Mais de 7 bilhões de baterias de íon-lítio são vendidas todos os anos. Dessa forma, a tecnologia por trás dessas baterias é o que revolucionou os dispositivos como usamos hoje. Assim, até 2027, a estimativa é que o número de baterias produzidas a cada ano aumente para mais de 15 bilhões. Dito isso, considerando os seus defeitos, pesquisadores estão em busca de uma nova maneira de produzir energia portátil e é aí que essa fruta pode gerar energia para seu telefone.

Estamos da falando da jaca e do durião. Esse desdobramento vem de um grupo de pesquisadores que, ao tornar a produção da bateria viável, estariam não somente ligando com o problema de energia, mas também, com o desperdício de alimentos.

Energia a partir de frutas como durião e a jaca

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De acordo com Vincent Gomes, engenheiro químico da Universidade de Sydney e participante do estudo, a ideia é utilizar resíduos da fruta mais fedorenta do mundo, o durião. Mas também, a jaca, a maior fruta do mundo. Com isso, ambas seriam transformadas em um supercapacitador que pode carregar celulares, tablets, laptops e outros aparelhos em questão de minutos.

De forma resumida, os supercapacitores são uma maneira não-convencional de pensar o armazenamento de energia. Desse modo, esses sistemas atuam como reservatórios. Nesse processo, eles são carregados e, em seguida, descarregam a energia para o fim planejado. Contudo, o grande problema desses sistemas é que os materiais envolvidos são bastante caros, como acontece com o grafeno. Assim, a equipe de Gomes pode ter encontrado uma solução para esse problema.

As partes não comestíveis de durião e jaca foram transformadas em aerogéis de carbono. Ou seja, sólidos superleves e porosos. Dessa forma, eles mantêm suas propriedades "excepcionais" de armazenamento natural de energia. Para isso, o núcleo esponjoso não comestível de cada fruta foi aquecido, liofilizara e, por fim, assado em um forno com temperaturas de mais de 1.500 ºC. Ao final do processo, os pesquisadores obtiveram supercapacitores de baixo custo.

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Um celular pode ser carregado em apenas um minuto

Em média, um supercapacitor pode ser carregado em apenas 30 segundos. Com isso, ele pode ser utilizado para alimentar uma grande variedade de dispositivos. "Ser capaz de carregar um telefone celular em um minuto é incrível", afirma Labna Shabnam, que também está na equipe do projeto.

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Em breve, os pesquisadores almejam utilizar os supercapacitores responsáveis para armazenar eletricidade de fontes de renováveis de energia. Dessa forma, ela poderá ser usada em veículos e residências. E claro, uma vez que, mais de 70% dessas frutas são simplesmente desperdiçadas, encontrar uma finalidade tão importante para o alimento é mais uma vez, ser sustentável.

Em outro exemplo, podemos citar um projeto desenvolvido por Tom Scott e sua equipe, da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Assim, a pesquisa desenvolvida baterias feitas de diamantes artificiais que possuem carbono-14 radioativo. Em outras palavras, a corrente produzida por essas "baterias betavoltaicas" duraria quase que "para sempre", totalizando milhares de anos. Nesse sentido, ainda que, sendo diamantes, o estudo lida com baterias de um custo muito menor a longo prazo. "Você ficaria surpreso com quão pouco os diamantes artificiais podem custar", afirma Scott.

Publicado em: 01/10/20 11h19