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Animais foram encontrados em saladas embaladas e prontas para consumo

POR Arthur Porto    EM Curiosidades      07/08/19 às 17h19

Nos últimos anos, dezenas de pessoas, nos Estados Unidos, que compraram saladas previamente embaladas em mercearias locais, tiveram uma surpresa nada agradável. Os consumidores encontraram alguns ingredientes inesperados no produto, como sapos, lagartos, roedores e, até mesmo, um morcego.

Dentre todos as ocorrências registradas, cerca de 10 casos informaram que os animais ainda estavam vivos. De acordo com pesquisa divulgada recentemente, tal situação parece não ser novidade. Somente na última década, 38 animais já foram encontrados nesse tipo de produto que, supostamente, deveria ser saudável.

Dos animais encontrados na salada, cerca de 53% eram sapos, 23% eram répteis e quase 18% eram mamíferos. O restante, 6% no caso, eram pássaros. A maioria dos mamíferos eram roedores. No entanto, o caso que envolve a presença do morcego no produto recebeu significativamente mais atenção da mídia.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, a presença de animais foi três vezes mais comum em saladas embaladas em sacolas convencionais, do que em meio à verduras orgânicas. Além dos animais já citados, a pesquisa informa também que há "numerosos exemplos" de vida de invertebrados nas saladas embaladas.

As saladas pré embaladas começaram a conquistar espaço no mercado, na década de 1980. O rápido crescimento industrial e a crescente dependência de uma produção automatizada podem explicar como os pequenos animais conseguiram ultrapassar os limites de segurança alimentar.

Ainda não está claro se essas ocorrências indicam uma crise de segurança alimentar ou uma queixa contra a qualidade dos alimentos. O próximo passo das autoridades é identificar como e em qual momento os animais conseguiram chegar até as embalagens dos produtos.

Casos

Em 2017, consumidores do estado da Flórida, nos Estados Unidos, se surpreenderam após comprarem uma salada em uma unidade do supermercado Walmart. Havia, no produto, um morcego morto, em estado de decomposição. O animal estava na embalagem de uma salada orgânica pertencente a marca Fresh Express. O morcego foi encaminhado para análise. O objetivo era checar se havia a possibilidade de existir vestígios do vírus da raiva.

A empresa realizou um recall do lote de saladas da mesma linha que foram enviadas para unidades do supermercado na mesma região dos EUA. Em nota, a companhia afirmou que os supermercados deveriam remover, rapidamente, os produtos das prateleiras.

A norte americana Becky Garfinkel, de Corona, na Califórnia, encontrou em sua salada um sapo. Becky comia tranquilamente o produto quando percebeu que a alface estava se movendo sozinha. O anfíbio, de acordo com a americana, estava bem debilitado e não se movia muito. O marido de Becky decidiu massagear o peito do anfíbio, para ver se ele melhorava. E não é que o sapo respirou fundo e mostrou sinais de que estava melhor?

Após salvar a vida do anfíbio, Becky decidiu ficar com ele como bichinho de estimação. O sapo ganhou o nome de Lucky. Quanto à salada, a americana disse que a Target abriu uma investigação, mas que ofereceu um cartão de compras de apenas US$ 5, como compensação. O valor não cobria nem os gastos com a refeição.

É importante ressaltar que tais casos parecem não ter ocorrido apenas nos Estados Unidos. Em 2012, os consumidores de Southampton, na Grã-Bretanha, encontraram também um sapo vivo em uma sacola de saladas de supermercado.

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Via   livescience     IG  
Imagens Uol G1
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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