Várias pessoas são fãs de esportes radicais e adoram sentir a adrenalina e o friozinho na barriga que eles causam. Alguns deles, como os saltos de paraquedas e voos de asa delta, exigem bastante coragem. Tem também aqueles que junto com a prática radical gostam de ter um maior contato com a natureza. Eles costumam sair pelas florestas e matas, em busca de aventuras. Também costumam sair escalando montanhas e passam um tempo em meio à vida selvagem.

As pessoas, que gostam de esportes radicais, estão em busca de ousadia, e precisam de coragem e amor à natureza. Esse amor pela adrenalina faz com que as pessoas viagem grandes distâncias para buscar essa emoção. E enfrentam vento, o frio, o calor, a fúria das águas, altas velocidades e grandes alturas. Mesmo sabendo de todos os riscos e das probabilidades, que poderiam colocar tudo a perder, inclusive suas próprias vidas, essas pessoas adotam esse estilo de vida radical.

E para satisfazer essas pessoas que estão sempre procurando por coisas radicias, parques sempre abrem uma atração nova para chamar os viciados em adrenalina.

Estratégia

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Às vezes, a escolha, para promover uma nova atração, não é das melhores. Como foi o caso do parque temático na cidade de Chongqing, na China. Como forma de divulgação para a abertura do seu bungee jump, eles resolveram colocar um porco, de 75 quilos, para o topo de um torre de 68 metros de altura.

Quando o animal chegou ao topo da torre, ele foi jogado de lá vestindo uma capa azul e com o equipamento de segurança do esporte. É possível escutar o animal gritando várias vezes, em todo o trajeto até chegar ao topo da torre e ser jogado de lá. E segundo a imprensa local, depois de ter praticado o esporte radical, o animal foi levado para um matadouro.

Essa ação promocional do parque foi muito criticada nas redes sociais chinesas. O maior ponto foi o direito animal, já que, no país, essa discussão tem crescido justamente pela falta de uma lei que puna crueldades como essa.

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Caso

Até mesmo o PETA, organização não governamental, comentou o caso dizendo que se tratava de uma crueldade animal em sua pior forma.

"Porcos sentem dor e medo da mesma forma que nós sentimos. E esse nojento truque publicitário deveria ser ilegal", condenou Jason Baker, vice-presidente sênior de campanhas internacionais da Peta.

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“Um bungee jump já é uma experiência assustadora para humanos, imagine o terro para alguém que foi forçado, teve as pernas amarradas e foi jogado. Esse foi o tratamento que o porco recebeu apenas para umas poucas risadas. Isso deveria ser ilegal”, continuou.

Os cidadãos chineses também não gostaram dessa ação e criticaram bastante nas redes sociais. "Essa é uma tática de marketing vulgar", disse um. "Não há a menor necessidade de maltratá-lo desse jeito", comentou outro.

O parque chinês Meixin Red Wine Town afirmou que aceita as críticas que recebeu. E que vai rever a estratégia de marketing deles. "Aceitamos sinceramente as críticas e os conselhos dos internautas e pedimos desculpas ao público. Melhoraremos o marketing do local turístico, para oferecer aos turistas melhores serviços", disse o parque.

Publicado em: 20/01/20 20h12