O nosso sistema solar é composto por diversos corpos. Planetas, o Sol, cometas, meteoritos, exoplanetas e diversas coisas estão presentes em nossa galáxia. O sol é a nossa estrela, a principal do nosso sistema e por esse motivo, os planetas giram em torno do mesmo. Até o momento, só conhecem vida aqui na Terra, pois os demais planetas que compõem o Sistema Solar não oferecem condições de vida. No entanto, existem estudos a respeito dos exoplanetas e outros sistemas solares que alguns já afirmam que podem ser um lugar para abrigar seres humanos, animais e plantas.

Alguns cientistas dedicam suas vidas em busca desses resultados. Um dos sistemas mais tentadores é o chamado TRAPPIST-1. Ele está a apenas 4o anos-luz de distância e é formado por sete exoplanetas rochosos. Sendo que três deles estão na zona habitável da sua estrela.

Mas para que o mundo seja verdadeiramente habitável, é preciso mais do que isso. Por isso, os astrônomos estão buscando características que sejam capazes de contar mais sobre a história desse sistema.

Pesquisa

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De acordo com descobertas feitas por uma nova pesquisa, da mesma forma que os planetas do sistema  solar orbitam um plano mais ou menos ao redor do sol, os exoplanetas de TRAPPIST-1 também orbitam ao redor do seu meio.

Com essa descoberta os astrônomos serão capazes de investigar a história dinâmica do sistema. E isso pode ajudar a refinar modelos do sistema e deixar de lado a habitabilidade em algum dos seus exoplanetas. E encontrar os planetas ao redor do equador da estrela quer dizer que eles estão  orbitando basicamente na mesma inclinação. E isso facilita o estudo do estado primordial do sistema.

Os astrônomos já descobriram mais de quatro mil exoplanetas na via láctea e medira o alinhamento orbital de muitos. E vários gigantes gasosos em órbita próxima mostraram o que é chamado de obliquidade estelar. Isso é quando os exoplanetas de uma estrela estão orbitando em ângulo oblíquo ao eixo de rotação da estrela.

Esses sistemas de vários planetas tendem a sem menos oblíquos. Mas ninguém tinha medido os planetas rochosos parecidos com a Terra antes. Até porque a obliquidade é medida baseada no chamado efeito Rossiter-McLaughlin, que é muito difícil de ser observado nas pequenas estrelas fracas. Como é o caso das de TRAPPIST-1.

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O TRAPPIST-1 é uma anã vermelha, o que quer dizer que é muito pequena e fraca. Por isso, o efeito Rossiter-McLaughlin era impossível de ser observado antes. Mas graças ao telescópio Subaru, no Havaí, que foi equipado recentemente com o InfraRed Doppler (IRD), que é um espectrógrafo de infravermelho com uma alta resolução, foi possível identificá-lo.

Observações

E no dia 31 de agosto de 2018, três exoplanetas de TRAPPIST-1 transitaram a estrela e deu a chance da equipe coletar  vários dados. Apenas um dado foi confiável e sugeriu que a obliquidade estelar estava próxima de zero. E isso sugere algumas possibilidades interessantes para o sistema TRAPPIST-1.

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Se os planetas de TRAPPIST-1 estão em um plano equatorial eles, provavelmente, ficam onde eles se formaram. E como os planetas estão agrupados perto da sua estrela quer dizer que isso foi, possivelmente, resultado de uma migração interna gradual.

E também pode significar a falta de grandes perturbações gravitacionais. O que resulta em planetas de zonas habitáveis e pacíficas. Mas para chegar a essa conclusão ainda é preciso muito mais estudos.

"Apesar das limitações dos dados, nossa observação no sistema TRAPPIST-1 são as primeiras dessas observações, até onde sabemos, para uma estrela de baixa massa. Ao realizar observações adicionais com o IRD e outros novos espectrógrafos infravermelhos de alta resolução, uma nova janela será aberta nas arquiteturas orbitais dos sistemas planetários em torno de estrelas de baixa massa", escreveram os pesquisadores.

Publicado em: 15/05/20 22h47