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Derretimento de gelo no Alasca pode desencadear um mega tsunami

POR Bruno Dias EM Curiosidades 21/10/20 às 15h45

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A cada dia que passa, as mudanças climáticas ficam ainda mais em evidência. Existem aqueles que desacreditam, mas isso é algo extremamente prejudicial para nossa sobrevivência. E à medida que as geleiras vão derretendo, além de colocarem a vida animal em risco, também levantam muitas questões ambientais.

Com o aquecimento global, evidenciado pelas mudanças climáticas, muita coisa no planeta tem mudado. E isso, inclui as nossas paisagens, principalmente as cobertas por gelo.

Um dos temores dos cientistas é um tsunami  gigante e bem catastrófico no Alasca. Ele será desencadeado por um deslizamento de uma rocha, que ficou instável depois do degelo da geleira. Os cientistas acreditam que esse tsunami vai acontecer nas próximas duas décadas. Ou pior ainda, pode acontecer nos próximos 12 meses.

Mega tsunami

Por meio de uma carta aberta ao Departamento de Recursos Naturais do Alasca (ADNR), um grupo de cientistas alertou a respeito dessas perspectivas de um desastre iminente acontecer em Prince William Sound.

Por mais que os potenciais riscos de deslizamento sejam bem sérios, ainda existem várias incógnitas a respeito de como ou quando esse desastre pode vir a acontecer.

Entretanto, o que é claro é que, o recuo feito pela geleira em Prince William Sound, na costa sul do Alasca, parece estar impactando as encostas das montanhas acima de Barry Arm. Elas ficam a aproximadamente 97 quilômetros a leste de Anchorage.

Segundo sugerem as análises de imagens de satélites, conforme Barry Glacier vai se retirando de Barry Arm por conta do derretimento, uma grande cicatriz rochosa chamada escarpa vai surgindo.

Isso por si só já mostra que um deslizamento de terra progressivo e lento está realmente acontecendo acima do fiorde. No entanto, se a face dessa rocha ceder de repente, as consequências podem ser terríveis.

Riscos

Mesmo sendo uma área remota, ela é frequentada por barcos comerciais e também recreativos, como por exemplo cruzeiros.

"Foi difícil acreditar nos números no início. Com base na elevação do depósito acima da água, o volume de terra que estava escorregando e o ângulo da encosta, calculamos que um colapso liberaria 16 vezes mais detritos e 11 vezes mais energia do que o deslizamento de terra da Baía de Lituya no Alasca em 1958 e mega-tsunami", disse um dos pesquisadores, o geofísico Chunli Dai, da Universidade do Estado de Ohio.

Se esses cálculos realmente estiverem certos, a tragédia beira o impensável. Porque o evento de 1958 foi comparado por testemunhas à explosão de uma  bomba atômica. E ele é considerado a maior onda  de tsunami dos tempos modernos. Ela atingiu uma altura de 524 metros.

"Encostas como esta podem mudar de um deslizamento lento para um deslizamento de terra em movimento devido a uma série de possíveis gatilhos. Frequentemente,  chuvas intensas ou prolongadas são um fator. Terremotos geralmente causam falhas. O clima quente que leva ao degelo do permafrost, neve ou gelo glaciar também pode ser um gatilho", explica o relatório.

Consequências

O relatório foi lançado em maio. E desde então, uma outra análise foi feita sobre o deslizamento de terra. Ela sugeriu que pouco ou nenhum movimento das massas de terra na encosta. Mas isso não diz muito, até porque pesquisas mostram que a face da rocha tem mudado desde, pelo menos, 50 anos atrás.

O monitoramento está sendo feito por várias organizações. Elas acompanham os desenvolvimentos em Prince William Sound para ver os movimentos acima da geleira Barry e conseguir refinar as previsões para ver quais seriam as consequências de um mega tsunami.


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