A pandemia do novo coronavírus já dura há meses e com novos casos da doença a cada dia. Enquanto uma vacina para a doença ainda não fica pronta, a principal preocupação agora e evitar o contágio. Até então, a principal forma de contágio era por vias respiratórias e contato com pessoas infectadas.

Desde que o vírus foi identificado, ele tem gerado várias dúvidas e receio nas pessoas. Por causa disso, os órgãos oficiais indicaram as medidas que são necessárias, para tentar diminuir a disseminação do vírus.

Uma das recomendações é manter as mãos sempre limpas e evitar levar microrganismos para os olhos, boca e nariz. Já que o vírus costuma ser disseminado pelo ar ou contato pessoal com secreções contaminadas. Além também de evitar aglomerações.

Curiosamente, o novo coronavírus pode ficar na pele humana por muito mais tempo do que o vírus de uma gripe normal. Pesquisadores japoneses descobriram essa informação.

Vírus

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O estudo feito mostrou que o SARS-CoV-2, que é o vírus causador do COVID-19, continuou presente em amostras de pele humana por aproximadamente nove horas. Em comparação, uma cepa do vírus influenza A (IAV) ficou presente na pele humana por cerca de duas horas.

Felizmente, os dois vírus puderam ser inativados de forma rápida e eficiente com o uso do álcool em gel. Esses resultados mostraram mais uma vez a importância de lavar as mãos e usar o álcool em gel para evitar o contágio e propagação do COVID-19.

“Este estudo mostra que o SARS-CoV-2 pode ter um risco maior de transmissão por contato, ou seja, transmissão por contato direto, do que a IAV. Porque o primeiro é muito mais estável na pele humana do que o último. Essas descobertas apoiam a hipótese de que a higiene adequada das mãos é importante para a prevenção da disseminação da SARS-CoV-2", escreveram os pesquisadores em seu artigo.

Duração

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Logo no começo da pandemia pesquisadores nos EUA estudaram quanto tempo o SARS-CoV-2 conseguiria durar em superfícies. Eles descobriram que o vírus durava até 24 horas nas superfícies de cobre e papelão e até 72 horas nas de aço inoxidável.

Entretanto, examinar o tempo que ele duraria na pele humana é mais complicado devido a razões éticas. Já que não se deve colocar amostras de um vírus potencialmente mortal na mão das pessoas.

Por conta disso, os pesquisadores da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, no Japão, criaram um modelo de pele humana usando amostras conseguidas em autópsias cerca de um dia depois da morte das pessoas.

Os pesquisadores viram que, mesmo depois de 24 horas após a morte, a pele ainda pode reter grande parte da sua função por algum tempo. Consequentemente, as amostras poderiam ser úteis para o estudo.

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Eles descobriram que o SARS-CoV-2 sobreviveu nas amostras por 9,04 horas. Em comparação, o vírus da influenza A só sobreviveu por 1,82 horas. Além disso, quando o vírus foi misturado com muco, para imitar a liberação de partículas em uma tosse ou espirro, o SARS-CoV-2 durava até 11 horas.

Inativar

Entretanto, tanto o SARS-CoV-2 como o vírus da influenza A foram inativados na pele 15 segundos depois de se usar um desinfetante para as mãos com etanol 80%. “A higiene adequada das mãos leva à rápida inativação viral do SARS-CoV-2. E pode reduzir o alto risco de infecções de contato”, explicaram os pesquisadores.

Concluindo, os pesquisadores observaram que o estudo não considerou a dose infecciosa do SARS-CoV-2, que é a quantidade de partículas de vírus que precisam para causar uma infecção em alguém pelo contato da pele contaminada. Por causa disso, as pesquisas que forem realizadas no futuro devem analisar essa questão.

Publicado em: 14/10/20 14h55