao fato de que alguém, algum dia, imaginou, sonhou, elaborou, construiu, tentou… Você pode ver isso nessas imagens da década de 1960, que os russos – então União Soviética – produziram, ao vislumbrar como seria o ano de 2017.

Sempre é válido olhar para o passado, principalmente no que se refere ao aprender com os erros, ou utilizar como inspiração para novos projetos e ideias. Nessa matéria, nós aqui da redação da Fatos Desconhecidos selecionamos uma listinha com 9 previsões futurísticas super malucas, que podem nem ser tão malucas assim. Confira:

1 – As rodovias teriam ar condicionado nas regiões mais desérticas.

A “Magic Highway, EUA”, episódio da série de TV Disneyland, da década de 1950, previu que o transporte, especialmente nas rodovias, mudaria ao longo dos anos nos Estados Unidos. Haveria um sistema de rodovias multicoloridas, para facilitar a vida dos motoristas, indicando a eles como seguir a rota correta, apenas pela cor.

O calor radiante manteria a superfície das estradas secas durante chuva, gelo e neve. Rotas através de escaldantes desertos poderiam ser atravessados por rotas com ar condicionado. Os túneis seriam feitos com ajuda de reatores atômicos que aplicariam calor elevado às montanhas, derretendo instantaneamente as rochas.

Um construtor de estradas gigante seria capaz de mudar o terreno áspero em uma larga estrada, que seria terminada em instantes, enquanto barreiras intransponíveis e falésias seriam escaladas por escadas rolantes.

2 – Carros seriam substituídos por bicicletas voadoras.

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Em 1909, o The New York Times, pediu ao ocultista francês Henri Antoine Jules-Bois, que fizesse uma previsão sobre o futuro. O “profeta filosófico” previu que os carros seriam esquecidos em apenas 100 anos, sendo substituídos por bicicletas voadoras, que permitiriam às pessoas se locomoverem pelo ar.

Bois continuou dizendo que quase ninguém ficaria nas cidades à noite. As cidades iram se associar às empresas, fazendo com que as pessoas optassem por viver no campo. Também acreditava que as bicicletas voadoras, carros voadores e caminhos de ferro se tornariam predominantes.

3 – Não existiria moscas e mosquitos.

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Em 1900, The Ladies Home Journal, publicou um artigo de John Elfreth Watkins Jr. com o nome de “O que pode acontecer nos próximos 100 anos.” O artigo foi estranhamente preciso em algumas de suas previsões, como por exemplo: telefones celulares e refeições pré-prontas; porém, não fora tão preciso em outras.

Uma coisa que erraram feio foi a de que as moscas e mosquitos seriam praticamente exterminados. Acreditava-se que os conselhos de saúde iriam acabar com todos eles, além drenar todas as piscinas paradas, cuidar de todos os pântanos e tratar quimicamente todos fluxos de água.

Outra coisa, as letras C, X e Q entrariam em desuso, por não serem mais necessárias. Além disso, o autor acreditava que todas as pessoas seriam capazes de caminhar, pelo menos, 16km diretos. Quem não o fizesse, seria considerado “fraco”.

4 – Pregos e martelos seriam substituídos por cola mágica.

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A revista The American Weekly publicou, em 1960, um artigo descrevendo como as pessoas imaginavam que seriam suas vidas em 10 anos. As previsões para as futuras casas eram interessantes, apesar de errôneas. As pessoas pensavam que as casas teriam telhados automatizados, que mudariam de cor.

Esses telhados também iriam ter cores mais claras em dias quentes e mais escuras em dias frios, para regular melhor a temperatura ambiente. Também acreditavam que os pregos e martelos iriam ser substituídos por “super cola” ou “cola mágica”, muito mais potente da que temos hoje. Uma gota dessa cola seria capaz de sustentar “um carro com 4 passageiros”.

5 – Fábricas que flutuam no espaço e cura para o câncer.

Scientist holding test tube

Em 1983, a Agência de Ciência e Tecnologia de Tóquio pediu a 2 mil especialistas que previssem como seria a vida “se todas as novas tecnologias e inovações realmente se concretizassem conforme planejado”. Algumas dessas previsões foram bastante precisas, como o acesso às informações pelas classes mais baixas, devido ao desenvolvimento de redes de comunicações digitais.

