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Anvisa deve manter proibição de venda de cigarros eletrônicos no Brasil

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Atualmente, os cigarros eletrônicos e os vapes se tornaram sensação entre as pessoas mais jovens. Tanto é que muita gente que não era nem acostumada com o cigarro tradicional começou a usar esse tipo de vaporizador por pensar que ele não traz riscos. Contudo, cada vez mais estudos estão mostrando que a realidade não é bem essa.

No nosso país, o futuro deles pode ser decidido nessa sexta-feira, 19/04. Isso porque acontecerá a reunião da diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o objetivo de discutir a respeito de manter a proibição e comercialização dos vapes.

Mesmo com um consumo alto, muitas pessoas podem não saber que desde 2009 a venda dos cigarros eletrônicos é proibida no Brasil. No entanto, em 2019, a Anvisa resolveu rever os impactos dessa regra levando em consideração os estudos mais recentes a respeito deles.

Então, em dezembro de 2023, a agência abriu uma consulta pública para avaliar a manutenção do veto, que teve 13.390 manifestações. Como resultado, a maior parte dos profissionais de saúde, 61%, foi contra a liberação dos cigarros eletrônicos. E entre o público geral, 59% das pessoas se disseram a favor da mudança da regra atual, incluindo a liberação geral.

De acordo com especialistas, a Anvisa deve manter a proibição e deve ainda incluir mais pontos para deixar ainda mais duro o cerco para os vapes, como por exemplo, recomendar que existam campanhas educativas e uma fiscalização reforçada, ainda mais online, porque esse é o principal meio onde esse o comércio dos cigarros eletrônicos acontece.

Argumentos

Olhar digital

 

Esse assunto foi retomado por conta da pressão da indústria do tabagismo a favor da liberação dos cigarros eletrônicos. Durante a consulta pública, esse setor começou uma campanha “Eu quero escolher” fazendo posts nas redes sociais estimulando as pessoas a participarem e dizendo que os cigarros eletrônicos eram uma “alternativa potencialmente menos tóxica que o cigarro”.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), essa proibição não funciona, até porque os produtos são vistos em circulação no país inteiro. Outro ponto diz que, ao contrário do cigarro comum, com tabaco e que libera monóxido de carbono, o eletrônico funciona por vaporização e, por conta disso, é menos prejudicial.

Contudo, os especialistas discordam desses argumentos. Tanto é que vários estudos mostram que os cigarros eletrônicos têm mais de duas mil substâncias, sendo várias delas tóxicas e cancerígenas. 

Cigarros eletrônicos

Olhar digital

Muitas pessoas migraram para os cigarros eletrônicos com o pensamento, ou até mesmo a certeza, de que eles são menos prejudiciais que os cigarros comuns. No entanto, mesmo eles tendo uma quantidade menor de substâncias tóxicas quando comparados aos cigarros tradicionais, eles não são totalmente inofensivos ou “saudáveis”.

De acordo com os pesquisadores do Programa de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração, as pessoas que usam esses dispositivos fumam o equivalente a mais de 20 cigarros por dia. Esse programa é focado nas pessoas que estão tentando abandonar o uso dos vapes.

E não são apenas os jovens que acreditam que os vapes são mais saudáveis ou até inofensivos. Vários pais também têm esse pensamento e permitem que seus filhos usem os dispositivos em festas ou em casa, mas não sabem que isso pode fazer com que os jovens se transformem em uma nova geração de fumantes e possam ter vários problemas de saúde.

“O jovem precisa compreender que ele está com um dispositivo eletrônico na boca. Existem vários riscos à saúde e eles não se dão conta disso porque temos a indústria do tabaco dizendo que é um produto menos danoso. Então, a gente vai absorvendo essa ideia e normalizando o uso. Mas esse produto veio da indústria que mata mais da metade dos seus consumidores. Não podemos nos esquecer disso”, disse Andréa Reis, pedagoga e chefe da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do Inca.

Além disso, existem alguns mitos e verdades sobre eles que muitas pessoas ainda têm dúvidas.

Ajuda a parar de fumar – MITO

Segundo vários estudos, os vapes não são um tratamento para o tabagismo. Até porque a pessoa estaria trocando um cigarro por outro. E conforme estudo do Inca, para a pessoa que não fuma, o efeito é o contrário, ou seja, o vape funciona como uma porta de entrada para o tabagismo tradicional.

Vapor é só água – MITO

A fumaça do cigarro eletrônico é prejudicial sim. Isso porque o líquido que é colocado no produto tem substâncias tóxicas e cancerígenas. Dentre elas, partículas ultrafinas que resultam em processos inflamatórios pelo corpo.

Não tem nicotina – MITO

Segundo especialistas, a maior parte dos e-líquidos tem uma quantidade de nicotina que quanto mais a pessoa inala, mais ela fica dependente.

Vape vicia – VERDADE

O vício em vapes é real porque a maior parte dos e-líquidos tem nicotina e isso causa um risco de dependência, assim como os cigarros comuns.

Fonte: Olhar digital, VivaBem

Imagens: Olhar digital

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