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A ciência acredita que você tem um tipo (e pode ser seu ex)

POR Bruno Destéfano    EM Curiosidades      18/06/19 às 14h40

Não existem homem ou mulher para você no Brasil? Bem, eu sei que não é nada fácil encontrar o amor da sua vida, mas estudos recentes predizem que você talvez já tenha encontrado. Investigações recentes sugerem que temos preferências quando se trata de características demográficas e físicas. Isso já é basicamente um fato. Nenhuma pesquisa anterior, entretanto, forneceu evidências sólidas de que procuramos consistentemente um tipo particular de personalidade entre os parceiros. Em um estudo recém-publicado, recursos longitudinais foram usados para avaliar onde mais de 12.000 participantes da pesquisa ajustaram-se aos "cinco grandes" traços de personalidade. Destes (abertura à experiência, conscienciosidade, extroversão, amabilidade e neuroticismo), foi possível entrecruzar tipificações comuns. A ciência acredita que você tem um tipo (e pode ser seu ex).

Ao longo de nove anos, os pesquisadores acompanharam o status de relacionamento dessas pessoas. Eles acabaram identificando 332 participantes que estiveram em relacionamentos com pelo menos dois parceiros românticos que aceitaram participar do estudo. Mesmo com a queda considerável no tamanho da amostra, isso foi mais do que o suficiente para tirar conclusões sólidas dos dados.

Os resultados mostraram que os atuais parceiros dos participantes descreveram suas personalidades de maneiras semelhantes aos dos antigos. Parece que as pessoas têm um "tipo" específico que persiste nos relacionamentos.

Associação com a sua própria personalidade

A ciência acredita que você tem um tipo (e pode ser seu ex). Goste ou não, seu tipo pode estar mais próximo de sua personalidade do que gostaria de admitir. A pesquisa mostrou que as personalidades dos parceiros não eram apenas semelhantes entre si, mas aos próprios participantes.

Buscar um pouco de você em seus parceiros pode ajudar a explicar por que nossas personalidades tendem a ser relativamente estáveis ao interagir com amigos e entes queridos. É muito mais fácil buscar relacionamentos que nos permitam manter nossas ideias atuais de como somos.

Os participantes que pontuaram alto na "abertura para experiência" e "extroversão" eram muito menos propensos a escolher parceiros com personalidades semelhantes tanto para os ex-parceiros quanto para si mesmos. Assim, enquanto nossos relacionamentos podem consolidar quem nós pensamos que somos, eles também oferecem a oportunidade de descobrir novas maneiras de ver o mundo.

Aplicativos de namoro podem usar o nosso histórico de relacionamentos para moldar as preferências pessoais

A pesquisa também sugere que os aplicativos de namoro podem usar nosso histórico de relacionamento para nos ajudar a encontrar futuros matchs. Naturalmente, não há garantia de que tal estratégia mantém a durabilidade da futura relação. Até porque semelhanças exageradas podem fazer com que os parceiros se sintam incapazes de crescer e se desenvolver.

Segundo as investigações, ter um parceiro atual que se pareça com um ex pode facilitar os processos de vinculação. Além disso, também auxilia no estabelecimento de padrões positivos de interação. É importante entender, contudo, que existem muitos outros fatores que influenciam o processo.

Porém, não se surpreenda se a próxima atualização em seu status de relacionamento for apenas um retorno ao status quo. O que você acha destas investigações? É possível que se recaía sempre aos mesmos traços de personalidade, baseados em antigos relacionamentos? Não deixe de fazer o seu cometário.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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