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7 vezes que os pais transmitem preconceito aos filhos e não percebem

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Tornar-se pai e mãe, apesar de prazeroso, é uma tarefa muito mais difícil do que as pessoas realmente acham, ou dão atenção. Qualquer deslize, qualquer passo em falso, qualquer falar errada já são motivos suficientes para passar à criança uma ideia completamente distorcida daquilo que você realmente gostaria que ela soubesse ou, até mesmo, pensasse.

Claro que, nem sempre tudo aquilo fazemos, ou deixamos de fazer, são, de forma proposital, um insulto à inteligência do outro. Nem mesmo uma maneira de, propriamente, insultar a pessoa, ou um grupo de pessoas de maneira consciente. Por vezes, alguns valores já estão impregnados em nosso cotidiano, que nem percebemos quando emitimos uma opinião, deveras errônea.

É muito importante lembrarmos que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se refere àqueles que se identificarem. Também devemos apontar que não tentamos dizer o que é certo ou errado, apenas estamos expressando um determinado ponto de vista que pode, ou não, ser o mesmo que o seu.

Por isso, foi pensando nas pessoas que, muitas vezes, não percebem o quanto podem estar passando informações indesejadas à seus filhos que a redação da Fatos Desconhecidos selecionou uma lista com 7 vezes que os pais transmitem preconceito aos filhos e não percebem. Confira:

1 – Falam sem pensar

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Martin Luther King disse uma vez que: “No final, vamos recordar não as palavras de nossos inimigos, mas o silêncio de nossos amigos.” Essa fala tem um peso muito grande no que se refere ao preconceito pois, são nos momentos de maior impotência que nós seres humanos tendemos a ficar calados.

Por exemplo, em uma reunião de família quando estão todos conversando sobre assuntos polêmicos o normal é nos exaltarmos e por vezes, mesmo sem querer, afirmamos em voz alta palavras de preconceito. Não porque queremos, muitas vezes são valores que estão arraigados em nosso âmbito sócio-cultural. Seja contra qualquer tipo de crédulo, etnia, cultura, opção sexual, etc.

Quando somos pais esse tipo de fala deve ser deixado de lado para que não influenciemos as crianças. Se você diz em voz alta, como um comentário “inocente” que uma pessoa está feia porque engordou, automaticamente passa para seu filho a ideia de que pessoas gordas não podem ser bonitas.

Ou quando diz, por exemplo, que um ha explicação para um homem ter assaltado uma loja é “só porque é preto” ou “tinha que ser preto”. A mesma coisa, por mais que pareça “boba” é quando, dirigindo, levando-o para a escola, alguém faz uma “barberagem” no trânsito e você solta “tinha que ser mulher, mesmo”. Essas falas são preconceituosas e, por vezes, não nos atentamos a isso.

2 – Ou se calam

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O mesmo acontece quando não falamos em defesa daqueles que estão sendo vítimas de preconceito. Por exemplo, você está em um supermercado e vê uma criança fazendo algo errado, mas essa criança está com os pais, ou responsáveis, você nada diz porque ela está com um adulto.

Caso essa fosse uma criança de rua, por exemplo, a probabilidade de sua atitude ser diferente é grande. Pois, não existe a quem “reclamar”, então você chama a atenção da criança ou simplesmente se direciona a algum funcionário do estabelecimento para reclamar. Esse tipo de atitude mostra a seu filho que por ele estar “amparado” quer dizer que é melhor que o outro.

E essa, infelizmente, é uma forma de preconceito que as pessoas não enxergam. Ao invés de apontar o dedo para o lado errado ou simplesmente ficar calado no momento em que uma pessoa está sendo sub-julgada são atos de preconceito. O mesmo ocorre quando seu filho fala algo que não deveria para alguém como, por exemplo, diz a uma pessoa que ela é velha, de uma forma hostil.

Devemos nos lembrar que um dia também seremos velhos e que essa criança, também o será. E não apenas, o que, ou como, essa criança se portará quando crescer?

3 – Também, o passam quando contam histórias pela metade

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Na escola aprendemos muitas coisas que, no futuro, descobrimos que não são verdades absolutas. Então nos perguntamos, por quê nos “esconderam” essas verdades? A resposta é sempre a mesma, “para nos proteger”. Quando paramos para refletir friamente sobre isso podemos indagar, proteger de quê? A

final, quando se conta uma história pela metade ou quando se encobre detalhes importantes não estamos protegendo, pelo contrário, estamos mascarando os sistemas de opressão aos quais somos, diariamente, reféns. Se você finge que estamos em um mundo livre de preconceitos, ajuda em absolutamente nada o crescimento de seu filho.

