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Menina resgatada desnutrida já ganhou 2 kg e consegue andar sozinha

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Uma menina de três anos que passou por resgate oficial segue superando um caso de desnutrição grave. Ela estava desidratada e sofria maus tratos na casa em que vivia com o pai, em Rio Claro (SP). Hoje, ela já ganhou dois quilos e consegue caminhar, embora com dificuldade.

A criança foi encontrada na última sexta-feira em condições insalubres, com os ossos visíveis, pesando apenas oito quilos.

O pai relatou aos guardas municipais que eles não se alimentavam há 40 dias porque desejava que ambos “morressem juntos”.

A menina é órfã de mãe, que faleceu pouco após o parto. O pai foi inicialmente preso por maus-tratos, mas posteriormente recebeu liberação em audiência de custódia e agora enfrentará o processo em liberdade.

O peso considerado normal para uma criança da idade dela seria de 15 quilos. Em uma entrevista ao GLOBO, a médica Samila Batelochi Gallo, da Santa Casa da cidade, onde a menina está internada, informou que a paciente tem respondido bem ao tratamento, mas ainda não consegue falar e chora com frequência.

A profissional disse que, quando ela chegou, pesava 8 quilos, agora já está com 10 quilos. Existem bebês de seis meses que pesam isso. Por isso, a alimentação foi gradativa, para evitar distúrbios metabólicos.

Segundo a equipe, a menina de três anos está aceitando bem a alimentação. Antes ela não conseguia andar, mas agora já começou a dar alguns passos, fica um pouco ao sol, embora ainda apresente bastante fraqueza.

Além disso, não tem progresso na fala, sem conseguir se comunicar de nenhuma forma. No entanto, ela chora bastante, e pode ter questões psicológicas envolvidas.

Atraso ou desnutrição

Via G1

Os profissionais da Santa Casa ainda não têm conhecimento se a menina já começou a falar ou se possui alguma questão sem diagnóstico, que se agrava pela desnutrição.

Segundo Samila Batelochi Gallo, a menina de três anos ainda está levemente desidratada, mas já começou a receber suplementação de vitaminas A e B, além de zinco e ferro. Além da atenção da psicóloga, a menina está sendo acompanhada por um fonoaudiólogo e um fisioterapeuta.

Os familiares e a avó materna da criança não conseguiram mais contato com o pai para visitar a menina, no condomínio Jardim Portugal, pelo menos desde abril.

O pai também excluiu suas redes sociais e se isolou. Diante dessa situação, a avó da menina obteve uma decisão judicial que lhe permite visitar a criança e, diante das recusas do pai, foi até a residência acompanhada por guardas municipais.

A avó materna e uma amiga da mãe da criança têm acompanhado o tratamento no hospital.

Comendo bem

A médica responsável explica que não existiu tentativa de contato e teve proibições de visita. No entanto, isso alertou ainda mais os responsáveis, que ligaram para a polícia.

Com sorte, a intervenção ocorreu no momento certo, e permitiu que a menina se recuperasse a tempo.

Agora, ainda se alimenta de itens bem pastosos, com uma quantidade significativa de proteína. Às vezes, ela manifesta vontade de comer a comida da avó, de preparo normal. No entanto, o hospital se limita para evitar uma realimentação abrupta.

A menina foi submetida a exames ginecológicos no hospital, os quais não indicaram indícios de abuso.

De acordo com Samila, ainda não há previsão de alta. A menina terá alta quando tiver ganhado mais peso, estiver se alimentando adequadamente e não precisar mais receber soro.

Além disso, os profissionais aguardam as decisões judiciais sobre o local para onde a menina receberá encaminhamento. A avó materna está buscando obter a guarda da criança.

Via G1

Pai foi preso

O pai da criança, com 36 anos de idade, foi preso sob acusações de maus-tratos contra a criança.

Após receberem um chamado do Conselho Tutelar relatando um caso de maus-tratos, policiais militares foram ao local para acompanhar a situação.

Ao chegarem lá, encontraram a criança vestindo apenas uma fralda em uma condição deplorável. Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a criança estava desnutrida, com uma fralda suja e seus ossos à mostra. Ela mal conseguia se movimentar.

O acusado também estava desnutrido e afirmou aos guardas municipais que não buscou ajuda porque não tinha parentes na cidade.

A criança e o pai seguiram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cherveson. Após receber atendimento médico, o pai foi para a delegacia.

Em uma audiência de custódia, a Justiça determinou sua soltura. Já a menina de três anos recebeu transferência para a Santa Casa.

O caso teve registro como maus-tratos contra uma pessoa menor de 14 anos. Atualmente, corre no Plantão da Delegacia Seccional de Rio Claro. Posteriormente, seguirá a cargo do 3º Distrito Policial da cidade.

 

Fonte: Globo

Imagens: G1, G1

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