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Empresa de Bill Gates irá tentar construir um reator que pode mudar o mundo

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      04/12/18 às 18h23

Para Bill Gates, a energia nuclear é uma solução para reduzir as emissões de dióxido de carbono no mundo todo. Ele passou a última década financiando novas formas de produzir esse tipo de energia de maneira segura e acessível. Há 10 anos, ele fundou a empresa Terra Power, com o objetivo de construir novos tipos de reatores nucleares.

A Terra Power está desenvolvendo uma linha de reatores que usa um refrigerantes de cloreto fundido, com base em uma invenção de décadas, mas ainda não usada, para reduzir custos e reduzir o desperdício. Os reatores mais comuns usam água leve (um tipo de reator térmico que usa água como refrigerante e moderador de nêutrons).

Bill Gates e sua brilhante ideia para mudar o mundo

Após um investimento do Departamento de Energia dos EUA, no valor de 40 milhões de dólares, e de uma parceria com a fornecedora de energia Southern Company, a Terra Power planeja abrir um novo laboratório em 2019. A empresa de Bill Gates pretende construir um protótipo de cloreto fundido até 2030, usando o laboratório para fazer testes dos materiais do reator nesse meio tempo.

John Gilleland, diretor de tecnologia da empresa, disse que tais projetos de cloreto fundido são um tipo de "reator verde". "Isso não apenas permitiria que você produzisse eletricidade sem emissões de carbono, mas enviando o calor diretamente para algum processo em uma instalação industrial, você poderia fornecer o calor necessário para causar reações no processamento industrial, ou o que quer que você queira usá-lo. Tudo isso sem emissões de carbono", declarou Gilleland.

O funcionamento dos reatores de sal fundido

A energia nuclear é produzida quando o combustível radioativo é colocado em um reator para desencadear a fissão, um processo no qual o núcleo de um átomo se divide dentro de um núcleo de reator. Em reatores de água leve, o combustível sólido fica dentro do revestimento, que impede que peças radioativas contaminem o refrigerante. A água ao redor do revestimento ajuda a transformar o calor de uma reação em vapor para as turbinas, que geram eletricidade.

Já o projeto de cloreto de líquido da Terra Power, faz um processo diferente. Ele coloca o combustível de urânio e o refrigerante no mesmo sal fundido. A fissão pode aquecer os sais diretamente, à medida que a mistura flui através do núcleo do reator e a ela passa pelos trocadores de calor para gerar tal calor ou eletricidade.

Os reatores de água leve não podem suportar reações em temperaturas muito altas pelo fato do refrigerante evaporar. Com cloreto fundido, seria possível operar reatores em temperaturas muito mais altas do que antes.

Além de gerar eletricidade, a tecnologia nuclear poderia ser usada em processos de alta temperatura, como a produção de fertilizantes e o refino de petróleo.

Será que essa seria a solução para o nosso mundo? Estamos ansiosos para as novas informações desse projeto.

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