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Após Oppenheimer, Christopher Nolan indica que próximo filme será “mais leve”

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Christopher Nolan está em busca de uma narrativa leve após o êxito de Oppenheimer. Em uma entrevista ao Yahoo! sobre o lançamento digital do filme, o diretor indicou seu desejo de “deixar essa história para trás”.

Em fala, ele diz que é um grande privilégio continuar celebrando o sucesso do filme. No entanto, ao mesmo tempo, a temática é bastante sombria e niilista.

Por isso, uma parte dele está ansiosa para superar isso e criar algo mais leve no futuro.

O filme de Nolan narra a história do cientista (Cillian Murphy) que liderou o projeto governamental dos EUA para construir a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. O elenco inclui nomes como Matt Damon, Emily Blunt, Florence Pugh e Gary Oldman.

Filmografia de Nolan

Via Flickr

Se olharmos para trás, vamos perceber que a filmografia de Christopher Nolan não tem nada de narrativa leve. Ela é cheia de reviravoltas, filmes pesados e histórias que falam sobre o cerne de muitos assuntos tensos.

Ele começou com “Following” (1998), um thriller neo-noir independente que já mostrava sua preferência por narrativas não lineares. Além disso, a temática de crimes é, por si só, tensa de assistir.

Em seguida, veio a trilogia do Batman, começando com “Batman Begins” (2005), um renascimento sombrio do Homem-Morcego.

Nolan trouxe um toque de realismo e complexidade psicológica ao mundo dos super-heróis.

“The Dark Knight” (2008) é frequentemente aclamado como um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos, em grande parte graças à atuação memorável de Heath Ledger como o Coringa.

Em seguida, explorou o mundo dos sonhos em “Inception” (2010), um thriller de ficção científica que desafia a mente. O filme é conhecido por suas cenas de ação inovadoras e por brincar com a natureza da realidade.

Ainda, temos “Interstellar” (2014), uma odisseia espacial emocional, explorando a relação entre o tempo e o amor. Nolan mergulhou na física teórica e visualmente encantou o público com a beleza do espaço.

E para mostrar que não brinca em serviço, o diretor contou com a ajuda de físicos de verdade para tornar a história ainda mais verídica. Ou seja, trabalha com temas pesados e verdadeiros para transmitir o máximo de sentimentos possíveis.

Mesmo na guerra

Não podemos esquecer de “Dunkirk” (2017), uma experiência cinematográfica imersiva que retrata a evacuação de Dunkirk durante a Segunda Guerra Mundial.

Nolan optou por uma abordagem mais sensorial, limitando o uso de diálogo e enfatizando a experiência visual e sonora.

No entanto, mesmo sendo um filme que fala sobre eventos reais e traz muitas explosões, a discussão emocional ainda se faz presente.

E, é claro, temos “Tenet” (2020), um thriller de espionagem com uma reviravolta temporal que confunde e fascina. Nolan continua a desafiar as convenções narrativas e visuais com esse filme, além das imagens em tons escuros, uma marca registrada.

Em toda sua carreira, Nolan dificilmente traz uma narrativa leve para os espectadores, e muitos fãs o apreciam por isso. Agora com a fala do diretor em entrevista, podemos esperar um roteiro menos carregado, mas dificillmente terá elementos leves.

Barbenheimer

Via Flickr

Vale mencionar que o apontamento de narrativa leve vindo de Nolan também se baseia nas comparações com o fenômeno Barbenheimer. Isso porque o filme da Barbie, de Greta Gerwig, saiu no mesmo dia nos cinemas do mundo todo.

Espectadores que conferiram ambos indicaram assistir o filme de Nolan primeiro e, depois, aproveitar o musical da Barbie, por ser mais leve, mesmo com os assuntos tão polêmicos.

Apesar de falar da mortalidade das bonecas, trazer a tona o machismo intrínseco no “mundo real” e carregar a sala com discursos de empoderamento, Greta conseguiu fazer tudo isso por meio de músicas, muitas cores e piadas.

Dessa forma, foi impossível escapar das comparações de como o conteúdo era mais denso. Apesar de ambos os diretores serem geniais, o trabalho de imagens e abordagem das temáticas foi diferente.

Assim, a impressão, por muitas semanas, foi de que Oppenheimer carregava mais do que realmente apresentava nas telonas.

Por isso, talvez possamos esperar uma produção com narrativa leve vinda de Nolan, mas sem a comparação com um musical cor-de-rosa, talvez os fãs consigam se preparar melhor para absorver a mensagem do diretor.

Ainda, com a chegada do filme no lançamento digital dos streamings, aproveitar a obra no conforto de casa também ajudará nessa sensação.

 

Fonte: Omelete

Imagens: Flickr, Flickr

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