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Cingapura, a ilha pobre que hoje é um dos países mais ricos do mundo

POR Bruno Destéfano EM Curiosidades 31/05/19 às 16h35

capa do post Cingapura, a ilha pobre que hoje é um dos países mais ricos do mundo

Cingapura, cidade-Estado localizada no extremo sul da Península da Malásia, é o maior porto do sudeste asiático. Além disso, é um dos mais movimentados do mundo. Seu crescimento e prosperidade, em grande parte, se deve à sua posição geográfica. Conhecida como "A Pérola da Ásia", Cingapura é composta de apenas 5,6 milhões de habitantes e é hoje um dos maiores centros financeiros do mundo. Ou seja, a cidade-Estado "produz" mais milionários e é a mais cara de se viver, segundo um estudo da Economist Intelligence Unit. Esta, inclusive, é uma unidade de inteligência da revista britânica The Economist. No entanto, há 50 anos, Cingapura era uma região precarizada e com poucos recursos naturais. Como tudo mudou? Cingapura, a ilha pobre que hoje é um dos países mais ricos do mundo, praticamente transformou-se da água para o vinho.

"Cingapura tem uma localização estratégica, na área mais populosa e que mais cresce no mundo", diz Linda Lim, professora especializada em Economia Política no sudeste da Ásia, na Universidade de Michigan. Esta localização levou a cidade a estar numa conveniente rota comercial entre gigantes como a China, a Índia e o Sudeste Asiático. É estranho imaginar que, em pouco menos de 100 anos, a "ilha diamante" era uma das colônias do Império Britânico. O país não tinha recursos e a importação da água era uma questão de sobrevivência.

Processos de desenvolvimento

Depois de deixar para trás o domínio britânico e conseguir a independência da Malásia em 1965, Cingapura se tornou um Estado autônomo liderado por Lee Kuan Yew. Ele ocupou o cargo de primeiro-ministro por mais de 30 anos e foi o arquiteto do chamado "milagre econômico". Lee elaborou um extenso programa de reformas para tirar Cingapura do que descreveu como "buraco negro da miséria e da degradação". Para, assim, transformá-la em um país industrializado e moderno, sob um modelo rígido de controle estatal.

O segredo de Lee para o sucesso é que ele estava comprometido com seus princípios. "Criamos Cingapura literalmente do nada. Começando com 150 almas em uma vila de pescadores pobres, eles construíram uma das maiores cidades do mundo", comentou o chefe de Cingapura sobre a prosperidade de seu país. O primeiro-ministro queria erradicar a corrupção e estava determinado. "Se você quer derrotar a corrupção, deve estar pronto para enviar seus amigos e familiares para a prisão".

A equipe governamental criou uma espécie de mídia independente que cobria a vida dos políticos 24 horas por dia. Ou seja, Lee usou os meios de comunicação para fomentar a maneira como as coisas deveriam ser regidas dali em diante. "Se o poder do estado que gerimos não é usado para melhorar a vida da maioria, mas para encher os bolsos de uma minoria da hierarquia de poder, então teremos que ser ruins", disse Lee Kuan Yew.

Valorização da produção interna

Tendo obtido o conhecimento e experiência necessários, a população da cidade em ascensão conseguiu criar seus próprios produtos avançados. Por exemplo, a Singapore Airlines é atualmente considerada uma das melhores do mundo. De acordo com o site Heritage, Cingapura também deve seu sucesso pelos ambientes de negócios notavelmente livres de corrupção. As prudentes políticas monetárias (e fiscais) construíram subsídios para deixar tudo cada vez mais transparente.

Por isso, os reflexos do governo começaram a aparecer na economia da região. Cingapura também é um dos principais fabricantes de produtos eletrônicos e químicos e opera um dos maiores portos do mundo. Sua taxa de desemprego é uma das mais baixas. As principais exportações incluem circuitos integrados, petróleo refinado e computadores.

Cingapura, a ilha pobre que hoje é um dos países mais ricos do mundo, também apresenta diversas controvérsias. As pessoas têm opiniões diferentes sobre os procedimentos políticos de Lee Kuan Yew. Muitos acreditam que as regras e proibições do país acabam limitando os direitos humanos. O que você acha disso tudo? Não deixe de compartilhar suas impressões conosco.


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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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