• MAIS LIDAS
  • QUIZ
  • VÍDEOS
  • ANUNCIE


7 terríveis fatos sobre a gripe espanhola, a pior pandemia da História

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      22/07/19 às 17h48

Assim como o Ebola e a Peste Negra, a gripe espanhola, também conhecida como gripe de 1918, foi responsável por centenas de milhares de mortes ao redor do mundo. No entanto, acredita-se que ela tenha sido ainda mais mortal do que qualquer outra doença. Estima-se que um terço da população mundial tenha contraído o vírus e, ao menos, 50 milhões de pessoas tenham morrido.

Em 1918, no auge da pandemia, os médicos sequer sabiam do que a doença se tratava. E, embora tantas pessoas tenham morrido, a gripe espanhola, surpreendente, não é tão bem retratada na História. Pensando nisso, hoje, listamos alguns fatos sobre a enfermidade que vocês podem não conhecer. Confira!

1 - Conexão espanhola

Apesar de ter sido chamada de gripe espanhola, a Espanha tem pouco ou nada a ver com isso. Não sabemos ao certo a origem da gripe. Além do mais, o número de casos na Espanha é muito menor do que em outros países. Acredita-se que ela tenha recebido o nome porque a Espanha foi um dos primeiros países a fazer ampla divulgação sobre a tal gripe. Outros países como a Grã-Bretanha, EUA e a Rússia, apesar dos casos mais numerosos, abafaram as notícias sobre a gripe para manter a boa "reputação".

2 - A doença foi parcialmente ignorada

A gripe espanhola se espalhou por diversas partes do mundo em questão de meses. Para tal pandemia, o mais natural é que os noticiários do mundo todo comentassem sobre o assunto. Entretanto, naquela época, tudo o que importava era a Grande Guerra. Uma vez que esse era o maior e único conflito global que as pessoas haviam testemunhado até então.

3 - O super vírus

A gripe espanhola infectou e matou muitas pessoas em um curto período de tempo. O que acabou fazendo com que as pessoas acreditassem se tratar de um super vírus. Entretanto, estudos recentes descobriram que a cepa do vírus da gripe espanhola não era mais agressiva ou perigosa do que qualquer outra epidemia de gripe.

Assim, as principais razões para tantas mortes devido à gripe foram as superlotações dos postos médicos e a falta de higiene devido à guerra. Por causa das condições geopolíticas, muitos foram obrigados a se instalarem em quartéis militares e campos de refugiados. Isso permitiu que o vírus se espalhasse com mais facilidade.

4 - Inimigo oculto

Apesar das pessoas se contaminarem com o vírus da gripe, ele não era de fato o grande vilão. Estudos descobriram que a grande maioria das mortes durante a gripe espanhola aconteceu devido a pneumonia bacteriana. A doença se instalava imediatamente após o vírus. A gripe enfraquecia o sistema imunológico das pessoas, o que tornava seus corpos um terreno fértil para as bactérias.

5 - Alvo: adultos jovens

Os mais afetados pela gripe espanhola, ao contrário de outras epidemias de gripe que costumam afetar outros grupos de risco, como os mais idosos e as crianças, foram os adultos jovens. Talvez, por participarem mais ativamente da guerra. No entanto, estudos recentes trouxeram uma explicação mais plausível.

Pessoas nascidas entre 1880 e 1900 não desenvolveram imunidade contra este tipo de vírus. A gripe, que possivelmente tiveram durante sua infância, era muito diferente da gripe espanhola. Assim, aqueles que nasceram no início do século 19, foram expostos a um vírus da gripe mais parecido com a gripe espanhola, e logo, tinham melhor imunidade.

6 - Aspirina, um dos vilões

Alguns cientistas acreditam que muitas das primeiras mortes no início da gripe tenham sido causadas pela aspirina. Naquele período, as pessoas não obedeciam a uma dose recomendada da medicação, fazendo administrações aleatórias na esperança de melhora dos enfermos.

Cientistas levantaram a hipótese de que muitas mortes tiveram como causa o envenenamento por salicilato. Isso porque, naquela época, ainda não havíamos descoberto o limite máximo de aspirina a ser consumido com segurança.

7 - Exposição de corpos

Durante o período de grave contágio da gripe espanhola, era muito comum encontrar cadáveres apodrecendo, bem como pessoas gravemente doentes agonizando, nas ruas. O que só aumentava as chances das pessoas saudáveis serem contaminadas. Nos EUA, por exemplo, o número de mortos era tão alto que nem sempre era possível construir e preparar caixões para todos. Logo, muitos foram enterrados diretamente no solo. Muitos edifícios acabaram se tornando necrotérios temporários para abrigar os corpos, para evitar que eles fossem deixados pelas ruas.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Deixem nos comentários a sua opinião e não esqueçam de compartilhar com os amigos.

Próxima Matéria
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.


Matérias selecionadas especialmente para você

Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Siga Fatos Desconhecidos no Google+