Os elefantes são considerados criaturas extremamente inteligentes. A ciência, por sua vez, já provou que esses animais são donos de memórias ímpares, e que eles dificilmente se esquecem de alguma coisa.

Eles podem ser encontrados no continente africano e asiático e podem ter uma massa equivalente a quatro ou seis toneladas. E também podem levantar o equivalente a 1o mil quilos. Esses animais são realmente instigantes.

Mas eles também são alvo de notícias não tão boas. Alguns relatos perturbadores de morte em massa de elefantes começaram a surgir em Botsuana, nos últimos dois meses. Foram vistas mais de 350 carcaças desses animais desde maio.

Alguns dos animais foram encontrados com os rostos para baixo, o que sugere um colapso repentino. A maioria dos corpos estava perto de fontes de água nas partes norte do Delta do Okavango. Essa é uma área protegida para os elefantes e um lugar de estudo chamado NG11. E nenhuma morte foi relatada na Namíbia, que fica próximo ao local.

Elefantes

Publicidade
continue a leitura

A maior população de elefantes do mundo está em Botsuana, com mais de 135 mil indivíduos. Mas em todo o mundo, os elefantes estão em declínio. Por mais que os caçadores usem cianeto para envenenar os animais no Zimbábue, nesse caso, isso é considerado imporvável.

Até porque os elefantes continuam com suas presas. E animais catadores como hienas, leões e abutres não foram encontrados mortos depois de comerem as carcaças  dos elefantes.

Em 2019, mais de 100 elefantes morreram em Botsuana por conta de um surto de antraz. E alguns deles podem ter morrido por causa da seca. Mas no caso de agora, o governo não acredita que possa estar relacionado com antraz.

De acordo com Phoebe Weston, do The Guardian, algumas testemunhas locais disseram que viram alguns elefantes andando em círculos. O comportamento sugere que tudo o que está acontecendo está afetando neurologicamente os animais.

Publicidade
continue a leitura

"Enviamos amostras para testes e esperamos os resultados nas próximas duas semanas", disse Cyril Taolo, diretor interino do departamento de vida selvagem e parques nacionais do Botswana.

Mortes

As preocupações com relação ao tempo que os resultados estão levando para ficarem prontos são manifestadas pelo ecologista e diretor da LionAid, Pieter Kat, e outros conservacionistas.

"Meses após a descoberta das carcaças, ainda não há resposta sobre o porquê de muitos elefantes estarem mortos", escreveu Kat, em um post no blog. Ele critica Botsuana por ser bastante lenta em proteger esses animais que têm uma importância vital para o turismo no país.

Essa natureza repentina da morte dos animais preocupa Kat porque o envenenamento pode estar presente, mesmo com a falta de vítimas de outras espécies. Até recentemente, o país era um dos mais seguros para os elefantes. Mas em 2019, os cientistas alertaram para um aumento na caça furtiva.

"Isso é totalmente sem precedentes em termos de número de elefantes morrendo em um único evento não relacionado à seca. Sim, é um desastre de conservação. Mas também tem o potencial de ser uma crise de saúde pública", disse o biólogo da conservação, Niall McCann, diretor do National Park Rescue.

Publicado em: 03/07/20 16h40