Algumas outras passaram bem longe, como fábricas e laboratórios que flutuariam pelo espaço até 2010, aproveitando-se da ausência de gravidade. Além disso, também acreditavam que doenças como o câncer, apoplexia cerebral e doenças cardíacas já teriam cura.

6 – Casas subaquáticas.

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Seriam uma opção, principalmente para aqueles que gostam de esportes aquáticos. Foi em 1964 que Isaac Asimov, um dos escritores de ficção científica mais reconhecidos do século 20, visitou a Feira Mundial de Nova York. Inspirado por sua visita, Asimov publicou um ensaio no The New York Times, prevendo como seria o futuro em 50 anos. Ele acreditava que 2014 marcaria o início da colonização das plataformas continentais.

Habitações subaquáticas seriam uma opção popular, com apelo especial a aqueles que gostam de esportes aquáticos. Essa habitação, supostamente, encorajaria uma exploração eficiente dos recursos oceânicos, tanto de alimentos como de minerais. Asimov também pensou que as casas subterrâneas, teriam “temperatura facilmente controlada, livre das vicissitudes do tempo, com ar limpo e controlador de luz”. Quem sabe um dia, ainda.

7 – A Rússia e o Alasca seriam ligados por uma “ponte”.

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Em 1960, a União Soviética fez algumas ilustrações, com uma historinha intitulada “In the Year 2017” (No ano 2017). As ilustrações contam a historinha de um menino, Igor, e suas aventuras pela futurística Moscou. No momento da história, a Rússia se prepara para comemorar o centenário da Revolução Bolchevique, de 1917. Nesse mundo imaginário, os “imperialistas” ocidentais são derrotados, o Rio Yenisei e o Rio Ob são alterados, para que fluam para o Mar Cáspio, ao invés do Oceano Ártico.

Além disso, uma barragem é construída através do Estreito de Bering, ligando a Rússia ao Alasca. As cidades do sub-gelo, nas regiões polares da URSS foram construídas com sucesso, e a eterna primavera deixa a vida de toda a população mais feliz. O calor é obtido do centro da Terra, pelas “toupeiras”, máquinas gigantes feitas de aço, resistentes ao calor que se transforma em fonte de energia.

8 – Um pão custaria 80 reais.

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O livro The Omni Future Almanac, publicado em 1982, “previu” que em 2000 a maioria dos americanos experimentaria uma nova prosperidade. A rápida evolução dos computadores, engenharia genética e indústrias de serviços resultariam em uma mudança radical no estilo de vida das pessoas e dariam um impulso na economia.

Além disso, os autores também acreditavam que o preço dos alimentos iriam subir absurdamente. Por exemplo, de acordo com o livro: um pão custaria US$ 8,00 (R$ 25,59) e meio quilo de café custaria US$ 25,00 (R$ 80,00). Porém, também acreditavam que o salário mínimo seria de US$ 95,00 por hora (R$ 303,91).

9 – As casas custariam menos de 20 mil reais e durariam apenas 25 anos.

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Em 1950, a Popular Mechanics publicou um artigo intitulado “Milagres que você verá nos próximos 50 anos”. O artigo sugeria que os materiais de construção como: madeira, tijolos e pedra se tornariam muito caros até o ano 2000. Por isso, as construções “modernas” seriam feitas de metal, folhas de plástico e argila.

Com isso, imaginaram que o custo de construção dessas casas seriam muito baixos, além de serem à prova de qualquer intempérie. Ao mesmo tempo, não havia necessidade que essas residências tivessem resistência suficiente para durarem mais de 25 anos, não fazia sentido.

Os aparatos domésticos foram imaginados para serem mínimos. Por exemplo, acreditava-se que os pratos seriam colocados dentro de uma pia, na qual seriam dissolvidos por água aquecida a 120ºC.

Os plásticos seriam fabricados a partir de matéria-prima barata, como frutas, soja e madeira macia (usada na fabricação de papel). Também haviam pensado que a partir da serragem, madeira macia e roupa íntima de seda, seria possível a produção de alimentos doces.

Então pessoal, o que acharam dessas previsões? São realmente malucas, ou nem tanto assim? Quais outras vocês já ouviram falar e não estão nessa lista? Encontraram algum erro? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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