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China lançou missão ousada para conseguir primeiras novas amostras lunares em décadas

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As pessoas são fascinadas com o espaço e as coisas que têm nele. A lua é um dos corpos celestes mais pesquisados. Ela tem uma função importante para Terra. Ela influencia marés, movimenta os oceanos e é responsável pela vida nos mares. E mais, também faz com que a Terra mantenha seu eixo, sem titubear.

E esse nosso vizinho cósmico, e o único corpo do sistema solar que os humanos já pisaram, é bem conhecido. Tanto que, por décadas, os geólogos planetários estudaram pedaços pequenos de rochas lunares para conseguir desvendar os mistérios da lua.

Através dessas rochas foi revelado a idade do nosso satélite natural. Além de também ter ajudado os cientistas a estimar a idade dos outros planetas e das uma visão sobre como nosso sistema solar já foi turbulento.

No entanto, rochas lunares não são coletadas novamente há mais de 40 anos. Contudo, a Administração Espacial Nacional da China está pronta para mudar essa realidade. Isso porque a China lançou uma nave espacial em direção à lua.

Missão

A missão se chama “Chnag’e-5” e tem o objetivo de pousar um robô na superfície lunar para coletar amostras. Isso acontecerá pela primeira vez na história da China. E a nave espacial voltará para a Terra com novas amostras lunares.

Essa missão é a sexta de uma série de passos bem ambiciosos da China na exploração da lua. Isso poderia levar até um futuro assentamento humano no nosso satélite natural.

“Esta é uma missão realmente audaciosa. Eles vão mover a bola no campo de uma maneira importante no que diz respeito à compreensão de muitas coisas que são importantes sobre a história lunar”, disse David S. Draper, o vice-cientista-chefe da NASA.

Ao todo, a missão Chang’e-5 vai coletar 1,8 quilos de rocha lunar e poeira. Elas virão de uma região até então inexplorada da lua. Que é uma planície vulcânica chamada Mons Rümker. Esse novo material pode dar novas informações a respeito da atividade vulcânica passada da lua.

Então, se essa missão for bem sucedida, ela fará da China a terceira nação a trazer amostras  de rochas lunares para a Terra. As que já trouxeram foram os Estados Unidos e a União Soviética.

Etapas

A missão decolou do Centro de Lançamento de Satélites Wenchang da China, na Ilha de Hainan. É esperado que a espaçonave entre na órbita da lua em uma semana. Entretanto, o governo chinês não deu um cronograma detalhado.

Depois de entrar na órbita, ela deve se dividir em duas partes. Um orbitador e um descendente. O orbitador, como podemos imaginar pelo nome, foi feito para continuar em órbita. Já o descendente é programado para pousar perto da planície de Mons Rümker.

Tendo um pouso bem sucedido, o módulo terá então apenas um dia lunar para coletar as amostras. Isso porque ele não pode ficar na lua durante à noite porque as condições extremamente frias tem o risco de danificar os componentes eletrônicos da espaçonave.

Retorno

Depois de coletar as amostras, a sonda deve transferi-las para o veículo ascensor. Então, é esperado que a espaçonave decole da superfície lunar e entre de novo na órbita da lua.

Com tudo isso feito, ele tem que se encaixar no orbitador e transferir a amostra para a cápsula de retorno do orbitador. Ao final dessa manobra cheia de etapas, o orbitador ficará em órbita por sete dias antes de voltar para o nosso planeta.

O esperado é que a cápsula caia de paraquedas na Mongólia Interior em meados de dezembro.

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