Você acha que é importante comemorar a independência da república (7 de setembro)? Então por que não comemorar junto à prole o dia do índio (19 de abril) ou o dia da consciência negra (20 de novembro)? Claro que, algumas coisas realmente não são necessárias serem ditas a uma criança mas, quando se trata de educar, a verdade sempre deve prevalecer.

4 – Dizer uma coisa e fazer outra não resolve

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Se estamos dizendo que existe a necessidade de dizer a verdade, também, queremos dizer que há a necessidade de se fazer valer essa verdade. De nada adianta falarmos que uma criança não pode fazer determinada coisa e, no instante seguinte, fazermos exatamente o contrário daquilo que pregamos.

Se você diz que não tem nada demais em um amiguinho da escola ter pais do mesmo sexo, então por que não o deixa ir brincar na casa desse mesmo amiguinho? Medo de que esse ambiente possa “influenciar negativamente” seu filho? Você mora em uma cidade grande e está com seu filho em um estacionamento à noite.

Será que alguma vez você já parou para explicar para ele porque tranca as portas e sai correndo? É necessário deixar que as crianças tirem suas próprias conclusões sobre determinadas situações, mas sem esconder ou deixar que esteriótipos tomem conta de sua fala.

5 – Generalizações

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Desde antes de nascer as crianças são estimuladas a criarem esteriótipos. Aquela velha história, “meninas usam rosa, meninos usam azul / meninos tem cabelo curto, meninas tem cabelo longo / meninas brincam de boneca, meninos brincam de carrinho”.

Essas são falas que vem de dentro de casa, por vezes os sonhos dos pais é ter um garoto que vá jogar bola com eles, ou pescar, jogar vídeo-games, etc., por outro lado, muitas mães desejam que suas filhas brinquem de bonecas, aprendam a usar maquiagem e as ajudem na cozinha. Pensemos bem, se nem quando adultos somos exatamente assim, por vezes nem gostamos dessas coisas, porque as crianças deveriam?

Crianças são seres puros, falam aquilo que lhes convém e fazem o mesmo. obrigar uma criança a fazer algo que ela não quer é como dar um tiro no pé. Se sua filha quer praticar alguma arte marcial na escola e você a obriga a fazer balé, com certeza era será uma criança feliz e, futuramente, um adulto frustrado, ceio de privações.

Pesquisadores da Universidade de Nova York e da Universidade de Princeton chegaram à conclusão de que uma única e simples generalização pode fazer com que a criança desenvolva centenas de outras ideias genéricas.

6 – Impedem o acesso ao conhecimento

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Pode ser tanto didático quando social. Se você impede seu filho de ter contato com o “desconhecido”, com o “diferente”, o está automaticamente ensinando que “o outro” é errado. Deixar que seu filho tenha acesso à cultura é uma forma de, talvez não banir mas, diminuir o preconceito.

Livros, filmes, desenhos, histórias em quadrinhos, programas culturais, etc… são maneiras de deixar que seu filho entre em contato com a realidade de forma didática. São coisas que o ajudarão a desenvolver sua empatia, a entender o outro e não a sub-julgá-lo por algo que não conhece, muito menos entende. O que, infelizmente, é um hábito muito comum, inclusive em nós adultos.

7 – Ocultar o reconhecimento

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Se você é o tipo de pessoa que assiste novelas vai entender sobre o que estamos falando. Ultimamente esses programas televisivos tem sido um “terror” para as pessoas que tentam esconder de seus filhos as realidades que cercam nossas vidas. Protagonistas negros, uso de drogas, casais gays (com direito a beijos e cenas de representação sexual), transexuais…

Enfim, devemos lembrar que não é porque passa na televisão que está certo mas, muito menos errado. Devemos aprender a absorver as informações de maneira correta e passar para nossos filhos essas informações da maneira mais neutra possível. Para que eles sejam capazes de tirar suas próprias conclusões.

Então pessoal, esses são apenas alguns exemplos de momentos em que os pais podem transmitir preconceito para os filhos, sem querer. Será que vocês concordam? Ou não? Por quê? Gostariam de registrar alguma experiência? Já aconteceu algo com vocês ou com alguém próximo? Quais foram as reações? Tanto dos adultos quanto das crianças? Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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