A velocidade de crescimento do campo da tecnologia está tão rápida que logo levanta uma questão: a inteligência artificial é apenas parte da ficção científica ou já é algo comum na nossa sociedade?

inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que possibilita que máquinas adquiram conhecimentos por meio de experiências, se adaptem às condições e consigam desempenhar tarefas como os seres humanos. Parece uma ideia promissora. Mas assim como os robôs, ainda existe uma certa preocupação sobre o quanto esse tipo de tecnologia pode evoluir. E claro, se isso significaria que as máquinas podem ultrapassar os seus criadores.

A comunicação, entre robôs e seres humanos, tanto no ambiente real, quanto na internet, já tem acontecido através de recursos da inteligência artificial. Até onde essa inteligência pode chegar, ninguém consegue dizer. Mas que ela vem, revolucionando o mundo dos humanos, isso é real.

As coisas que a IA vêm conseguindo fazer com o passar do tempo tem aumentado e cada vez mais impressionando as pessoas. E um novo algoritmo de aprendizado de máquina confirmou a existência de 50 novos planetas.

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Algoritmo

Foi a equipe da Warwick University quem desenvolveu o algoritmo que fez essa descoberta. Eles o alimentaram com vários conjuntos de dados obtidos pela missão Kepler, agora aposentada pela NASA, e do  Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), que  foi um telescópio lançado em 2018.

Com isso, os cientistas esperam que novas formas de validação de planetas sejam feitas. Atualmente as técnicas para detectar e confirmar a existência de outros planetas são facilmente influenciadas. Seja por ruídos, interferência de algum objeto no fundo ou até mesmo por conta de erros na câmera.

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Para isso não acontecer, a equipe treinou o algoritmo para que ele soubesse a diferença entre planetas confirmados e falsos positivos. Depois disso eles liberaram um conjunto de dados separado que ainda não tinha sido validade para candidatos planetários. Feito isso, o algoritmo conseguiu confirmar a existência de 50 novos  planetas. Segundo a equipe, essa foi a primeira vez na história da astronomia que isso aconteceu.

“O algoritmo que desenvolvemos nos permite levar cinquenta candidatos além do limite para validação de planeta. Atualizando-os para planetas reais”, disse David Armstrong, do departamento de física da Universidade de Warwick, e autor principal do artigo.

Confirmação

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Os planetas têm vários tamanhos. Alguns são tão grandes quanto Netuno, e outros são menores que a Terra. “Em vez de dizer quais candidatos são mais prováveis ??de serem planetas, agora podemos dizer qual é a probabilidade estatística precisa. Onde houver menos de 1% de chance de um candidato ser um falso positivo, é considerado um planeta validado", explicou.

O algoritmo não é somente extremamente eficaz, mas também funciona muito rápido e inteiramente por conta própria. “Ainda temos que gastar tempo treinando o algoritmo. Mas depois que isso for feito, será muito mais fácil aplicá-lo a futuros candidatos”, continuou Armstrong.

“Esperamos aplicar esta técnica a grandes amostras de candidatos de missões atuais e futuras. Como por exemplo, o TESS e PLATO (Trânsitos e Oscilações Planetárias das estrelas), um telescópio espacial previsto para ser lançado em 2026", concluiu.

Publicado em: 27/08/20 15h08