• MAIS LIDAS
  • QUIZ
  • VÍDEOS
  • ANUNCIE


Milionário quer levar iceberg da Antártida para os Emirados Árabes Unidos

POR Arthur Porto    EM Curiosidades      12/07/19 às 17h48

Um empresário dos Emirados Árabes resolveu fazer algo incrível: rebocar um iceberg da Antártica para o Golfo Pérsico. Em entrevista, o empresário Abdulla Alshehi, diretor administrativo da National Advisor Bureau Ltd., explicou que o iceberg poderia ser uma fonte de água potável para o país.

A elaboração do projeto para realizar tal feito durou cerca seis anos. O iceberg, supostamente, será selecionado por satélite e poderá medir 2 quilômetros por 500 metros. Acredita-se que, para deslocá-lo até o seu destino final, o iceberg deve 'viajar' por dez meses.

Para realizar o projeto, um "cinturão" de metal será usad,o para evitar que o iceberg se rompa durante a longa jornada. Espera-se também que o mesmo perca até 30% de sua massa antes de atingir as águas quentes dos Emirados Árabes.

O primeiro teste de viabilidade do projeto está marcado para ser realizado ainda este ano. O objeto, no entanto, será um pequeno iceberg, que será transportado por um rebocador para a Cidade do Cabo, na África do Sul, ou Perth, na Austrália. Ao chegar no destino, será utilizado para a mesma finalidade: a coleta de água.

Para viabilizar o teste preliminar, Alshehi terá que desembolsar entre 60 e 80 milhões de dólares. A missão completa para os Emirados Árabes deve custar cerca de US$ 100-150 milhões de dólares.

A temperatura média anual é de 26 graus Celsius no Golfo Pérsico. Fazer com que a temperatura não derreta o iceberg rapidamente, é o maior desafio dos envolvidos no momento. Por esse motivo, a coleta de água está prevista para começar logo após a chegada do iceberg.

O processo de coleta, de acordo com o empresário e diretor administrativo da National Advisor Bureau Ltd., deve durar de dois a três meses. No entanto, outras medidas já estão sendo pensadas para desacelerar o processo de derretimento do iceberg.

É importante dizer que Abdulla Alshehi não foi o primeiro a pensar em realizar coletas de água a partir de icebergs. Um projeto similar foi proposto por cientistas franceses na Arábia Saudita, em 1975. No entanto, dois anos depois, o projeto fracassou. Os cientistas, na época, alegaram problemas técnicos. 

Água potável

Por ser completamente árido, os Emirados Árabes não possuem uma grande variedade de fontes de água potável. O país consome, atualmente, cerca de 15% da água dessalinizada do mundo. A ideia audaciosa será a fonte de água potável de um milhão de pessoas por cinco anos. Por outro lado, o projeto, se bem sucedido, poderia trazer outros tipos de implicações. A previsão das Nações Unidas é de que pode haver um déficit de 40% de água doce em todo o mundo até 2030.

Em contrapartida, o funcionamento das usinas de dessalinização promove uma enorme quantidade de água salgada no Golfo. Tal processo faz com que a salinidade da água do mar seja muito alta, provocando até mesmo danos à vida marinha. Além de solucionar o problema da salinidade, a presença do iceberg na costa dos Emirados poderia ocasionar um maior número de chuvas. E de visitantes também, claro. Estima-se que fontes de receita adicionais do projeto poderiam vir do turismo. 

Próxima Matéria
Via   Euro News  
Imagens Euro News
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.


Matérias selecionadas especialmente para você

Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Siga Fatos Desconhecidos no Google+