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Galáxia fóssil é descoberta nas profundezas da Via Láctea

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Galáxia fóssil é descoberta nas profundezas da Via Láctea

Recentemente, astrônomos descobriram uma galáxia fóssil escondida próximo ao centro da Via Láctea. E claro, com isso, não foi somente uma galáxia que foi descoberta, mas também, mas informações do funcionamento da Via Láctea. Assim, essa descoberta sugere que nossa galáxia teve um início de vida excepcionalmente turbulento se compararmos com os padrões das galáxias espirais.

Há muito tempo, astrônomos descobriram que grandes galáxias como a Via Láctea são formadas por galáxias menores. No entanto, apenas recentemente fomos capazes de identificar vestígios de antigas galáxias que estão inseridas dentro da nossa. Mas, agora que a tecnologia evoluiu, podemos rastrear os movimentos e espectros de um grande número de estrelas ao mesmo tempo. Isso significa que, com muitos resultados neste campo chegando mais rápido do que antes, podemos confirmar descobertas como esta.

Uma galáxia escondida dentro da nossa galáxia

Na semana passada, um estudo de aglomerados globulares forneceu evidências do que, possivelmente, seria a maior colisão que a Via Láctea já sofreu. Isso aconteceu quando a Via Láctea se fundiu com a galáxia Kraken. Agora, mais uma galáxia surgiu na equação. Porém, esta possui uma grande diferença de galáxias encontradas anteriormente. Dessa forma, ao invés de suas estrelas estarem dispersas pelo halo da Via Láctea, elas estão a 13.000 anos-luz do seu núcleo.

Dito isso, a galáxia recém-descoberta não havia sido encontrada antes por conta de nuvens obscuras de poeira entre nós e o centro da galáxia. Desse modo, elas  ajudaram a evitar que víssemos essas estrelas com clareza antes e pudéssemos identificar suas origens. “Para encontrar uma galáxia fóssil como esta, tivemos que estudar a composição química detalhada e os movimentos de dezenas de milhares de estrelas”, afirma Ricardo Schiavon, da Universidade Liverpool John Moores (LJMU).

Há não muito tempo, olhar para o centro da Via Láctea era uma tarefa mais do que impossível. Porém, hoje, isso é possível graças ao Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE) e a sua tecnologia infravermelha. “Isso é particularmente difícil de ser feito com as estrelas no centro da Via Láctea, tudo porque elas estão escondidas da nossa vista por nuvens de poeira interestelar. O APOGEE nos permite atravessar essa poeira e ver mais profundamente o coração da Via Láctea”, completa Schiavon.

Milhares de dezenas de estrelas foram analisadas até a galáxia ser encontrada

O aluno de graduação Danny Horta, da LJMU e principal autor do artigo, explica que “examinar um número tão grande de estrelas é necessário para encontrar estrelas incomuns no coração densamente povoado da Via Láctea”. Entretanto, isso “é como encontrar agulhas em um palheiro”, completa.

Em uma publicação da Royal Astronomical Society, Horta e os co-autores chamaram a antiga galáxia de Hércules, em uma referência ao mito grego. Dessa forma, os pesquisadores acreditam que Hércules tenha sido absorvido por nossa galáxia há cerca de 10 bilhões de anos, o que sugere que esse tenha sido um período excepcionalmente ativo para esse tipo de galáxia. As antigas galáxias constituem grande parte do halo da Via Láctea. Com isso, os autores estimam que os remanescentes de Hércules representam um terço das estrelas do halo.

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