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Hormônio do amor pode ajudar na prevenção de osteoporose

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O amor possui um poder transformador inigualável. Nenhuma das experiências humanas consegue transcender o ser humano mais do que o sentimento da paixão avassaladora. Ela nos eleva, nos transforma e nos muda por inteiro. Não importa se ela é fugaz, ou para uma vida inteira, o que importa é que ela é rara e preciosa. Por isso, ele é muito explorado na literatura e na poesia, e quase nunca na ciência.

Mas se o amor é do homem então ele é algo biológico, logo, uma coisa que pode sim ser estudada. Uma coisa já explicada pela ciência e parece que de senso popular já é que a ocitocina é responsável pela sensação de bem estar do corpo. Mas o que muitos não sabem é que esse hormônio também parece ter uma influência fundamental na saúde dos ossos.

De acordo com um estudo liderado pela Universidade Estadual Paulista de Araçatuba (Unesp), foi visto que a ocitocina, que é popularmente conhecida como o hormônio do amor e do bom humor, ajuda no controle e prevenção da osteoporose.

A osteoporose é uma doença mais comum em pessoas idosas e naquelas que tem deficiência de cálcio. Ela é uma doença onde a degradação estrutural e a diminuição da densidade mineral nos ossos aumentam o risco de  fraturas nos ossos.

Mas a pesquisa da Unesp descobriu que esse hormônio, que é produzido pelo hipotálamo, consegue reverter os fatores que diminuem a densidade e a resistência óssea.

“Nosso estudo tem como enfoque a prevenção da osteoporose primária. Por isso investigamos mecanismos fisiológicos que ocorrem no período pré-menopausa. Nessa etapa da vida da mulher, medidas de prevenção podem evitar que os ossos se tornem frágeis e que ocorram fraturas, o que poderia reduzir a qualidade e a expectativa de vida”, disse Rita Menegati Dornelles, uma das principais autoras do estudo.

Estudo

Para a pesquisa, os pesquisadores aplicaram duas doses de ocitocina com 12 horas de diferença entre elas, em um grupo de 10 ratas. Esses animais tinham 18 meses de vida, o que é uma coisa incomum. Já que as pesquisas usam geralmente animais jovens que são submetidas a ovariectomia.

Normalmente, os ratos de laboratório vivem três anos. E as fêmeas usadas nessa pesquisa estavam no período da periestropausa, que é o equivalente à perimenopausa humana. O que é um processo natural do envelhecimento.

Eles então coletaram amostrar de sangue e também do colo do fêmur desses animais depois de 35 dias de tratamento. Com isso, a equipe conseguiu comparar os dados com os de outras 10 ratas que não tinham recebido o hormônio.

Como resultado eles viram que as ratas que receberam as doses de ocitocina tinham uma estrutura óssea sem sinais de osteopenia, que é a perda de densidade óssea.

Hormônio

A ocitocina é produzida naturalmente pelo corpo e é lembrada como o hormônio do prazer. Ela tem papéis importantes no funcionamento do corpo humano. Como por exemplo, promover as contrações musculares uterinas, diminuir o sangramento durante o parto, estimular a libertação do leite materno. Além de desenvolver apego e empatia entre pessoas, produzir parte do prazer do orgasmo, e modular a sensibilidade ao medo.

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