Como funcionavam os rituais de necromancia?

POR Isabela Ferreira    EM Terror & Sobrenatural      26/12/17 às 13h43

Muito se questiona sobre a vida após a morte. Será que tudo acaba definitivamente ou somos elevados em forma espiritual para algo realmente maior? Bem, cientificamente, nenhuma das hipóteses foi de fato comprovada. No entanto, religiões pelo mundo todo pregam a teoria de que apenas nosso corpo é mortal, mas que a alma é capaz de continuar vivendo em um outro plano. Devido a isso, existem diversos rituais por aí que visam a comunicação com os mortos. Um deles é a necromancia. Já ouviu falar?

É comum que toda forma de contato com os mortos possa ser chamada de necromancia, independente da religião. Entretanto, o termo em si faz referência a magia negra e bruxaria, onde o praticante tem por objetivo a conquista de conhecimentos e a busca pela adivinhação, com a ajuda dos mortos.

Acredita-se que por estarem livres de um corpo físico, são privilegiados com informações que não podem ser concedidas aos vivos, por isso são convocados nos rituais. Apenas para que você entenda melhor, etimologicamente falando, a palavra é de origem grega, derivando de "nekrós", que significa "cadáver", e "manteía", com significado de "adivinhação ou profecia".

A prática teve origem há muito tempo, por volta do início do século 19, ao norte da Europa. Também era muito praticada na Pérsia, Grécia e Roma Antiga. Normalmente, os mortos  eram convocados contra sua própria vontade, o que poderia gerar graves consequências.

Os rituais de necromancia

Diversos rituais de necromancia eram extremamente grotescos. Por outro lado, também haviam aqueles mais elaborados, tudo dependia do real propósito que pretendiam alcançar. Muitos contavam com a presença de círculos mágicos, velas, encantamentos e até mesmo talismãs.

O necromante, ou seja, o praticante do culto, poderia invocar um morto de variadas formas. Desde o ato de usar roupas do falecido e permanecer sentado por dias seguidos, até mutilar e comer carne humana. Ou ainda, comer partes do corpo do cadáver pertencente ao espírito que deveria ser invocado. O local para a realização dos ritos também era muito importante, visto que os lugares com maior espiritualidade sempre eram os preferidos.

Escolhiam a casa do morto, ou mesmo cemitérios e igrejas, onde tudo acontecia no período noturno. A verdade é que as conversas com os mortos poderiam ser muito mais perigosas do que esclarecedoras. Ao contrário do que acreditavam, eles não ficavam mais sábios apenas por estarem mortos. Os círculos mágicos eram utilizados para proteger o necromante e seu eventual assistente de toda a ira do fantasma. Ainda assim, os praticantes eram solicitados por parentes que queriam matar a saudade de um ente querido ou fazer algumas perguntas.

Tudo deveria acontecer de forma bem rápida e correr em direção ao objetivo principal, visto que o ritual durava apenas alguns minutos. Normalmente, assim que o espírito entrava em contato com o mundo real, o necromante entrava em transe, onde poderia ser controlado e usado como ferramenta para o morto. Mas também poderia apenas escutar a voz em sua cabeça e transmitir as mensagens para os interessados. Ainda hoje, muitos rituais de necromancia acontecem, embora sejam proibidos e condenados por igrejas do cristianismo.

E então pessoal, o que acharam? Já conheciam as antigas práticas necromantes? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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