O que aconteceria se você fosse atingido por uma moeda que caiu de um prédio? - Fatos Desconhecidos

O que aconteceria se você fosse atingido por uma moeda que caiu de um prédio?

Ciência e Tecnologia | 16 de março de 2017 por PH Mota

Imagine estar andando nas ruas de uma cidade grande, cercada de prédios por todos os lados e ser surpreendido por um objeto mortal caindo lá de cima. Muita gente acredita na lenda, que defende que moeda lançada de uma altura muito grande poderia alcançar um potencial mortal.

O mito já atravessa gerações e assusta pessoas em metrópoles pelo mundo inteiro, mas será que ele tem realmente embasamento científico? É possível ser vítima de ferimentos graves causados por uma pequena moeda?

Já de cara podemos te deixar tranquilo: é extremamente complicado transformar uma moeda numa arma letal, e subir até o prédio mais alto do mundo não seria suficiente para conseguir fazer isso. Mesmo de uma altura dessas, uma moeda é um objeto muito pequeno e amortecido por uma grande quantidade de ar, o que impede que se torne mortal como uma bala.

Na verdade, uma moeda lançada de uma altura muito grande iria praticamente flutuar como uma folha caindo de uma árvore. De fato, se caísse sobre uma pessoa, poderia incomodar, mas não mais do que um peteleco um pouco mais forte, de acordo com Louis Bloomfield, um físico da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos.

A opinião de Louis Bloomfield pode ser levada em conta com propriedade. O físico foi responsável por um experimento que criou túneis de vendo e balões de hélio para simular a quada de moedas de alturas consideráveis. Para provar que não havia riscos, ele foi o própria cobaia de seus experimentos.

O físico se posicionava abaixo dos túneis, sendo atingindo pelas moedas e não sofreu dano nenhum. “Eu acho que uma delas chegou a acertar o meu rosto”, declarou Louis Bloomfield, esclarecendo que não sentiu dor nenhuma no processo.

Grande parte das pessoas acredita que uma moeda em queda poderia sofrer grande aceleração por conta da força da gravidade, chegando a uma velocidade extrema capaz de causar estragos terríveis quando chegar ao solo. De fato isso poderia acontecer numa cidade construída no vácuo, mas com a resistência do ar, é bem improvável que seja possível.

No mundo em que vivemos, a colisão da moeda com as moléculas de ar iriam amortecer o objeto e segurar a sua aceleração. A força de resistência do ar iria neutralizar a aceleração da queda, combatendo a força da gravidade.

Quanto mais veloz fosse a queda da moeda, maior seria a resistência do ar aplicada. Assim, ao alcançar uma certa velocidade máxima, as duas forças se tornam iguais, balanceando a queda e cancelando a aceleração. Nesse ponto, a moeda começa a cair numa velocidade constante, sem continuar o processo de aumento de velocidade que poderia terminar num acidente fatal.

Além disso, as moedas são objetos muito pequenos e planos, o que faz com que a resistência do ar não precise de muito esforço na hora de combater a gravidade. Ao cair de um prédio, a moeda iria passar por um processo de aceleração durante os primeiros 15 metros da queda, a partir daí, provavelmente alcançaria uma velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, segundo o professor, o que não é suficiente para ferir seres humanos ou causar grandes danos.

Por outro lado, se não houvesse a resistência do ar, uma moeda poderia continuar acelerando até chegar ao chão, o que poderia permitir uma velocidade de mais de 300 quilômetros por hora, como um carro de fórmula um. Nesse caso, o dano causado num possível contato como crânio poderia ser grave. Mesmo nessas condições, o professor acredita que a moeda não seria capaz de perfurar o osso, por exemplo, apesar dos danos.

Mas se você acha que está livre de ameaças caindo dos prédios, calme. Se as moedas não representam ameaça, uma simples caneta poderia representar o verdadeiro perigo. Ao cair de uma grande altura, uma caneta ira girar e flutuar ou cair reto como uma flecha.

No último caso, a caneta poderia chegar a mais de 300 km/h mesmo com a resistência do ar, por conta de seu formato. Caso caísse com a ponta virada para baixo, atingiria uma área muito pequena com um alto momento, capaz de perfurar uma tábua de madeira ou danificar o concreto da calçada. Agora imagine isso caindo sobre você!

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