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7 coisas que você não sabia sobre as usinas nucleares brasileiras

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      24/06/19 às 18h32

De acordo com o site Pensamento Verde, as usinas nucleares são instalações industriais com o objetivo de produzir energia elétrica. O principal meio utilizado é o de reações de elementos radioativos, especialmente o urânio. No Brasil, existem duas usinas nucleares em atividade e uma em desenvolvimento. As duas primeiras estão localizadas na Praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). "Angra 1" e "Angra 2" correspondem à parte da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Esta é o resultado do Programa Nuclear Brasileiro. Os fatores de segurança permeiam a preocupação de todos os brasileiros, mas as etapas estão sendo rigorosamente monitoradas. Acompanhe 7 coisas que você não sabia sobre as usinas nucleares brasileiras.

Mesmo tendo a consciência de que a energia nuclear polui o ambiente, deve-se destacar que o seu impacto ambiental é bem menor se comparado com outras fontes de energia. É rara a incidência de acidentes em todo mundo, fora os contextos negligentes.

1- Potencial de crescimento

As usinas nucleares no Brasil têm todo o potencial de crescimento. O nosso país está em sétimo lugar quanto às reservas de urânio. Existem projetos em desenvolvimento de duas novas unidades no território nordestino. Mesmo assim, as usinas hidrelétricas ainda são predominantes em todo o Brasil.

2- É possível expandir a empreitada com consciência?

Segundo o site Pensamento Verde, os estudos em novas tecnologias para usinas nucleares são constantes. Estão cada vez mais otimizados, com a garantia de expansão do serviço no país. Ademais, é importante estudar maneiras que não sejam nocivas para a população e o meio ambiente. Como nós já temos experiências catastróficas no histórico de outros países, é fundamental repensar nos prejuízos para a natureza e para todos os seres viventes.

3- Mesmo com poucas chances de acidentes, os impactos podem ser graves

E o que os especialistas têm a dizer sobre a problemática no contexto nacional? "Um acidente nuclear é basicamente o vazamento do material radioativo", explica Roberto Schaeffer à BBC Brasil. Ele é professor do Programa de Planejamento Energético, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo o estudioso, é muito mais provável que outras barragens no Brasil se rompam do que a eventualidade de um acidente radiativo. Mesmo assim, ele se assusta com a possibilidade e os impactos inerentes a isso.

Existem diversos dispositivos para evitar que material radioativo se espalhe pelo meio ambiente. No entanto, segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, essa tecnologia já falhou inúmeras vezes. "(...) falhou em Three Mile Island (acidente nuclear nos Estados Unidos, em 1979), em Chernobyl e em Fukushima (acidente nuclear no Japão, em 2011). Desde então houve um avanço, mas não foi definitivo", explicou. Essa é uma das coisas que você não sabia sobre as usinas nucleares brasileiras.

4- Usinas brasileiras têm reatores diferentes dos usados em Chernobyl

O reator usado em Angra 1 e Angra 2 é chamado PWR. Nele, o processo de fissão é controlado com água pressurizada. É o tipo de reator mais utilizado no mundo. Já o de Chernobyl usava grafite para o controle do processo. Depois de uma explosão de vapor, o grafite incendiou-se. Assim, níveis de radioatividade foram transferidos para a atmosfera. "São tecnologias completamente diferentes. O acidente que ocorreu em Chernobyl é impossível de ocorrer em um reator PWR, porque água não pega fogo", explica Pinguelli.

5- É necessário armazenar o combustível que permanece radiativo após o uso

Segundo a BBC Brasil, o combustível continua extremamente radioativo depois de seu uso. Por essa razão, é necessário garantir o armazenamento em condições especiais para evitar contaminação. O prazo de periculosidade radiativa pode chegar a 200 mil anos.

Dessa forma, todo o combustível já usado, ao longo de operações em Angra 1 e Angra 2, está armazenado na Central Nuclear de Angra dos Reis. Eles são colocados em duas piscinas profundas, localizadas dentro das barreiras de contenção, que também protegem o reator. Essa é uma das coisas que você não sabia sobre as usinas nucleares brasileiras.

6- Plano de emergência

E se as coisas não saírem como o planejado? Começa a execução do plano de emergência. Ele estabelece diferentes raios de ação, dependendo da gravidade do acidente. O primeiro raio é de 3 km ao redor da Central Nuclear. Engloba uma pequena vila de trabalhadores de Angra 1 e Angra 2, chamada de Praia Brava, além de alguns pontos da Estação Ecológica de Tamoios. Ao todo, o domínio da contaminação chegaria em torno de 2 mil pessoas.

Para o preparo efetivo, a cada dois anos, são realizados treinamentos de evacuação de emergência nessa área. Em situações mais graves, o raio de ações de emergência subiria para até 15 quilômetros. Isso incluiria parte da cidade de Angra dos Reis, a Praia de Tarituba, em Paraty, e outros trechos da Estação Ecológica de Tamoios.

7- Lixo radioativo como ponto negativo

Entre os argumentos contrários ao processo de desenvolver mais usinas nucleares no Brasil, está o preço elevado da energia. As elevadas e importantíssimas exigências de segurança encarecem a produção. Além disso, pesam contra a energia nuclear os riscos de acidentes e a geração de lixo radioativo. Este precisaria ser armazenado e monitorado por milhares de anos.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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