Esqueça celulares de última geração ou câmeras com as mais avançadas tecnologias. Nada disso se compara à "super câmera digital", que é a responsável pelas fotos de maior resolução já feitas. Este é um projeto realizado por cientistas do Laboratório Nacional do Acelerador SLAC, nos Estados Unidos.

Com 3.200 megapixels, a câmera digital conta com impressionantes 189 sensores. De fato, é o suficiente para deixar qualquer fotógrafo de queixo caído. Mas, a câmera conta com outras finalidades. Assim, ela será utilizada por pesquisadores do Observatório Vera C Rubin, no Chile, e também, de todo o mundo.

Quantos monitores são necessários para ver a imagem em tamanho real?

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Para se ter uma ideia, são necessárias 378 telas de TV de ultradefinição para exibir uma única imagem produzida pela câmera em tamanho real. Para entender melhor como isso funciona na prática, citamos uma imagem feita a 24 quilômetros de um campo de golpe. Mas que, se aproximado, nos permite ver a imagem de uma pequena bola de golfe em alta qualidade. Dito isso, muitos se perguntam, para que serve toda essa resolução?

De acordo com especialistas, a tecnologia se voltará para espaço. Assim, poderemos estudar a fundo o Sistema Solar e a Via-Láctea. Além de também, com o aprimoramento da tecnologia, realizar descobertas sobre a energia e a matéria escura. Por isso, o funcionamento da câmera é essencial para que os objetivos sejam alcançados. Com a câmera, é possível produzir imagens panorâmicas de todo o céu meridional, permitindo que tenhamos imagens de uma grande região do céu noturno por um período de 10 anos.

Na primeira imagem tirada pelo equipamento, temos um brócolis romanesco, que foi escolhido por ter uma superfície com uma série de detalhes. E, como podemos ver, o teste foi um sucesso. "Esse é um grande marco para nós", afirma Vincent Riot, um dos responsáveis pelo projeto. "O plano focal irá produzir as imagens para o LSST, que será o 'olho' do Observatório Rubin", completa.

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Ela funciona como uma câmera comum, mas muito mais potente

O sensor do equipamento funciona bem como uma câmera digital comum. Primeiro, a luz emitida ou refletida se converte em sinais elétricos e a imagem é geral. Porém, a diferença está na sofisticação dos aparelhos. Quando falamos de uma câmera digital, temos poucos sensores, o que difere, e muito, da "supercâmera". Essa câmera conta com 189 sensores individuais, sendo que, cada um é de 16 megapixels.

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Em 10 anos, a câmera coletará imagens de cerca de 20 bilhões de galáxias. "Esses dados irão melhorar nosso conhecimento de como as galáxias evoluíram ao longo do tempo e nos permitirão testar nossos modelos de matéria escura e energia escura de forma mais profunda e precisa do que nunca", afirma Steven Ritz, um dos pesquisadores do projeto. "O observatório será uma instalação maravilhosa para uma ampla gama de ciências — de estudos detalhados de nosso Sistema Solar à pesquisas de objetos distantes na borda do Universo visível", completa.

Dentro dos próximos meses, os cientistas se empenharão para concluir a construção do aparelho. Nesse sentido, até o início de 2021, a ideia que a câmera, que tem o tamanho de um carro SUV, esteja na reta final de testes.

Publicado em: 23/09/20 12h15