O ano mal havia começado e a pandemia do novo coronavírus já começava a nos alertar. Dessa forma, não demorou muito para que, milhões de pessoas se isolassem em suas casas em busca de evitar a contaminação. Contudo, entre os muitos problemas que pandemia nos trouxe, pouco se fala, mas ela também tem agravado problemas de pele.

Em casa e com limitações para sair, ficamos mais estressados. Além disso, a falta de sol também desencadeia um aumento e agravamento em diversos problemas que afetam a nossa pele. De acordo com Paulo Oldani, chefe do serviço de dermatologia do Hospital Federal dos Servidores do Rio de Janeiro, isso acontece porque existe uma ligação direta entre a pele e o sistema nervoso. Dito isso, nossa saúde e nosso estado emocional se reflete diretamente no órgão.

Existe uma ligação entre a pele e o sistema nervoso

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Segundo o dermatologista, as doenças mais comuns dos últimos meses, relaciondas à pele, são catalisadas pelo estresse. Assim, citamos: dermatite, caspa, espinhas, queda de cabelo, rosto vermelho e testa mais oleosa que o normal. Mas, em primeiro lugar, vale dar uma atenção especial para a psoríase. "Essa doença normalmente aparece em pessoas que têm uma predisposição genética. O gatilho pode ser o estresse e a mudança de rotina. Em geral, você tem mais de uma causa, mas depende muito do paciente", afirma Oldani. Nesse sentido, por conta de altas doses de estresse, muitas pessoas têm relatado sintomas como enxaqueca e dor de estômago.

No Brasil, por exemplo, a deficiência de vitamina D não é tão comum. Isso acontece porque, seria necessário um tempo muito maior sem luz, o que inclui a luz indireta. Muitos, inclusive, relataram um número menor de manchas na pele, por conta da menor exposição ao Sol. Entretanto, isso não vale para todas as pessoas. No caso de idosos, por exemplo, o nível de vitamina D chegou a um estado bastante preocupante.

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Remédios para a doença também podem desencadear efeitos colaterais

Até o momento, ainda não sabemos o suficiente sobre a doença. Com isso, os cuidados e remédios usados para o tratamento hospitalar também pode desencadear problemas de pele. Não é preciso ir muito longe para encontrar relatos de pessoas de saíram do hospital com inchaços, feridas na pele, vermelhidão e até com tons de pele alterados.

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No caso da dermatite, ela vem sendo encontrada com maior frequência em profissionais que trabalham em hospitais ou com limpeza. Isso porque, eles precisam usar equipamentos a todo tempo. Isso inclui luvas, botas de borracha e aventais. Esse tipo de equipamento, ao mesmo tempo que protege, também faz com que a transpiração seja dificultada ou até impedida.

E claro, para quem já possuía problemas de pele, a situação tem sido ainda pior. "Por conta da pandemia, algumas pessoas também tiveram dificuldade em buscar em remédio e relataram uma piora no quadro da psoríase. No nosso hospital, houve um aumento da incidência e uma piora no quadro dos pacientes. Entre aqueles que estavam em tratamento, um terço apresentou um agravamento. A procura por atendimento aumentou em 50%", afirma Cristiano Horta, chefe do setor no hospital Ipiranga, em São Paulo. Essa doença se caracteriza por placas vermelhas com escamação em regiões como: cotovelo, joelho e axilas. Além disso, os sintomas costumam vir acompanhados de manchas vermelhas, coceira e inchaço nessas regiões.

Publicado em: 30/09/20 18h06