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Espancada, médica não conseguiu atender idosa de 82 anos, que morreu

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A filha da idosa de 82 anos que faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma confusão no Hospital Municipal Francisco da Silva Teles, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, lamentou o comportamento do pai e da filha que vandalizaram a unidade e agrediram uma médica devido a atrasos no atendimento. Ambos foram presos.

Em depoimento, ela exige que apliquem a justiça e ninguém saia impune. Tudo aconteceu por conta de um corte no dedo, e a filha lamenta que perdeu sua mãe por isso.

Elaine Marques da Silva também se revolta com esse tipo de comportamento em um hospital.

Segundo a família de Arlene Marques da Silva, ela começou a se sentir mal após presenciar a agressão ao seu médico por parte do homem e sua filha.

Via G1

Devido à agressão, Sandra Lúcia, a única médica de plantão, não conseguiu socorrer a idosa. O incidente foi gravado por testemunhas.

A família da idosa de 82 anos afirmou que ela foi internada no dia 8 com indícios de um infarto, mas estava se recuperando bem.

No entanto, devido à confusão, seu estado de saúde piorou.

A filha diz, em depoimento, que a mãe presenciou toda a violência de agressão e passou mal. Com isso, teve um novo infarto, mas não conseguiu atendimento, porque as pessoas abandonaram a sala de emergência, com medo de tiros.

Na manhã de segunda-feira (17), a família foi ao Instituto Médico Legal (IML) para liberar o corpo. A polícia aguarda o laudo da necropsia.

Segundo relatórios, houve uma parada cardíaca e a médica de plantão não conseguiu atendimento, por estar ferida.

Entenda a confusão

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, por volta das 3h de domingo, André Luiz compareceu ao Hospital Francisco da Silva Teles “com um pequeno corte no dedo da mão esquerda”, como narra o documento. Ele estava acompanhado de sua filha, Samara.

A profissional Sandra era a única em plantão para toda a unidade, que conta com mais de 4 andares de clínicas e salas cirúrgicas. Além disso, também atendia pacientes graves e emergenciais.

Por conta da demora no atendimento plantonista, André e Samara invadiram a área restrita e começaram a quebrar as instalações.

A médica Sandra Lúcia foi agredida por André com socos e teve que levar 5 pontos na boca.

Via G1

Enquanto a confusão ocorria, a idosa de 82 anos, que estava na sala vermelha em estado gravíssimo, sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu.

Em seu depoimento à polícia, a médica Sandra Lúcia relatou que, por volta das 4h, foi abordada por um homem que a insultou e gritou. Além disso, testemunhas disseram que ele ameaçou todos com agressão.

Esse homem era André Luiz. A médica afirmou ainda que ele tinha a mão direita escondida atrás da bermuda, dando a entender que estava armado.

Sandra mencionou que conseguiu desviar de um soco. Mas logo em seguida o agressor a acertou no rosto e a jogou no chão, onde, mesmo indefesa, recebeu chutes e empurrões com os pés.

Autoridades locais falam

Logo após a agressão, a médica entrou em contato com o vereador Paulo Pinheiro (Psol), presidente da Comissão de Saúde da Câmara.

O profissional afirmou, em fala, que a médica trabalhava desde o dia anterior no plantão, e mesmo assim passou pela situação de agressão em sua unidade de saúde.

O vereador orientou a médica a procurar o Cremerj para denunciar o caso e solicitar maior segurança.

André e Samara foram presos e enfrentarão acusações de homicídio doloso — quando há intenção de matar, além de lesão corporal, desacato e dano ao patrimônio público.

O delegado Geovan Omena afirma que André “causou um caos no hospital”.

Além disso, as falas também indicam que a equipe de saúde se desesperou, sem saída ou solução. Por isso, abandonaram os pacientes, levando ao falecimento da idosa de 82 anos.

Via G1

Relato dos envolvidos

A defesa do pai e da filha afirma que eles são inocentes. O advogado Cláudio Rodrigues declarou que, no momento, as informações são preliminares e sem qualquer investigação. Por isso, exige o aguardo do inquérito.

Além disso, também afirmou que a acusação de homicídio é exagerada, tentando culpar duas pessoas com integridade por conta da deficiência do estado. Também indicou que todos conhecem o atendimento precário daquela unidade.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que todas as unidades possuem profissionais de segurança desarmados e que, em caso de qualquer incidente, as autoridades policiais recebem um alerta.

A administração da unidade afirmou que repudia veementemente as agressões a profissionais de saúde.

No entanto, atualmente os suspeitos seguem em detenção, e a família da idosa de 82 anos segue como testemunha e processante.

 

Fonte: G1

Imagens: G1, G1, G1

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