Ciência e Tecnologia

A longa jornada para o maior telescópio do Mundo

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Estamos cada vez mais próximos de ter o Extremely Large Telescope (ELT) em funcionamento.

Esse observatório astronômico em construção promete ser o mais tecnológico já existente. Quando finalizado, será o maior telescópio extremamente grande óptico/infravermelho próximo do mundo.

Proposto pela agência Observatório Europeu do Sul (ESO), ele está localizado no topo do Cerro Armazones no Deserto do Atacama, no norte do Chile.

O design inclui um telescópio refletor com um espelho primário segmentado de 39,3 metros de diâmetro e um espelho secundário de 4,2 metros de diâmetro.

O telescópio terá apoio de uma óptica adaptativa, seis unidades de estrelas guias a laser e vários instrumentos científicos de grande porte.

A concepção do observatório coletará luz 100 milhões de vezes mais do que o olho humano, equivalente a cerca de 10 vezes mais luz do que os maiores telescópios ópticos existentes até 2023, corrigindo também distorções atmosféricas.

Ele possui aproximadamente 250 vezes mais área de coleta de luz do que o Telescópio Espacial Hubble. De acordo com as especificações do ELT, proporcionará imagens 16 vezes mais nítidas do que as do Hubble.

Objetivos

Via SpaceToday

Originalmente chamado de Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), o projeto teve seu nome encurtado em 2017, para facilitar a divulgação.

O ELT tem como objetivo avançar o conhecimento astrofísico possibilitando estudos detalhados de planetas ao redor de outras estrelas, as primeiras galáxias do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza do setor escuro do Universo, além de detectar água e moléculas orgânicas em discos protoplanetários ao redor de outras estrelas.

Conforme planejado em 2011, a construção da instalação está prevista para levar 11 anos, de 2014 a 2025.

Em 11 de junho de 2012, o Conselho da ESO aprovou os planos do programa ELT para iniciar as obras civis no local do telescópio, com a construção do telescópio pendente de acordo final com alguns governos dos estados membros.

O trabalho de construção no local do ELT começou em junho de 2014. Em dezembro de 2014, a ESO havia garantido mais de 90% do financiamento total e autorizado o início da construção do telescópio, que custou cerca de um bilhão de euros para a primeira fase de construção.

A primeira pedra do telescópio foi simbólica, posta em 26 de maio de 2017, iniciando a construção da estrutura principal da cúpula e do telescópio.

O telescópio atingiu a metade do seu desenvolvimento e construção em julho de 2023, com a conclusão e a primeira missão planejadas para 2028.

História do ELT

Em 26 de abril de 2010, o Conselho do Observatório Europeu do Sul (ESO) selecionou Cerro Armazones, no Chile, como o local básico para o planejado ELT.

Outros locais em discussão incluíam Cerro Macon, em Salta, na Argentina; Observatório Roque de los Muchachos, nas Ilhas Canárias; e locais na África do Norte, Marrocos e Antártica.

Os primeiros designs incluíam um espelho primário segmentado com um diâmetro de 42 metros (140 pés) e uma área de cerca de 1.300 m2 (14.000 pés quadrados), com um espelho secundário com um diâmetro de 5,9 m (19 pés).

No entanto, em 2011, apresentaram uma proposta para reduzir o tamanho total em 13% para 978 m2. Para isso, usaram um espelho primário de 39,3 m (130 pés) de diâmetro e um espelho secundário de 4,2 m (14 pés) de diâmetro.

Isso reduziu os custos projetados de 1,275 bilhão para 1,055 bilhão de euros e permitiu que o telescópio seja concluído mais rapidamente.

Além disso, a redução no tamanho do espelho secundário é uma mudança especialmente importante. Com 4,2 m (14 pés), ele está dentro das capacidades de vários fabricantes, e a unidade de espelho mais leve evita a necessidade de materiais de alta resistência na aranha de suporte do espelho secundário.

Comunicado sobre a redução

O Diretor Geral do ESO comentou em um comunicado de imprensa de 2011 que o novo design do E-ELT ainda poderia atender aos ambiciosos objetivos científicos e garantir que a construção possa ser concluída em apenas 10 a 11 anos.

O Conselho do ESO endossou o design básico revisado em junho de 2011 e esperava uma proposta de construção para aprovação em dezembro de 2011.

Posteriormente, incluíram mais fundos no orçamento de 2012, com mais patrocínio por parte de empresas privadas.

No entanto, a fase de design de 5 espelhos teve financiamento total por parte do ESO. Em seguida, com as mudanças na proposta de tamanho, a construção conseguiu se apoiar em mais de 1 bilhão de euros externos.

Via SpaceToday

Motivos da mudança

O ESO concentrou-se no design atual após um estudo de viabilidade concluir que o proposto Extremely Large Telescope, com um diâmetro de 100 m custaria €1,5 bilhão e seria muito complexo.

Tanto a tecnologia atual de fabricação quanto as limitações de transporte terrestre limitam os espelhos únicos a aproximadamente 8 metros por peça.

Os telescópios atualmente em uso são os segundos maiores do mundo, os Telescópios Keck, o Gran Telescopio Canarias e o Telescópio Grande Sul-Africano. Eles usam pequenos espelhos hexagonais montados juntos para formar um espelho composto um pouco maior que 10 metros. Isso mostra a imponência que o projeto possui.

Além disso, o ELT usa um design semelhante, bem como técnicas para contornar a distorção atmosférica da luz incidente, conhecida como óptica adaptativa.

Mesmo sendo ambicioso, um espelho de classe de 40 metros permitirá o estudo das atmosferas de planetas extrassolares.

O ELT é a mais alta prioridade nas atividades de planejamento europeias para infraestruturas de pesquisa. Por isso, tomou o lugar de projetos como Astronet Science Vision and Infrastructure Roadmap e a ESFRI Roadmap.

O telescópio passou por um estudo de Fase B e já inclui contratos com a indústria para projetar e fabricar protótipos de elementos-chave. Agora, ele está caminhando para sua finalização, e terá uma estrutura nunca vista antes.

 

Fonte: Wikipedia, SpaceToday

Imagens: SpaceToday, SpaceToday

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