Existem muitas teorias que tentam explicar como surgiu a vida na Terra. Alguns acreditam que ela foi criada. Outros que ela se desenvolveu biologicamente, há ainda os que acreditam que ela surgiu vinda de outros planetas. Seja qual for a teoria que alguém acredite, a maioria das pessoas procura saber qual o sentido da vida. Seja ele ajudar alguém, saber o qual profissão seguir, saber onde quer chegar e traçar um plano para chegar lá.

Algumas pessoas podem já saber esse sentido em algum momento da vida. Enquanto outras passam sua existência toda procurando esse sentido. As pessoas que acreditam saber qual é o sentido da sua vida tendem a ter uma melhor saúde física e mental. E aqueles que ainda estão buscando esse sentido podem ter uma saúde física e mental pior. Tudo isso de acordo com um estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Quando você encontra mais sentido na vida, você se torna mais contente. Enquanto se você não tem propósito de vida e está procurando por isso sem sucesso, você vai se sentir muito mais estressado”, afirma Dilip Jeste, o autor principal.

O estudo se chama Avaliação do Envelhecimento de Sucesso e foi feito durante três anos. Ele examinou dados de 1.042 adultos, com idade entre 21 e mais de 100 anos.

Publicidade
continue a leitura

E com o objetivo de saber se os participantes tinham ou não um senso de propósito eles tiveram que classificar coisas como “Eu estou procurando um propósito ou missão para minha vida” e “Eu descobri um propósito de vida satisfatório”.

Pesquisa

O que os pesquisadores viram foi que, se eles colocassem em um gráfico, a relação entre idade e contentamento para as pessoas com propósito, ele seria uma parábola, com uma concavidade para baixo. E já para as pessoas que estão procurando esse propósito, o gráfico seria uma parábola com a concavidade para cima.

Publicidade
continue a leitura

Os 60 anos são o pico do contentamento para aqueles que têm um propósito de vida. E a maior queda para aqueles que não encontraram um propósito.

Essa diferença acontece porque quem vive com um propósito, pode ter que procurar outro, depois que se aposentam. A pessoa tem que achar uma nova identidade que vai além da sua carreira. E é nessa faixa etária, que ela também começa a sofrer com problemas de saúde. E também com a perda de amigos e familiares.

E aquelas pessoas que não tinham conseguido ainda encontrar um propósito, até chegar nessa idade, têm então uma chance de encontrá-lo na aposentadoria.

Propósito

Publicidade
continue a leitura

Há 30 anos, ter ou não um propósito de vida, tem sido visto como uma coisa de grande importância na pesquisa médica. Principalmente, sobre os pacientes geriátricos. A pesquisa quer olhar agora para outras áreas, como a sabedoria, solidão e compaixão. E também como todos esses fatores impactam o propósito da vida.

“Também queremos examinar se alguns biomarcadores de estresse e envelhecimento estão associados com a busca e conquista de propósito de vida. É uma época empolgante neste campo. Conforme tentamos descobrir respostas baseadas em evidência para algumas das questões mais profundas da vida”, diz Jeste.

Publicado em: 03/01/20 18h20