Curiosidades

Como a pandemia pode estar atrasando a luta contra o HIV

0
Man holding red aids ribbon

O ano de 2020 está prestes a acabar e foi, de longe, um dos piores, senão o pior ano de todos para muitas pessoas. As queimadas na Amazônia e no Pantanal brasileiro danificaram muito o país. Com isso, muitas vidas e área verde foram perdidas. Diversos outros eventos fizeram com que o ano fosse tão ruim e o principal deles se chama “Covid-19“. O mundo foi tomado pelo novo coronavírus, o que resultou em uma pandemia que até hoje não foi controlada. O Covid-19, doença causada pelo vírus, fez milhões de vítimas fatais em todo o mundo e continua fazendo até hoje.

Erra quem pensa que essa doença é restrita. De acordo com estudos, a pandemia tem afetado muito na luta contra o vírus HIV. “A Covid-19 está ameaçando o progresso que o mundo fez em saúde e desenvolvimento nos últimos 20 anos, incluindo os ganhos que fizemos contra o HIV. Como todas as epidemias, está ampliando as desigualdades que já existiam”. Esse foi um alerta feito por Winnie Byanyima, diretora executiva do Unaids, programa das Nações Unidas para o combate da AIDS.

Winnie chama a atenção para consequências da pandemia nas ações de educação, prevenção e tratamento de pessoas que convivem com o vírus HIV. Isso porque, segundo os números da Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, cerca de 38 milhões de pessoas vivem com a doença. 25% dos infectados sequer sabem de suas condições. Desde que o HIV foi notado, na década de 1980, cerca de 33 milhões de pessoas perderam a vida para a AIDS. 690 mil só no ano de 2019.

Como a pandemia está afetado a luta contra o vírus HIV

Com o rápido crescimento do novo coronavírus, o combate à Covid-19 se tornou a grande prioridade dos órgãos públicos, instituições de saúde e da sociedade como um todo. “O fato de ser um vírus desconhecidos, que tem adoecido e levado à morte muitas pessoas, fez com que as atenções se voltassem a ele. A Covid-19 traz problemas não apenas pela própria gravidade, extensão e ausência de tratamento específico, mas também no combate e acompanhamento de outras doenças endêmicas, como é o caso da AIDS, por conta da desestruturação dos serviços de saúde e medo da população de procurar atendimento”, disse Hélio Bacha, médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Ao longo de todo o mês de dezembro, o Unaids terá “Solidariedade global, responsabilidade compartilhada”, como o principal tema da campanha mundial de conscientização dobre HIV e AIDS. “Devemos colocar as pessoas em primeiro lugar para colocar a resposta à AIDS de volta aos trilhos. Devemos acabar com as injustiças sociais que colocam as pessoas em risco de contrair o HIV. E devemos lutar pelo direito à saúde. Não há desculpa para os governos não investirem totalmente no acesso universal à saúde. Barreiras como taxas iniciais de uso que impedem as pessoas de ficarem saudáveis devem ser eliminadas”, disse a diretora executiva do Unaids.

O início da pandemia

Para se ter uma noção, ainda em abril, quando os números da Covid-19 começaram a crescer no Brasil, o ofício circular 16 da Secretaria de Vigilância em Saúde alertou as unaides sobre as dificuldades para recolhimento de amostras para exames de genotipagem de HIV. Além disso, as dificuldades de emissão dos resultados em todas as regiões do país. Isso, motivado pela redução das malhas aéreas e rodoviárias. Além disso, foi realizada uma pesquisa por vários segmentos da sociedade civil a fim de analisar o impacto da Covid-19 nas políticas de aids e tuberculose no Brasil.

Com o impacto do Coronavírus, as campanhas educativas sobre HIV/AIDS estão ficando cada vez mais escassas. Além disso, a adesão ao preservativo como forma de prevenir o contágio está menor. “Em cima de um contexto de pandemia, os desafios multiplicam-se. Temos que ter medidas de urgência em garantir o acesso à informação e tratamento. O impacto da pandemia Covid-19 já era esperado e, por isso, não há justificativa para não reorganizar o sistema de saúde para continuar atendendo pessoas com HIV/AIDS e outras doenças endêmicas”, finalizou Hélio Bacha.

E aí, o que você achou dessa matéria? Comente então pra gente aí embaixo.

Monolito de madeira da Alemanha também desapareceu misteriosamente

Matéria anterior

Conheça o Bosco Verticale, um irreverente complexo residencial em Milão

Próxima matéria

Mais em Curiosidades

Você pode gostar

Comentários

Comentários não permitidos.