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Esse buraco que foi cavado na Rússia é o mais fundo do mundo

POR Diogo Quiareli    EM Curiosidades      25/03/19 às 17h42

O mundo nos surpreende cada vez mais e isso não é novidade, né? Uma grande surpresa foi fazer que os russos cavaram um enorme buraco a fim de descobrir o que havia lá em baixo, ou melhor, quem estava por lá. Assim como crianças brincam de cavar a terra a fim de chegar no Japão, a Rússia foi um pouco além. Com a ajuda do governo, eles cavaram o buraco mais fundo do mundo. Foi preciso um apoio dos governos estaduais e muito dinheiro para apoiar esses esforços. O mais curioso é que isso foi uma disputa entre o país e os Estados Unidos.

Os Estados Unidos iniciaram essa corrida em 1961, com o projeto Mohole. Esse visava alcançar a descontinuidade de que Mohorovicic é o lugar onde a crosta terrestre encontra o manto. Durante 5 anos, a equipe do projeto Mohole conseguiu cavar 183 metros na crosta da Terra. O mais impressionante disso tudo é que eles estavam fazendo isso através de 3.566 metros de água do oceano. Pensando nesse projeto curioso, resolvemos trazer essa matéria para você, caro leitor. Confira conosco a seguir e surpreenda-se com o buraco mais fundo do mundo.

O buraco sagrado

Na primeira fase, cinco buracos foram abertos nas profundezas da terra ao largo da costa da ilha de Guadalupe, no México. O recorde era o buraco que possuía 183 metros de profundidade do oceano. Esse foi perfurado a partir de uma plataforma. Foi um grande marco para os estudiosos desse ramo, pois representava até então o buraco mais fundo do mundo. Isso servia de base para diversos estudos sobre o nosso planeta.

Fronteira entre a crosta e o manto

Quando coletaram uma amostra de núcleo, levantaram o material, isso incluía o basalto. O mesmo foi encontrado com 13 metros de profundidade. A localização particular foi selecionada porque marca um limite entre a crosta da Terra e seu manto, conforme identificado por um geólogo da Croácia. Estudiosos da área queriam perfurar neste local porque ele abrigava a parte mais fina da crosta, o que separa a superfície do manto, uma camada de rocha derretida.

Além disso, dada a natureza do ambiente de perfuração, as amostras recuperadas de forma profunda seriam basicamente intocadas. Essas forneceriam aos cientistas camadas que antes eram inacessíveis, ou seja, nunca tinham sido vistas ou roçadas em toda a história humana. Por fim, a National Science Foundation assumiu o projeto. Depois que a Americam Miscellaneous Society começou, com o último se dissolvendo logo em seguida.

Aumento dos custos

O aumento dos custos fez com que esse projeto fosse interrompido em 1966, quando o congresso americano percebeu que estavam de fato jogando dinheiro fora. Eles tinham diversas outras coisas mais importantes para se preocupar. Os esforços deveriam ser destinados a outros projetos, incluindo a Guerra do Vietnã. Alguns anos mais tarde, sabendo que os Estados Unidos estavam destinando seus estudos para outras coisas, a Rússia começou a trabalhar. Em maio de 1970, o trabalho começou no poço Kola Superdeep, no distrito de Pechengsky, em território russo.

Cavando durante três décadas

Até mesmo esse esforço levou tempo para ser feito. Na verdade, cinco anos. Isso porque os cientistas desenvolveram as ferramentas que precisavam para escavar e cavar até que não pudessem ir mais longe. Eles continuaram cavando por mais de 30 anos a fim de finalmente conseguirem o buraco mais fundo do mundo. Eles estavam determinados a atingir ou exceder a meta original, que era perfurar 15 mil metros abaixo da superfície. O equipamento usado era uma evolução da engenharia.

No local escolhido para perfuração, os russos construíram uma estrutura de 61 metros para abrigar o aparato projetado especialmente para aquele projeto. Em vez de usarem uma broca girando de cima para baixo, esta giraria somente no final. Isso faria com que o equipamento usasse a lama pressurizada para fazer essa broca girar.

23 centímetros de diâmetro

Esse poço, onde os russos trabalhavam, tinha apenas 23 centímetros de diâmetro. Esse é o tamanho da entrada usada para cavar o mais fundo que pudesse na crosta terrestre. Na verdade, o furo russo é uma série de buracos menores e todos eles ramificados a partir do buraco central, como se fossem uma espécie de coelheira que leva em todos os tipos de direção a um covil central. O buraco de Kola era então o buraco mais fundo do mundo,em 1979. Ele media 9.583 metros de profundidade. Após alguns anos, ele ultrapassou a profundidade de 12.000 metros. Isso foi motivo de comemoração, e então a equipe russa decidiu tirar um ano de folga. O buraco continuava sendo o mais profundo do mundo, embora os russos tenham superado o mesmo feito, cavando um poço, em 2011, de 12.345 metros na crosta.

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Via   INSH  
Imagens Portal Curio
Diogo Quiareli
Geminiano, 24 anos, goiano.
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