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A história sinistra do ''Drácula da Croácia''

POR Jesus Galvão    EM Entretenimento      10/07/19 às 17h28

Os vampiros possuem forte apelo na cultura popular, tendo permeado os enredos de muitos livros, filmes e produções visuais. O impacto da popularidade desses seres míticos chega a influenciar até mesmo o turismo, onde as cidades e países, onde suas histórias se passam começaram a ser visitadas por pessoas do mundo todo.

Poucas pessoas sabem disso, mas a Croácia também possui um grande vampiro para chamar de seu. Sua história, de tão horripilante, prende a atenção de todos aqueles que param para ouvi-la.

A história remonta o ano de 1672, e se passa em uma pequena aldeia chamada Kringa, na península croata de Istria. Kringa possui traços muito peculiares, como suas casas de pedras tradicionais de sua região. Além do mais, sua paisagem costeira, muito bem preservada, é de encher os olhos.

Kringa foi construída sobre as antigas ruínas de um assentamento romano. Em algumas casas, ainda é possível encontrar os restos de antigos painéis romanos. Durante a Idade Média, Kringa foi rodeada por muralhas. No entanto, elas não sobreviveram a ação do tempo.

Hoje em dia, muitos dos moradores da cidade estão envolvidos com atividades ligadas ao turismo. Mas é importante ressaltar que não estamos falando de atrações comuns, como podemos ver em outras cidades. Mas sim de um turismo baseado em vampiros. Todas as propostas turísticas de Kringa são envolvidas em uma antiga lenda da aldeia.

Em Kringa, existem lojas especializadas na venda de souvenirs como velas com aroma de alho, vinho e coquetéis com nomes imaginativos, que supostamente, pertenceriam a algum vampiro. Hotéis e bares também exploram o tema vampiresco, e até mesmo festivais são realizados na cidade, com noites de literatura de terror, entre outras atividades.

A lenda de Jure Grando

A lenda de Jure Grando, ou o Vampiro de Istria como também é conhecido, se inicia em 1672. Jure Grando foi o primeiro vampiro europeu já mencionado. Sua história foi registrada por Johan Weichard Valvasor, em seu livro A Glória do Ducado de Carniola. Segundo o que se conta, em 1656, Jure Grando morreu, sendo enterrado em um cemitério local.

Ele era um homem comum até pouco tempo depois de seu enterro, quando seu nome começou a ganhar notoriedade entre a população da aldeia. Supostamente, ele teria sido visto vagando pelas ruas e até mesmo batendo nas portas de algumas casas. Foi então que os aldeões começaram a perceber que as pessoas nessas casas começaram a morrer. E tão logo se imagina, tais mortes foram atribuídas a Jure Grando.

Sua esposa, agora viúva, teria ido se queixar com o principal representante da aldeia, Miho Radeti?, de que seu marido a havia visitado durante algumas noites e teria abusado sexualmente dela. Rapidamente, a figura de Jure Grando se tornou algo extremamente temido por todos na aldeia. Em um determinado momento, Radeti? reuniu um grupo de homens e foi junto deles ao cemitério para desenterrar o corpo de Jure Grando e perfurá-lo com uma estaca de pinheiro, para dar fim a todo o terror e medo causado por ele.

A procissão

Ao todo, nove aldeões chegaram ao cemitério carregando crucifixos e tochas. Lá, abriram o túmulo do suposto vampiro. O que viram os deixou completamente estarrecidos. Seu corpo, mesmo depois de algum tempo enterrado, estava intacto. Além do mais, supostamente, seu rosto teria corado e Jure Grando teria aberto um grande sorriso.

A primeira reação de todos foi correr, mas Radeti? conseguiu reuni-los novamente e os trouxe de volta ao cemitério. Um pastor, que estava entre eles, com seu crucifixo em mãos, começou a invocar o nome de Jesus para expulsar o ser maligno que ali se encontrava. Um homem corajoso tentou acertá-lo com a estaca em seu estômago, porém, ela simplesmente não entrava.

Vendo que todas as alternativas até o momento haviam falhado, um dos homens, chamado Stephen, acabou decapitando o corpo de Jure Grando com um machado. Lágrimas teriam escorrido dos olhos do "vampiro". Seu sangue começou a se espalhar por toda a cova. Rapidamente, os homens então fecharam o seu túmulo e deixaram o lugar. Desde aquele dia, Jure Grando nunca mais foi visto na aldeia.

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Via   Slavorum  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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