Muitas teorias conspiratórias giram em torno do assassinato do presidente americano, John F. Kennedy.  O assassinato ocorreu em 1963. Inicialmente, o governo americano acreditava que foram realizados vários disparos de tiros, seguidos, atingindo o presidente. E em seguida, alvejando o governador do Texas, John Connally. Mas, aparentemente, não foi o que aconteceu.

No primeiro ou segundo tiro, uma bala de 6,5 milímetros atingiu o presidente John F. Kennedy nas costas. Tal bala saiu à frente do pescoço. E em seguida, atingindo as costas de John Connally e quebrando seu quinto osso da costela direita, enterrando-se em sua coxa.

Uma teoria, que vem sendo difundida, é a da “bala mágica”, onde se afirma que o presidente e o governador foram atingidos por uma única bala e não por atiradores diferentes.

Essa teoria serviu para reforçar a afirmação do governo americano de que houve apenas um atirador, Lee Harvey Oswald, já que o rifle que Oswald usou não era rápido o suficiente para disparar várias balas, no período em que Kennedy e Connally sofreram os ferimentos iniciais.

A teoria da Bala Mágica

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Vamos entender o que é a teoria da “bala mágica”. Muitos são contra essa teoria, pois afirmam que ela desafia as leis da física. Mas, segundo a teoria, é possível que a bala tenha viajado em uma linha reta, das costas de Kennedy, até a coxa de Connally.

A comissão Warren concluiu seu relatório ,em 1964, afirmando que a mesma bala, que atingiu o presidente Kennedy, também atingiu o governador Connally. Ademais, os testes realizados comprovaram que a bala tinha velocidade suficiente para atingi-los.

Em 1979, a comissão Warren confirmou seu relatório sobre a teoria da “bala mágica”. Porém, essa teoria foi motivo de grandes contestações no governo. E isso, devido à posição entre Kennedy e Connally, pois julgavam impossível que uma única bala atravessasse os dois.

Mas, depois que o equívoco, sobre a posição em que se encontravam dentro da limusine, foi resolvido, a teoria da “bala mágica” ficou mais plausível. Essa teoria vem sendo testada, repetidamente, ganhando cada vez mais credibilidade.

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Ceticismo em torno da “bala mágica”

Não há uma aceitação generalizada sobre as descobertas do relatório de Warren, mesmo dentro do governo federal. O irmão do próprio presidente Kennedy, o procurador-geral, Robert Kennedy, considerava o relatório Warren infundado. E metade da comissão Warren era cética, em relação à teoria da “bala mágica”.

Acreditavam que a história de atirador único era falsa. E que Oswald fosse parte de uma trama muito maior.

A tecnologia em favor da teoria da “bala mágica”

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Graças às tecnologias modernas, o debate sobre a teoria da “bala mágica” mudou drasticamente, isso graças às simulações em 3D. Recentemente, um grupo de analistas forenses usou essa tecnologia, para colocar a teoria em um teste mais rigoroso. E assim, avaliando a trajetória da bala de Oswald, de forma mais precisa. A equipe forense descobriu que sim, a bala poderia facilmente atravessar duas pessoas. É claro que essa reavaliação foi totalmente diferente da apresentação do promotor na época.

O promotor usou apenas uma vara e dois homens adultos, em uma réplica da limusine do presidente. Por isso, era insuficiente para fazer uma análise adequada do que realmente aconteceu naquele dia fatídico.

Publicado em: 20/09/19 23h19