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Na Dinamarca, 17 milhões de animais, que estariam infectando humanos, com Covid-19 serão sacrificados

POR Erik Ely EM Ciência e Tecnologia 09/11/20 às 14h17

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Na última semana, Mette Frederiksen, primeiro-ministro da Dinamarca, afirmou que 17 milhões de animais que estariam infectando humanos com Covid-19 serão sacrificados. Ainda segundo Frederiksen, os animais são visons, uma espécie do gênero Mustela e que teria contraído uma nova cepa do Sars-CoV-2.

Em uma entrevista coletiva, o primeiro-ministro do país afirmou que estava fazendo isso por um bem maior. Assim, ele não estava pensando apenas na população de seu país, mas também, na segurança da população mundial. "Temos uma grande responsabilidade para com nossa própria população, mas com a mutação que agora foi encontrada, temos uma responsabilidade ainda maior pelo resto do mundo também", afirma Frederiksen.

Essa nova cepa do vírus poderia reduzir a eficácia de vacinas futuras

De acordo coma as autoridades de saúde de Dinamarca, essa nova cepa possui uma mutação que poderia colocar em risco a eficácia de anticorpos. Ou seja, além de já colocar em risco aqueles que contraíram imunidade ao vírus, também poderia reduzir a eficácia de vacinas futuras. Atualmente, o Instituto Statens Serum é que na frente do caso. Além disso, os resultados da investigação também estão sendo compartilhados com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Antes disso, Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, também estava conduzindo uma investigação a respeito de humanos que contraíram o vírus por visons. Segundo autoridades da Dinamarca, cinco infecções dessa nova cepa foram encontradas em fazendas de visons. E, o mais preocupante, 12 infecções em humanos. De toda forma, para além dessa nova cepa, no caso da versão do vírus que já conhecemos, quase 400 casos podem estar relacionados aos visions.

Para a National Geographic, a transmissão entre a espécie e humanos é mais comum do que imaginávamos. Por isso, a Dinamarca vem tomando medidas tão cautelosas. Desde o mês de junho, o país vem abatendo animais infectados em surtos que aparecem em fazendas de criação. No entanto, com a propagação do vírus, esse número vem aumentando. Desse modo, para agilizar o processo de sacrifício dos 17 milhões de animais, diversos órgãos já foram acionados com a guarda dinamarquesa, a polícia e o exército dinamarquês.

Outros países também adotaram medidas semelhantes

Além da Dinamarca, outros países também adotaram medidas semelhantes para a contenção de visions. Na Espanha, por exemplo, 100 mil visions foram abatidos em julho. Isso aconteceu após uma série de surtos que aconteceram em uma fazenda de Aragão. Em outro caso, dessa vez na Holanda, dezenas de milhares de animais tiveram de ser sacrificados por conta de surtos que atingiram criadouros por todo o país.

Ainda que o abate seja a principal medida para contenção do vírus, vale lembrar que mais medidas também foram adotadas. Entre elas, a Dinamarca afirma que voltará a aplicar medidas restritivas mais intensas. Com isso, o rastreamento de caso também será intensificado. Isso dará, principalmente no norte do país, que é onde existem mais criadouros de visions.

Para especialistas, esta é uma medida necessária e acertada, uma vez que surtos futuros seriam mais difíceis de serem controlados. Além disso, situações como essa acabam por reforçar as problemáticas da criação do animal em quantidades anormais, tudo por causa de sua pele, que move uma grande indústria.


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Erik Ely
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