O nosso planeta é muito grande e rico em diversidade. Tanto na fauna, quanto na flora, temos uma grande variedade de espécies. No entanto, seja por seleção natural ou interferência do homem no meio ambiente, alguns animais desapareceram por completo sem deixar sequer um casal para conseguir voltar a viver entre nós.

Quando pensamos no período pré-histórico, é quase que inevitável não pensarmos nos dinossauros. Apesar dessas criaturas lendárias terem um papel de destaque na história de nosso planeta, outros "monstros" habitaram nossos rios, pântanos, mares e oceanos e eram tão ou mais perigosos que os dinossauros.

O megalodon, historicamente, é considerado o maior tubarão que já viveu na Terra. Seu nome significa "grande e poderoso". Ele esteve nos mares por cerca de 28 milhões a 16 milhões de anos atrás. Os dentes encontrados do predador tinham mais de 17 centímetros e serviram para mostrar como esse predador antigo era grande.

As reconstruções de restos fossilizados sugerem que o animal era três vezes maior que os tubarões brancos. Agora, as proporções colossais desse tubarão pré-histórico foram reveladas pela primeira vez por uma pesquisa feita na Inglaterra.

Proporções

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Até o momento era estimado o comprimento do enorme megalodon Otodus. Mas os pesquisadores da Universidade de Bristol e da Universidade de Swansea conseguiram estimar as outras proporções do animal. Incluindo as nadadeiras que tinham o tamanho de humanos adultos.

Para conseguir essas medidas, modelos matemáticos foram usados. E também comparações morfológicas com seus descendentes vivos.

Os megalodontes foram tubarões enormes que viveram a milhões de anos atrás. E o estudo recente publicado mostra que o animal chegava a 16 metros de comprimento. Sua cabeça tinha 4,65 metros, e sua barbatana dorsal tinha 1,62 metros de altura. A cauda do megalodon podia chegar a medir 3,85 metros.

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Segundo Jack Cooper, mestre em paleobiologia da Universidade de Bristol, essa pesquisa foi o seu projeto dos sonhos. Ele disse em entrevista que sempre foi louco por animais. E que já chegou até a mergulhar com os tubarões gigantes na África do Sul dentro de uma gaiola de metal.

Estudo

E para Cooper, foi a beleza, adaptabilidade e poder que fez com que eles fossem um objeto de estudo atraente. Ele também disse que foram os megalodontes que o inspiraram a cursar paleontologia desde que ele era criança.

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“É essa sensação de perigo, mas também o fato de os tubarões serem animais tão bonitos e bem adaptados, que os torna tão atraentes para estudar", disse.

A investigação do animal inteiro é complicada porque apenas os dentes costumam sobreviver no registro fóssil. Até porque os peixes não tem ossos, mas sim um esqueleto de cartilagem que se deteriora com facilidade.

A pesquisa feita por Cooper compara o megalodon não somente com o tubarão-branco, mas a outra cinco espécies diferentes de tubarões que vivem hoje em dia. Com isso, os cientistas observaram que os tubarões não mudam suas proporções durante o seu desenvolvimento até a vida adulta. Isso indica que eles podem usar as mesas curvas de crescimento das espécies atuais projetando o comprimento até chegar nos 16 metros do megalodon.

Publicado em: 08/09/20 15h41