
Simonde de Beauvoir foi uma importante filósofa francesa, além de escritora, intelectual, ativista política e teórica social. A filosofa viveu entre os anos 1908 e 1986, sendo que nasceu e morreu na cidade de Paris. Um dos seus livros mais famosos é “O Segundo Sexo”, publicado em 1949, que analisa a opressão sofrida pelas mulheres. Beauvoir,escreveu vários romances, ensaios monografias, biografias e até uma auto-biografia.
Ao todo, ela publicou cerca de 22 livros e foi a pessoa mais jovem a receber o título Agrégation de filosofia, aos 21 anos de idade. Antes dela, apenas 8 mulheres obtiveram este grau. Além dos seus trabalhos acadêmicos, que eram considerados brilhantes, ela também ficou conhecida por sua vida pessoal, já que vivia um relacionamento com outro filosofo e intelectual, Jean-Paul Sartre. A dupla chocou a sociedade francesa da época com seus ideais de liberdade.
Beauvoir e Sartre tinham o que chamavam de “casamento intelectual”, eles se relacionavam, mas eram livres para conhecer outras pessoas. Por causa disso, os dois tiveram vários amantes ao longo da vida, muitos deles a três. Apesar disso, Simone e Jean-Paul permaneceram unidos até a morte.
Sartre se considerava muito feio para conseguir as próprias conquistas, por isso era a sua companheira quem dava uma “ajudinha” na vida amorosa dele. Como o relacionamento dos dois era aberto, ela tentava se aproximar de outras mulheres e seduzi-las, apresentando-as a Sartre em seguida.
Muitos personagens retratados tantos nos livros de Beauvoir, quanto de Sartre, eram pessoas reais, que haviam passado pela vida do casal. Como foi o caso da russa Olga Kosackiewicz, de apenas 17 anos, que foi retratada no livro de Simone “A convidada” (1943). Olga era aluna da filósofa e se envolveu amorosamente com ela e mais tarde com Sartre. A estudante também foi retratada em um dos livros do homem “A Idade da Razão” (1945).
Durante uma viagem realizada a Chicago, Beauvoir se apaixonou pelo escritor norte-americano Nelson Algren, mas o caso não foi apenas passageiro. Quando retornou ao seu país, os dois continuaram mantendo contato. Apesar da paixão fervorosa que sentia por Algren, Simone recusou seu pedido de casamento e optou ficar ao lado de Sartre. No entanto, a escritora usou um anel mexicano que recebeu de presente de Nelson Algren até o fim da vida. No momento de sua morte, enquanto agonizava, pediu para ser enterrada ao lado dele.
O casal já esteve no Brasil e durante a viagem conheceram a jornalista Cristina Tavares, que acabou se envolvendo com eles. Depois de retornarem a Paris, os três permaneceram trocando correspondência.
Enquanto o exército nazista circulava por Paris, Beauvoir e Sartre permaneceram em suas mansões, sem se posicionarem contra, ao contrário do que se esperava dos intelectuais conhecidos da época. Sartre comprava comida do mercado negro e chegou a retribuir os comprimentos de militares alemães que elogiaram uma peça teatral que escreveu.






