O que aconteceria se todas as pessoas da Terra pulassem ao mesmo tempo? - Fatos Desconhecidos

O que aconteceria se todas as pessoas da Terra pulassem ao mesmo tempo?

Ciência e Tecnologia | 17 de março de 2017 por PH Mota

A força gerada pelo pulo de uma pessoa sozinha pode ser considerada irrelevante quando comparada às forças internas do planeta Terra. Mas o que poderia acontecer se todas as pessoas pulassem ao mesmo tempo?

Existem aproximadamente 7 bilhões de pessoas em todo o planeta, com um peso aproximado de 350 BILHÕES de quilogramas. Será que a força somada de todos pulando ao mesmo tempo poderia causar alguma alteração em nosso planeta?

A verdade é que como as pessoas estão espalhadas de uma forma quase uniforme ao redor da superfície esférica do globo, se todo mundo pulasse ao mesmo tempo, certamente nada iria acontecer. A soma das forças causadas por cada pulo individual acabaria sendo anulada por cada pulo, resultando numa força zero aplicada sobre a superfície da Terra, de acordo com o físico Rhett Allain.

Sendo assim, vamos imaginar uma situação diferente, em que seria possível reunir todas as pessoas do planeta no mesmo lugar. Dessa forma seria mais fácil tentar causar algum efeito e ainda sincronizar todos os pulos. A partir da união, todos presentes receberiam a instrução de pular no mesmo momento.

Utilizando as leis de conservação de energia, o físico da universidade de Southeastern Louisiana fez um cálculo para encontrar as respostas matemáticas. Para efeitos de simplicidade na conta, ele supôs que a altura média do pulo de uma pessoa seria de 30 centímetros.

Indo direto ao ponto, Allain percebeu que o nosso pulo realmente poderia conseguir mover a Terra, mas numa distância completamente insignificante. Em um segundo, o nosso planeta iria mover a uma distância de cerca de um centésimo do raio de um átomo de hidrogênio.

“Depois que todas as pessoas pulassem, a Terra sofreria essa minúscula alteração em sua órbita, mas devolveria o movimento, voltando ao lugar de sempre naturalmente”, explicou o cientista.

A situação é a mesma percebida quando dois objetos de massas muito diferentes se movem conectados por uma mola. Se você puxa os objetos a uma grande distância e solta, a força da mola irá puxá-los para o mesmo lugar. O objeto de massa menor irá mover muito mais do que o maior, mas os dois se movem. No caso das massas serem a Terra e as pessoas, a gravidade atua como essa mola.

Apesar disso, é possível considerar que existiria algum dano real ao planeta se fosse possível organizar o encontro da população num mesmo ponto e promover pulos simultâneos.

Após os pulos, uma grande quantidade de energia seria liberada assim que todos tocassem o chão. Parte dessa energia iria ser enviada para os nossos pés, enquanto outra parte iria se dissipar no ar e no chão. É aí que algumas consequências poderiam ser percebidas.

No momento do pouso do pulo, um forte som seria ouvido, com um volume de cerca de 200 decibéis – possivelmente o som mais alto criado na Terra. O ruído seria tão forte que poderia danificar alguns tímpanos. Para uma noção de comparação, o motor de um jato produz um som de 150 decibéis no momento da decolagem, e limite da dor para nossos ouvidos é de sons de até 120 decibéis.

Além disso, o chão poderia tremer. Caso o salto fosse realizado próximo à costa, poderia provocar um tsunami com ondas de até 30 metros de altura. O tremor ainda causaria um terremoto com magnitude variando de 4 a 8, na escala Richter. Isso significa que prédios, pontes, estradas e estruturas urbanas poderiam sofrer danos terríveis.

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