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Entenda como Ozzy Osbourne pode ser um mutante, segundo a ciência

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      16/08/19 às 19h20

Ozzy Osbourne, de 70 anos de idade, viveu uma vida que muitas pessoas desejariam chamar de sua. No entanto, o famoso vocalista da banda de heavy metal, Black Sabbath, teve sua vida muitas vezes afetada pelo abuso de drogas. Felizmente, isso não conseguiu impossibilitá-lo de prosseguir em sua carreira. Do mesmo modo, que não o atrapalhou a continuar a presentear seus fãs com seu talento.

Recentemente, Osbourne foi chamado de mutante genético. Isso, depois que pesquisas, sobre seu DNA, foram realizadas. O professor de genética, Bill Sullivan, analisou um estudo de 2010, o qual havia sido realizado por um grupo de cientistas da Knome Inc. Sendo esta uma empresa de genoma humano, localizada em Cambridge, em Massachusetts (EUA).

Análises

Naquela época, o grupo havia colhido amostras de sangue do cantor, para estudar seu DNA. Com isso, eles desejavam compreender como o organismo do "Príncipe das Trevas", conseguiu suportar tantos anos o abuso de drogas e álcool. As análises, por parte de Sullivan, aconteceram enquanto o professor realizava pesquisas para seu novo livro: Pleased To Meet Me: Genes, Germs And The Curious Forces That Make Us Who We Are.

De acordo com Sullivan, as descobertas, realizadas pela equipe da Knome Inc., não desapontaram. Foi descoberta uma mutação nunca antes vista. Em síntese, ela poderia explicar a capacidade de Osbourne de consumir grandes quantidades de álcool. Do mesmo modo, foram descobertas variações genéticas que o predispuseram ao vício em álcool e outras drogas.

"Ozzy é de fato um mutante genético", escreveu Sullivan em seu novo livro. A obra também afirma que nosso DNA molda tudo, desde coisas que amamos e odiamos, nossas inclinações políticas, por quem nos atraímos e por que "bactérias em nosso organismo bagunçam nossas mentes". No livro Sullivan afirma que as experiências de nossos avós no passado também influenciam nosso DNA.

"Depois de todos esses anos pensando que éramos agentes livres, percebemos que a maioria, se não tudo, em nosso comportamento não parte de nossa própria vontade", escreveu Sullivan, que é professor da Escola de Medicina da Universidade de Indiana.

Livre arbítrio?

Segundo o professor, no que tange às emoções cotidianas, nossos genes programam substâncias químicas cerebrais, como a serotonina e a dopamina, que nos fazem sentir de certas formas. "Por mais mágicos que possam te fazer sentir, suas emoções são de origem puramente biológica", escreveu ele.

Essa seria uma das razões pelas quais os escandinavos são apontados como as pessoas mais felizes da Terra. O que seria explicado, tanto pelos genes, quanto pelo estilo de vida dessas pessoas. Análises de DNA de pessoas, em 30 países, revelaram que os dinamarqueses e os holandeses tinham menos pessoas portadoras de um gene receptor de serotonina ligado à depressão.

Já em relação ao fator da atração, duas forças genéticas diferentes estão em ação. De um lado, somos atraídos por pessoas semelhantes a nós. O que faz todo sentido. "Se os genes egoístas precisam render metade de seu território para se reproduzir sexualmente, por que não recrutar genes semelhantes aos que se renderam?", escreveu Sullivan. Por outro lado, ao mesmo tempo, estamos biologicamente 'remando' contra o incesto e a atração por pessoas muito semelhantes a nós. "Demasiada similaridade genética produz descendentes que são enriquecidos por traços deletérios."

No entanto, Sullivan enfatiza que as coisas não são simples como aparentam. "Um gene é uma peça de um quebra-cabeça que compõe uma imagem", escreveu ele. "Você não pode dizer o que essa imagem vai ser apenas olhando para uma peça do quebra-cabeça."

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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