A arqueologia é a ciência responsável por estudar culturas e civilizações do passado. E é através das descobertas arqueológicas, que vestígios de antigas sociedades e culturas são descobertos. Assim, podem compreender melhor como viveu determinado povo, quais eram seus hábitos e costumes. Até mesmo, o que levou ao seu fim.

Na necrópole do deserto de Saqqara, no Egito, foram descobertas, em um esconderijo incomum com caixões de madeira datados de 2500 anos atrás.

O que faz com que esses caixões sejam especiais entre os milhares que estão enterrados no complexo de tumbas, é o fato de que eles permanecem intactos durante todos esses milênios. Além de ainda estarem completamente lacrados centenas de anos depois da morte dos seus habitantes.

Entretanto, os arqueólogos abriram um dos sarcófagos que estava ricamente decorado. A equipe revelou os restos mumificados que estavam envoltos no pano de enterro que tinha inscrições hieroglíficas em cores brilhantes.

Caixões

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Desde que anunciaram a descoberta dos primeiros 13 caixões, mais outros foram sendo descobertos nos poços com uma profundidade de até 12 metros. E o ministro do Turismo e Antiguidades, Khaled AL-Anani, disse que um número ainda desconhecido de caixões ainda podem estar enterrados.

É pensado que Saqqara tenha servido como necrópole de Memphis, que foi a capital do antigo Egito. E por mais de três mil anos os egípcios enterraram seus mortos ali. Por conta disso, o lugar chamou muita atenção dos arqueólogos.

“Portanto, hoje não é o fim da descoberta, considero o início da grande descoberta”, disse.

Os caixões datam de mais de 2.500 anos. Eles são do período tardio do antigo Egito, que seria por volta do século VI ou VII a.C. As escavações feitas em Saqqara nos últimos anos desenterraram vários tesouros e artefatos. Coisas como cobras mumificadas, pássaros, escaravelhos e outros animais.

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Descoberta

O primeiro anúncio grande, desde o começo da pandemia, foi a descoberta dos caixões. Na área, dezenas de estátuas também foram encontradas. Incluindo uma estatueta de bronze representando Nefertem, que era um antigo deus da flor de lótus.

De acordo com estudos preliminares, esses sarcófagos pertenciam, provavelmente, a padres, estadistas seniores e figuras proeminentes da antiga sociedade egípcia da 26ª dinastia.

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Museu

Todos os caixões serão levados para o Grande Museu Egípcio, que inaugurará em breve no planalto de Gizé. Em teoria, esses caixões serão colocados de frente para um salão onde estão outros 32 sarcófagos da 22ª dinastia. Esses foram encontrados em 2019 na cidade de Luxor, no sul do Egito.

A inauguração do Grande Museu Egípcio mudou de data várias vezes. E agora está prevista para acontecer em 2021. Nele estarão milhares de artefatos de várias épocas da história do Egito. Indo desde o período pré-dinástico até o greco-romano.

Publicado em: 08/10/20 11h40