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Conheça Asgardia, o projeto de uma colônia humana no espaço

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      12/06/19 às 14h21

Em outubro de 2016, o cientista russo-azerbaijanês, Igor Ashurbeyli, fundou a primeira nação independente do mundo para operar no espaço, Asgardia. Ela possui esse nome em homenagem à Asgard, casa dos deuses nórdicos. Em 2017, um nanossatélite foi enviado para a Estação Espacial Internacional (EEI), para dar início ao projeto.

Ele continha cerca de 0,5 TB de dados pertencentes a 18 mil cidadãos de Asgardia. Incluindo fotografias de família, representações digitais da bandeira, do brasão e da constituição da nação espacial. Segundo seu criador, o projeto de Asgardia tem como objetivo criar uma sociedade pacífica. Além de oferecer acesso facilitado à tecnologias espaciais e proteger a Terra de ameaças, como asteroides e detritos criados pelo homem no espaço.

O lançamento do nanossatélite marcou o início de Asgardia como nação espacial. Ao menos foi o que explicou Lena de Winne, CEO da ONG Asgardia, em entrevista à revista Galileu. Além de comentar que a criação de Asgardia poderá nos ajudar no que tange à expansão da humanidade para fora de nosso planeta.

Quando o projeto foi anunciado em 2016, mais de 100 mil pessoas se inscreveram no site oficial do projeto para solicitarem sua cidadania. Em questão de poucos dias, Asgardia já contava com aproximadamente 500 mil candidatos. Qualquer pessoa, com mais de 18  anos, com um endereço de e-mail válido, pode solicitar sua cidadania. Incluindo ex-condenados, desde que não estejam cumprindo qualquer tipo de pena no ato da inscrição.

Atualmente, existem aproximadamente 114 mil asgardianos de 204 países. A queda populacional ocorreu quando votações para determinar detalhes da constituição de Asgardia começaram. A Turquia segue na liderança com o maior número de asgardiano, com mais de 16 mil inscritos.

Fora deste mundo

No futuro, os cientistas esperam criar plataformas habitáveis em órbitas terrestres baixas, com a primeira localizada em uma distância de 161 a 321 quilômetros do espaço. Esta posição também é onde a EEI está localizada. O primeiro voo humano para o lugar está previsto para acontecer em torno de 5 a 8 anos.

"Queremos dar oportunidades iguais a todos que têm uma mente, que podem fazer algo, pela sua proteção", disse Ashurbeyli. "Nossa verdadeira casa não é a casa ou a cidade onde nascemos. (Nosso) lar é o planeta Terra, (e) queremos protegê-lo. Não é uma fantasia. Ir a Marte, os galácticos, etc. - isso é apenas falso. Eu pretendo algo mais real".

Outros lançamentos de satélites estão programados para acontecerem, porém, ainda não existem datas confirmadas para que eles ocorram. Ao que tudo indica, todo o projeto está sendo financiado por Ashurbeyli. No entanto, o montante de dinheiro gasto com as operações não foi revelado.

O bilionário pretende, em um dos seus planos mais ambiciosos, que Asgardia conquiste a adesão da ONU. Porém, para que isso seja possível, o Conselho de Segurança da ONU deve primeiro aprovar o pedido de Asgardia para ser considerada uma nação. Para isso, dois terços dos membros da Assembleia Geral devem votar por sua admissão.

"Um Estado tem que ter estas características: uma população permanente, um território definido, um governo e a capacidade de entrar em relações com outros Estados. E deve ser reconhecido como um Estado por outros Estados", afirmou Joanne Gabrynowicz, especialista em direito espacial e professora da Escola de Direito do Instituto de Tecnologia de Pequim.

A vida em Asgardia

Segundo os planos de Ashurbeyli, Asgardia formará um governo democrático. Incluindo um Ministério Público, um Escritório Nacional de Auditoria e alguns outros órgãos governamentais. O centro administrativo de Asgardia será alocado em Viena. No entanto, os departamentos governamentais serão dirigidos por Asgardianos nos locais que eles representam.

Em entrevista a CNN, ao ser questionado como Asgardia pretende fornecer paz a seus cidadãos sem um acordo físico, o cientista disse que os cidadãos poderão tirar vantagem de sua "dupla cidadania".

"Se eu tiver problemas na Terra, terei minha embaixada de Asgardia. É como se você fosse um turista, você vai até a sua embaixada e eles tentarão ajudá-lo." Mas, Ashurbeyli reconhece a complexidade na criação de sua própria nação espacial. "Temos que ser como um país normal. Todos os países têm problemas e logo teremos os mesmos problemas", disse ele. "Mas teremos mais do que os países normais, porque não estamos na Terra".

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Via   CNN  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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