7 soldados japoneses que se recusaram a parar de lutar com o fim da Segunda Guerra Mundial
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7 soldados japoneses que se recusaram a parar de lutar com o fim da Segunda Guerra Mundial

Desde os tempos passados em que o Japão era palco de batalhas protagonizadas por guerreiros samurais, a honra e a lealdade são marcas do povo japonês. Naturalmente, a marca registrada seguiu o povo em todos outros contextos ao longo do tempo.

Na Segunda Guerra Mundial, a honra nipônica continuou sendo forte e fez com que vários militares se recusassem a aceitar o fim da guerra ou a rendição mesmo com o término do conflito. Por causa disso, anos e até mesmo décadas depois, soldados japoneses foram encontrados em selvas e lugares remotos ainda defendendo a causa que há muito fora esquecida.

Confira a história de alguns desses honrados militares.

1 – Shoichi Yokoi

Shoichi Yokoi fazia parte da 29ª Divisão de Infantaria nas Ilhas Mariana e foi levado para Guam em 1943. Quando os americanos invadiram o local, Yokoi e outros dez soldados se esconderam por 20 anos. Em 1964 o grupo saiu do esconderijo, mas Yokoi continuou no lugar. Vivendo numa caverna, ele percebeu a aproximação de dois pescadores e os atacou, achando que eram inimigos de guerra. Ele foi contido pelos homens e levado de volta para o Japão, onde levou uma vida normal. Ele confessou que sabia que a guerra tinha acabado, mas não queria ter a desonra de ser capturado por inimigos, e por isso continuou vivendo naquelas condições.

2 – Hiroo Onoda

“Pode demorar três anos ou pode demorar cinco, mas independente do que acontecer, nós iremos voltar para buscá-los.” Essas foram as palavras que Hiroo Onoda ouviu junto do grupo de soldados que foi levado até a Ilha Lubang, nas Filipinas. Quando a guerra acabou, habitantes locais passaram pela floresta para informar que tudo tinha chegado ao fim, mas os japoneses não acreditaram. Mesmo depois que fotos e mensagens dos familiares dos soldados foram jogados na floresta, eles continuaram no campo de batalha. Depois de 29 anos noa selva e ainda lutando contra locais, ele ainda esperava que seus superiores aparecessem para buscá-lo. Foi só quando o antigo superior de Onoda foi encontrado e levado até o local que o militar aceitou se render e colocar um fim na missão.

3 & 4 – Shigeyuki Hashimoto e Kiyoaki Tanaka

Depois de 45 anos do fim da guerra, os japoneses Shigeyuki Hashimoto, de 71 anos, e Kiyoaki Tanaka, de 77, foram encontrados na selva da Malásia. Mesmo com o fim da Segunda Guerra Mundial, os dois continuaram a batalhar em guerrilhas no país, que lutava pela independência do governo britânico. Os japoneses ficaram no local pois acreditava que a decisão combinava com a lealdade à missão japonesa de salvar a Ásia da dominação europeia.

5 – Ei Yamaguchi

O tenente Ei Yamaguchi e seus 33 soldados realizaram um ataque a tropas norte-americanas em março de 1947, dois anos depois do fim da guerra. Os militares só desistiram da missão quando um oficial superior do exército japonês foi enviado até o local e conseguiu convencê-los de que a guerra já havia chegado ao fim, um mês depois.

6 – Fumio Nakahara

De acordo com o Asahi Shimbun, um jornal japonês, o capitão Fumio Nakaru foi encontrado em janeiro de 1980 no Monte Halco, nas Filipinas. O militar teria sido achado por uma expedição liderada por seu antigo companheiro de guerra, Isao Miyazawa. A busca teria durado anos até que a cabana onde o soldado que vivia na região e enfrentava habitantes locais finalmente foi achada. Apesar disso, muita gente acredita que a história tenha sido fabricada somente para atrair turistas para a região.

7 – Kinshichi Kozuka

O militar Kinshichi Kozuka continuou lutando em batalhas que acreditavam fazer parte da Segunda Guerra Mundial por 27 anos depois do fim do conflito. Ele nunca se rendeu e só parou de lutar porque foi morto num confronto com a polícia das Filipinas, em outubro de 1972.

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