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A história da última senhora feudal do mundo que lutou contra o nazismo

POR Toni Nascimento    EM História      23/11/18 às 17h27

Nas Ilhas Britânicas do Canal, existia uma senhora que, até meados do século passado, ainda vivia sob os moldes do feudalismo. A região conhecida como Ilha de Sark possuía 400 habitantes, e mantinha condições já pouco desabituais para o século passado. O maior exemplo era a sua falta de energia elétrica. Ela era, realmente, o último ponto de apoio do feudalismo no mundo ocidental. Ainda assim, a Alemanha Nazista inventou de invadir a ilha, o que se mostrou um erro estratégico. Eles foram derrotados. Dame Sibyl Hathaway tinha 275 prisioneiros nazistas nas mãos e sabia exatamente o que queria fazer com eles.

Sark

A Ilha de Sark era o último feudo do mundo ocidental. Por 400 anos, seguiu fielmente a lei normanda do século XVI, e Dame Sybil Hathaway, de 61 anos, serviu como sua senhora feudal. Ela certa vez defendeu a instituição do feudalismo dizendo : "O que é bom o suficiente para William, o Conquistador, é bom o suficiente para nós". Dame Sibyl escreveu certa vez que Sark era "um oásis de tranquilidade e descanso, único no mundo atual". Isso até o início da Segunda Guerra Mundial.

A ilha é um planalto íngreme coberto por pastagens onduladas e um caleidoscópio de flores silvestres. Estreitas ruas de terra batida ficam sombreadas sob as copas das árvores. Em um dia claro, você pode espiar através da ilha, passando por grupos de ovelhas pastando. Carros são banidos. Os moradores se locomovem de bicicleta e a ambulância local e caminhões de bombeiros são puxados por tratores. Com pouca poluição sonora, paisagem sonora da ilha é uma sinfonia de ventos costeiros, ondas quebrando, carruagens puxadas por cavalos e o farfalhar de campos acenando cheios de flores. Também não há energia.

A invasão

Em 9 de junho de 1940, os Nazistas chegaram. O lugar estava diante as tropas e armas alemãs. De acordo com a antiga lei normanda, os inquilinos de Sark juraram proteger a ilha dos invasores estrangeiros - na verdade, o costume exigia que cada proprietário de terra possuísse um mosquete -, mas esse antigo preceito era ridiculamente anacrônico diante de uma invasão nazista. Apesar de haver uma euforia geral, onde quase toda a população tivesse tentado fugir, Dame Sibyl Hathaway acalmou a todos e pediu que ficassem.

"Eu não estou te prometendo que será fácil", disse ela. "Podemos estar com fome, mas sempre teremos nosso gado e plantações, nossos jardins, alguns porcos, nossas ovelhas e coelhos". Dame compreendeu que nem todo mundo poderia assinar e prometera providenciar a partida de qualquer pessoa, se assim o desejassem. Quando os oficiais chegaram, disseram que implantariam novas regras na ilha, porém, Dame Sibyl Hathaway não se intimidou e chamou-lhes para conversar. Os oficiais realmente ficaram sem reação ao ver a autoridade e classe da mulher.

A arma de Dame Sibyl Hathaway

Dame Sibyl Hathaway sabia que não tinha poder militar, armas ou homens para guerrear com os alemães, porém, ela tinha algo valioso: sua petulância e decoro. "Ela era aristocrática e chegou a entender que os alemães no comando também eram aristocráticos", afirma o atual senhor de Sark, Michael Beaumont, e completa "Eles se conectaram nesse nível. E permitiria conversas que provavelmente não poderiam ter acontecido se seus status tivessem sido diferentes". Pelo resto da guerra, ela colocou um ar petulante no rosto. Ela nunca se aproximava de um alemão, mas esperava que eles se aproximassem dela. Antes de permitir que um nazista se sentasse em sua casa, ela supostamente exigiu que ele se curvasse e beijasse sua mão.

Como ela escreveria mais tarde em The Dame of Sark , "A rígida formalidade alemã funcionou a meu favor porque mostrava aos alemães que eu esperava ser tratado em minha casa com a rígida etiqueta a qual estavam acostumados em seu próprio país". No início, Dame Sibyl encontrou pequenas maneiras de ficar sob a pele dos ocupantes. Em sua sala de estar, ela deliberadamente colocou livros antifascistas ao nível dos olhos. Às vezes, ela inocentemente perguntava aos soldados porque estavam demorando tanto para conquistar a Rússia. Ela regularmente disparava contra o senso de superioridade étnica nazista com elogios indiretos.

Situação

Os alemães permaneceram na ilha nos anos seguintes, porém, quem estava no controle era Dame Sibyl. Até que em 1944, a guerra, entrando em seu penúltimo ano, estava mais violenta, e os alemães começaram a pegar quase toda a comida da ilha. Então, Dame Sibyl começou a se enfezar. Ela organizou um tráfico organizado para roubar seus alimentos de volta dos alemães. Tudo acabou em 1945, com o fim da guerra e a morte de Hitler. Dame Sibyl conseguiu vencer no fim das contas.

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Via   MF  
Toni Nascimento
Nerd, mas principalmente amante do cinema. Mais em @nascimento_toni
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