Os Maias deixaram como herança surpreendentes conhecimentos sobre astronomia, arquitetura e matemática, além de um sistema de escrita avançado. Mas até pouco tempo, as causas de seu desaparecimento eram pouco compreendidas.

No entanto, um estudo publicado na revista Science traz um novo capítulo para esta história. Há um tempo, a seca já havia sido apontada como causa para o declínio deste povo, porém, uma pesquisa realizada pela Universidade da Florida em parceria com a Universidade de Cambridge traz um novo olhar sobre esse assunto.

A seca

Cientistas da Universidade da Flórida e de Cambridge fizeram análises sobre a água disponível na América Central por volta do ano 1000. Naquela época, a seca que atingiu as regiões da América teria sido uma das mais severas em milhares de anos.

Uma queda em cerca de 50 % no volume de chuvas, se comparado com os dias atuais. Exames de carbono-14 também foram feitos de forma que eles pudessem compreender como a seca teria atingido a natureza como um todo na região.

Problemas como produção agrícola, escassez de comida e a falta de água para suprir suas necessidades, devido a evaporação de alguns lagos que abasteciam a região, fizeram com que a população se dividisse. O que pode ter gerado confrontos políticos e sociais.

Os pesquisadores acreditam que as causas da seca tenham sido naturais, uma vez que as tecnologias disponíveis na época não causavam o efeito sobre o clima como acontecem atualmente. Em decorrência de todos esses problemas, os maias começaram a se espalhar por toda América Central.

O fato de que toda uma civilização entrou em declínio até basicamente desaparecer devido a problemas climáticos nos serve de alerta para as mudanças que estão ocorrendo no mundo atualmente. Principalmente devido a influência e a ação do homem sobre os recursos e a natureza.

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Publicado em: 07/08/18 14h28