Ciência e Tecnologia

James Webb descobre algo estranho em atmosfera do exoplaneta WASP-17 b

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O Telescópio Espacial James Webb da NASA fez uma descoberta incrível ao detectar nanocristais de quartzo na atmosfera distante de um exoplaneta semelhante a Júpiter, conhecido como WASP-17 b.

Esta revelação inédita no campo da pesquisa de exoplanetas adiciona uma camada adicional de enigma às já impressionantes características do WASP-17 b.

Localizado a 1.300 anos-luz da Terra, na constelação de Scorpius, os recursos montam um dos maiores exoplanetas que os cientistas encontraram, com data de agosto de 2009.

Sua singularidade está na órbita retrógrada, movendo-se na direção oposta à rotação de sua estrela próxima, desafiando as concepções existentes sobre a formação planetária.

Via GZH

Além disso, o WASP-17 b possui um curto período orbital, com menos de quatro dias terrestres, tornando-se um alvo ideal para técnicas de espectroscopia de transmissão.

Essas técnicas possibilitam a medição da dispersão e filtragem da luz estelar pela atmosfera do exoplaneta.

Os cientistas, ao usarem o Telescópio Webb, realizaram uma nova descoberta no WASP-17 b, identificando pela primeira vez partículas de sílica em sua atmosfera.

Mais especificamente, encontraram nanocristais de quartzo, adicionando mais complexidade nesse caso que envolve o exoplaneta.

Expectativas futuras

Segundo David Grant, apesar de as observações anteriores do Telescópio Espacial Hubble, antecessor do Webb, darem a expectativa de encontrar aerossóis na atmosfera do WASP-17 b, nunca se imaginou que a composição seria quartzo.

O especialista é o principal autor do estudo e membro da Universidade de Bristol, em uma publicação no periódico The Astrophysical Journal Letters.

Enquanto isso, Hannah Wakeford, coautora do estudo e também da Universidade de Bristol, expressou surpresa com a descoberta.

Ela diz que antecipavam a presença de silicatos de magnésio. No entanto, o que testemunharam foi, provavelmente, os blocos de construção desses silicatos.

Elas são as minúsculas partículas ‘sementes’ essenciais para a formação dos grãos maiores de silicato detectados em exoplanetas mais frios e anãs marrons.

Os silicatos, minerais comuns na Terra e na Lua, são amplamente distribuídos pela galáxia.

Embora silicatos tenham sido previamente identificados em exoplanetas, eles eram predominantemente compostos por olivina, piroxênio e outros minerais ricos em magnésio.

A detecção de silicatos de quartzo na atmosfera do WASP-17 b representa um fenômeno singular.

O que são silicatos?

Os silicatos são um grupo extenso e fundamental de minerais que compõem uma grande parte da crosta terrestre e estão em diversos ambientes geológicos. Eles se caracterizam pela presença do íon sílica (SiO4)^4-, que forma uma estrutura tetraédrica.

Além disso, esses tetraedros de sílica podem se unir de várias maneiras, formando diferentes estruturas de silicatos.

A variedade de silicatos é vasta, e eles são classificados com base na disposição e na ligação dos tetraedros de sílica. Alguns exemplos comuns de silicatos incluem a olivina, o feldspato, a mica e a argila.

Os silicatos são abundantes na Terra e na Lua, e também estão em meteoritos e em outros corpos celestes.

Eles desempenham um papel crucial na geologia, influenciando a composição das rochas e dos minerais. Além disso, os silicatos são importantes na formação de solos e na química atmosférica.

No contexto da descoberta mencionada sobre o exoplaneta WASP-17 b, os silicatos de quartzo na atmosfera representam uma variedade específica desse mineral.

Além disso, sua presença é notável por ser única e desafiadora para as teorias existentes sobre a composição atmosférica de exoplanetas.

Via Só Científica

WASP-17 b traz nova compreensão

Esta descoberta abre novas perspectivas para a compreensão da formação e evolução das nuvens que envolvem exoplanetas.

Os pesquisadores acreditam que isso pode proporcionar insights cruciais sobre os processos fundamentais na formação e evolução de exoplanetas, além de fornecer pistas sobre a composição das nuvens em atmosferas de exoplanetas, como o WASP-17 b.

Além disso, Wakeford enfatizou o significado dos cristais de sílica. Ele diz que os cristais fornecem informações sobre o inventário de diferentes materiais. Assim, os especialistas saberão como todos eles se unem para moldar o ambiente do planeta.

 

Fonte: Só Científica, USP

Imagens: Só Científica, GZH

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