
O caso Robinho recebeu um novo capítulo agora, pois sua condenação definitiva caiu nas mãos de uma juíza que defende mulheres, famosa por vários processos no Brasil.
Inclusive, na última quarta-feira (22), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu o pedido da Justiça italiana para que Robinho cumpra sua pena no Brasil. O jogador foi condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália há um ano, em 19 de janeiro de 2022.
A presidente do STJ, Maria Thereza de Assis Moura, será responsável por decidir se Robinho será preso no Brasil. É importante mencionar que Moura tem um histórico de defesa dos direitos humanos e já integrou um grupo de trabalho sobre enfrentamento à violência contra as mulheres pelo Poder Judiciário, o que pode influenciar a decisão.
Embora o Ministério da Justiça da Itália tenha a solicitação de extradição de Robinho, o governo brasileiro de Jair Bolsonaro (PL) negou o pedido. Consequentemente, a Justiça italiana optou por exigir que a pena tenha cumprimento no Brasil, já que a Constituição brasileira proíbe a extradição de cidadãos brasileiros.

Via RDMais
O Brasil não extradita seus cidadãos condenados em outros países devido à proibição prevista na Constituição Federal.
O artigo 5º, inciso LII da Constituição Brasileira estabelece que “ninguém será extraditado, senão o brasileiro naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei”.
Portanto, existe restrição na extradição de cidadãos brasileiros natos, inclusive em casos em que tenham condenação em outros países.
Através da Embaixada da Itália, a documentação referente ao caso Robinho foi entregue para Moura, a juíza que defende mulheres, e para o Ministério da Justiça e Segurança Pública no Brasil.
Em seguida, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional enviou uma cópia da sentença, que confirma a condenação definitiva do ex-jogador, ao STJ.
Não há um prazo legal para que a presidente do STJ tome uma decisão, mas, de acordo com o regimento interno do tribunal, é de responsabilidade da presidência homologar a sentença estrangeira.
Caso haja contestação, o processo será distribuído a outro relator, que pode decidir individualmente ou encaminhar o caso para análise da Corte Especial, composta pelos 15 ministros com mais tempo de atuação no tribunal.

Via Lance
No mês passado, durante uma entrevista à Band News, o ministro da Justiça, Flávio Dino, mencionou que Robinho poderia cumprir sua pena no Brasil. Isso ocorreria graças a uma legislação de 2017 que estabelece a Lei de Migração.
Dino ressaltou que a Constituição brasileira proíbe a extradição de brasileiros natos. No entanto, afirmou que há a possibilidade de cumprir a pena no Brasil posteriormente, quando o processo passar por tramitação.
Não existem previsões de que isso possa acontecer nos próximos meses, mas abre uma brecha para brasileiros com condenação por crimes hediondos no exterior, especialmente com a juíza que defende mulheres à frente do caso.

Via R7
O caso Robinho é um caso de estupro ocorrido na Itália em 2013, no qual o jogador de futebol brasileiro Robinho, então jogador do Milan, foi condenado em primeira instância a nove anos de prisão pela acusação de estupro coletivo de uma jovem albanesa em um bar em Milão. O caso gerou grande repercussão na mídia nacional e internacional.
Segundo a acusação, a vítima teria sido abusada sexualmente por Robinho e por mais cinco homens em uma casa noturna em Milão, após ter sido drogada. O jogador sempre negou as acusações e afirmou que tudo foi consensual.
No entanto, as provas apresentadas pelo Ministério Público italiano, como escutas telefônicas e depoimentos de testemunhas, foram suficientes para a condenação.
A sentença de primeira instância foi proferida em 2017, mas Robinho recorreu e aguardava julgamento em segunda instância. Em dezembro de 2020, a imprensa brasileira divulgou que Robinho teria recebido condenação em segunda instância na Itália. Isso gerou grande indignação e críticas nas redes sociais e na opinião pública em geral.
Apesar da condenação, Robinho continua a negar as acusações e a afirmar sua inocência. Ele ainda pode recorrer da decisão em tribunais superiores na Itália. Além disso, o caso Robinho levantou debates importantes sobre a cultura do estupro e a importância de se responsabilizar os agressores por seus atos.
Fonte: Revista Fórum






