Que o nosso universo é infinito e cheio de mistérios não é novidade para ninguém. O universo é tudo o que existe fisicamente. É a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os componentes do espaço intergaláctico. E o universo observável tem o raio de aproximadamente 46 bilhões de anos-luz.

Esse imenso campo negro, que é o universo, é um jardim feito para pesquisas e, por esse motivo, cientistas dedicam suas vidas à pesquisas que podem apresentar algo novo para o mundo.

Nebulosa é uma palavra latina que significa nuvem. E quando falamos de nuvens, elas não são as mesmas que vemos nas estações chuvosas. No contexto espacial, as nebulosas são nuvens interestelares que são feitas de plasma, hélio, hidrogênio e poeira.

Como esses estudos não param, os astrônomos conseguiram imagens com a mais alta resolução no infravermelho perto da nebulosa Carina. Ela é uma nuvem espessa de poeira e gás onde as estrelas estão se formando ativamente.

Imagens

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Essas imagens foram obtidas através do telescópio Gemini South, no Chile. Além de incríveis para se ver, elas são úteis para a compreensão de berçários estelares e nascimento estelar. Elas também são uma espécie de antevisão dos tipos de imagens que é possível esperar quando o telescópio espacial James Webb chegar no espaço.

"Os resultados são impressionantes. É visto uma riqueza de detalhes nunca antes observados ao longo da borda da nuvem, incluindo uma longa série de cristas paralelas que podem ser produzidas por um campo magnético, uma notável onda senoidal quase perfeitamente suave e fragmentos no topo que parecem estar em o processo de ser removido da nuvem por um vento forte” disse o físico e astrônomo Patrick Hartigan, da Rice University.

Por mais que o nascimento estelar seja uma coisa fascinante, ele não pode acontecer em qualquer lugar. É preciso de uma espessa nuvem de gás e poeira que seja rica em hidrogênio molecular e tão densa que tenha regiões que colapsam gravitacionalmente sob sua própria massa.

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Conforme esses colapsos acontecem, qualquer rotação deles se torna amplificada sob a conservação do momento angular. Isso cria um disco giratório de material que alimenta a proto-estrela.

Por conta disso, os melhores lugares para a formação de estrelas são os mais densos e empoeirados. Como essas nuvens parecem opacas, isso as torna  um pouco como um calcanhar de Aquiles para o telescópio espacial Hubble.

"O Hubble opera em comprimentos de onda óticos e ultravioletas que são bloqueados por poeira em regiões de formação de estrelas como essas", explicou Hartigan.

Nebulosa

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No entanto, a luz nos comprimentos de onda infravermelho e próximo a ele pode penetrar na poeira espessa. Isso dá aos astrônomos a possibilidade de espiar dentro das nuvens. Então é aí que os instrumentos, como o Gemini South, são mais vantajosos que o Hubble.

O gerador de imagens Gemini South Adaptive Optics é feito de cinco lasers. Eles se irradiam para o céu para projetar estrelas-guia artificiais que são medidas para corrigir o efeito de turbulência atmosférica.

Com essa tecnologia, Hartigan e sua equipe obtiveram imagens da nebulosa Carina em uma resolução 10 vezes maior do que as imagens que foram tiradas sem óptica adaptativa. E são cerca de duas vezes mais nítidas que as imagens do Hubble nesse comprimento de onda.

Publicado em: 09/10/20 12h43