Como funcionam as prisões na Coréia do Norte? - Fatos Desconhecidos

Como funcionam as prisões na Coréia do Norte?

Mundo Afora | Terror & Sobrenatural | 19 de junho de 2017 por Isabela Ferreira

As diferenças culturais e políticas existentes ao redor do mundo podem ser percebidas por meio de conversas com alguém que venha de fora, ao comer um prato típico de outra nação, ou mesmo com pesquisas feitas na internet.  A Coréia do Norte por exemplo, é bastante conhecida por ser governada sob um regime extremamente autoritário.

Mas será que em algum momento você já se perguntou como são as prisões na Coréia do Norte? Um ex prisioneiro relata como foram seus dias em uma dessas prisões e o que ele era forçado a fazer. Geralmente, estrangeiros são submetidos a executar trabalho pesado como forma de pagar por seus “maus atos”, o que acaba sendo agravado pelo isolamento e opressão sofrida por eles.

O missionário Kenneth Bae, cidadão americano mas de origem sul coreana, conta que foi preso em dezembro de 2012 acusado de cometer atos “hostis à República”, pois foi encontrado portando um disco com conteúdo cristão. Ele foi detido e condenado a 15 anos de trabalho pesado, de onde só foi libertado pois acabou desenvolvendo graves problemas de saúde, e as autoridades do país tiveram medo que ele morresse, pois isso ocasionaria grandes problemas diplomáticos para a Coréia do Norte, então decidiram que o melhor seria liberá-lo.

Ao sair da prisão, Bae escreveu um livro onde resolve contar o que passou e o quão duro foi enfrentar todos aqueles dias sendo obrigado a trabalhar em uma fazenda. Ele conta que acordava sempre às 6h da manhã, tomava café, fazia suas orações e depois era levado para o trabalho, onde ficava das 8h às 18h, seis dias por semana. Sua função era carregar rochas.

Em suas primeiras 4 semanas de prisão, foi submetido todos os dias a interrogatórios que começavam por volta das 8h e terminavam às 23h. Escrevia centenas de páginas que continham confissões exigidas pelos interrogadores. Nos primeiros 735 dias, ele perdeu aproximadamente 27 kg, o que o deixou muito fraco e fez com que seu diabetes e pressão se agravassem.

A pressão psicológica era muito grande, nos interrogatórios principalmente. Diziam-lhe que nunca mais voltaria a ver a família, que nunca mais voltaria para casa. Quando essas primeiras semanas passaram, ele foi autorizado a verificar seus e-mails, mas não sabia ao certo se aquilo era bom ou ruim. Afirma que se sentia como um inseto indefeso, preso em uma teia de aranha, cada vez mais confuso e sem saber o que viria a seguir.

Bae escreveu que, por ser estrangeiro, sua rotina ali era uma das mais “leves”, já que ele ficava em um cela separada, com cama e banheiro. Existem, no país, muitos presos políticos, bem como seus parentes. Crianças, mulheres, idosos que não cometeram crime nenhum, mas estão ali, sem saber o que acontecerá no dia seguinte. Um ex-funcionário conta que presos eram obrigados a cavar suas próprias sepulturas, e em seguida como forma de punição, eram violentados e depois nunca mais vistos. Muitos dos norte-coreanos detidos, trabalham subnutridos e assim seguem até a morte.

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