Ciência e Tecnologia

Anomalia gravitacional cria “buraco” no fundo do Oceano Índico

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Uma anomalia gravitacional está mudando o nosso planeta, e os cientistas estudam, cada vez mais, essa nova estrutura.

Evidências de forças invisíveis que nos mantêm presos à Terra estão agora influenciando geologicamente.

Conhecido como o Buraco de Gravidade do Oceano Índico, esse fenômeno intrigante tem despertado curiosidade nos cientistas há décadas.

Localizado nas profundezas do Oceano Índico, ele abrange uma área de mais de um milhão de quilômetros quadrados.

Contrariando a crença popular, a Terra não é uma esfera perfeita. Ela se assemelha mais a uma abóbora rechonchuda, com protuberâncias no equador e achatamentos nos polos.

Essa peculiar forma resulta em forças gravitacionais variáveis na superfície do nosso planeta, as quais os cientistas mapearam de maneira sistemática em um modelo conhecido como “geoide” da Terra.

Foi nesse geoide que se revelou um segredo intrigante: uma enorme depressão no Oceano Índico, chamada de geoide baixo do Oceano Índico, onde o nível do mar é cerca de 106 metros mais baixo em relação à média global.

Essa significativa falha na atração gravitacional da Terra, também conhecida como o enigmático buraco de gravidade, encontra-se no interior do manto terrestre, a mais de 900 quilômetros abaixo da África, e aparentemente foi empurrada para debaixo do Oceano Índico.

Via BBC

Como essa anomalia gravitacional se formou?

Mas como exatamente esse intrigante pedaço do quebra-cabeça geológico se formou sob nossos oceanos?

Os geólogos têm uma resposta convincente: trata-se dos remanescentes de um antigo leito marinho de um oceano pré-histórico chamado Oceano Tétis.

Ele existia há cerca de 200 milhões de anos, na região onde hoje conseguimos navegar pelo Oceano Índico.

E o que restou desse oceano é uma enorme massa no interior do manto da Terra, resultando no buraco de gravidade que observamos atualmente.

Essa descoberta lançou luz sobre o cenário geológico da região, fornecendo uma explicação plausível para a existência desse “buraco de gravidade”.

Testes

Para chegar na anomalia gravitacional que se conhece atualmente, os cientistas precisaram elaborar diversos testes computacionais em modelos 3D.

No entanto, os modelos atuais não explicavam totalmente o que significava essa falta de massa no oceano.

Foi então que começaram a avaliar as placas oceânicas no local, identificando uma crosta antiga que combinava com o Tétis.

Ele estaria entre os continentes de Gondwana e Laurásia durante o período Mesozoico. Sua formação seria entre 250 milhões e 66 milhões de anos antes da formação do Oceano Índico.

Quando a placa indiana se separou do supercontinente Gondwana e colidiu com a placa euro-asiática, a placa Tétis afundou.

No entanto, os modelos 3D anteriores falharam em explicar completamente o fenômeno. Nos testes, a anomalia gravitacional era apenas sobre as placas, mas não explicava características como velocidades sísmicas diferentes.

Via BBC

Nova abordagem

Finalmente, informações sobre o elemento começaram a fazer sentido, com estudos que abrangem mais sobre a anomalia atual, e não como ela se formou. Isso pode ajudar a entender os impactos futuros, em vez de somente o passado.

Por isso, os cientistas ainda têm um longo caminho pela frente. Com uma descoberta como essa, há ainda muitas perguntas a serem respondidas e muitos caminhos a serem explorados.

Agora, é importante entender o que ele pode nos revelar sobre a evolução de nosso planeta, de nossos oceanos e da tectônica de placas.

Enquanto a investigação continua, aguardamos as revelações que essa envolvente saga do passado de nosso planeta trará.

 

Fonte: Mistérios do Mundo

Imagens: BBC, BBC

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